Tragédia na zona Norte de Porto Alegre: criança morre após árvore desabar sobre residênciaPor Beatriz
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William Gustavo Barboza, um menino de sete anos, faleceu na manhã de 28 de agosto de 2026 depois que uma árvore de aproximadamente 15 metros caiu sobre a residência de sua família. O incidente ocorreu na Vila Barranco, localizada próxima à avenida Elcio Antônio Filipetto, no bairro Santa Rosa de Lima, zona Norte de Porto Alegre, por volta das 9h30. Embora removido com vida para o hospital, William não resistiu aos ferimentos.
Os dois irmãos mais novos de William, com idades de um e dois anos, e a mãe, sofreram ferimentos e foram levados ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), sem detalhes sobre seu quadro clínico. Todos os familiares estavam dormindo no momento da queda da árvore. Moradores próximos agiram rapidamente para auxiliar na remoção da estrutura sobre o garoto. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) compareceu ao local no final da manhã para iniciar as investigações. Uma vizinha, Simone Quadros de Farias, relatou o desespero do menino: “Ele ficou falando o tempo todo: ‘tia, me ajuda’, ‘por favor, me tira daqui’, ‘por favor, tá doendo’”.
Uma avó de William revelou que o menino estava prestes a retomar os estudos no mesmo dia de sua morte. A família havia se mudado recentemente de Capão da Canoa, no Litoral Norte, e regressado à Vila Barranco justamente para ficar mais perto da avó, que inclusive afirmou ter feito um alerta sobre a árvore pouco antes de ela desabar. Cátia de Lima, líder comunitária da região, confirmou que os vizinhos prontamente contataram o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Defesa Civil Municipal, que prestaram atendimento com agilidade.
Cátia de Lima destacou que, aproximadamente três meses antes do incidente, uma mobilização com o Departamento Municipal de Habitação (Demhab) e outras entidades foi realizada, com o objetivo de solicitar a realocação urgente das famílias da área. A líder comunitária explicou que a região possui diversas árvores e está situada em um barranco que apresenta deslizamentos constantes. Ela acrescentou que o grupo aguarda um cadastramento das famílias pelo Demhab para futuras ações. O coronel Evaldo Rodrigues, coordenador da Defesa Civil de Porto Alegre, informou que, apesar do temporal que atingiu a cidade por volta das 8 horas, a queda da árvore foi a única ocorrência grave registrada na capital.

A Vila Barranco é uma área considerada precária, ocupada há cerca de dez anos por indivíduos que, após saírem da antiga Vila Dique, não obtiveram moradia no condomínio Porto Novo. André Machado, diretor-geral do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), visitou a área e confirmou que as três famílias residentes no local serão contempladas com o benefício da Estadia Solidária.
Machado reconheceu que “aqui não é um lugar adequado para se morar”, e justificou as dificuldades do órgão: “Nossa demanda da central de atendimento é gigantesca, então não conseguimos estar em todos os lugares ao mesmo tempo. A gente não pode é deixar de trabalhar e seguir buscando soluções”.
Posicionamento oficial da Prefeitura de Porto Alegre sobre o acidente
A Prefeitura de Porto Alegre expressou profundo pesar pela perda da criança devido à queda da árvore na manhã de 28 de agosto de 2026, na Vila Barranco, zona Norte. O prefeito Sebastião Melo determinou que as equipes municipais ofereçam suporte completo à família, abrangendo saúde, assistência social, habitação e apoio psicológico. O município esclareceu que a árvore estava dentro do pátio da propriedade e que não existia nenhum pedido formal de poda ou remoção. A residência, conforme a prefeitura, está em uma área de ocupação irregular.
Alerta e informações da Defesa Civil Estadual sobre o incidente
O Corpo de Bombeiros Militar notificou a Defesa Civil do Estado sobre o acidente, que resultou na morte da criança e deixou uma pessoa ferida, além de outras duas afetadas na manhã de 28 de agosto de 2026, em Porto Alegre. Informações preliminares indicam que o evento está relacionado aos fortes ventos na cidade. A Defesa Civil do Estado havia emitido um alerta de alta severidade às 7h24 do mesmo dia, prevendo chuvas, ventos e granizo para a Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPOA), com riscos significativos de alagamentos e destelhamentos em toda a capital gaúcha. O aviso era válido até as 9h30. Durante o período de alerta, o Centro de Monitoramento (CMDEC) registrou ventos de 59,4 km/h em Ipanema, Porto Alegre.







