Infração comum entre motoristas pode render multa alta e suspensão da CNH

volante, cnh

volante, cnh - Foto: Suthida Phensri/Shutterstock.com

Motoristas de categorias profissionais enfrentam consequências severas ao desconsiderarem uma obrigação que, à primeira vista, pode parecer simples, mas é crucial para a segurança no trânsito. O exame toxicológico deve ser feito e mantido em dia pelos condutores habilitados nas categorias C, D e E, frequentemente utilizadas por quem opera caminhões, ônibus e outros veículos de grande porte. A manutenção da regularidade deste teste é fundamental para garantir que esses profissionais estejam aptos a dirigir, protegendo a vida de todos nas estradas.

A obrigatoriedade deste teste se aplica em momentos como a obtenção inicial, a renovação ou a mudança de categoria da habilitação. Adicionalmente, há um prazo periódico fixo para a realização do exame, que precisa ser repetido a cada 2 anos e 6 meses. É importante frisar que esse período não está vinculado à data de validade impressa na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O problema surge quando o motorista permite que o exame periódico expire e ultrapassa 30 dias sem realizar um novo teste. Nestes casos, a conduta é classificada como uma infração gravíssima, sujeitando o condutor a uma multa de R$ 1.467,35, além da suspensão do direito de dirigir.

A penalidade pode se agravar ainda mais para quem reincidir na mesma irregularidade em um período de 12 meses. Nessa circunstância, o valor da multa pode ser dobrado, alcançando R$ 2.934,70.

multa – Foto: FG Trade Latin/iStock.com

Existem também sanções diretamente ligadas ao resultado do exame. Caso o teste periódico detecte a presença de substâncias proibidas, a habilitação do motorista pode ser suspensa por um período de 3 meses. Para retomar suas atividades profissionais, o condutor terá que se submeter a um novo exame e apresentar um resultado negativo.

Uma alteração legislativa recente também expandiu o escopo da exigência do exame toxicológico. A partir de 2026, a obrigatoriedade se estendeu aos candidatos que buscam a primeira habilitação nas categorias A e B. Contudo, essa regra difere para quem já possui essas categorias e apenas pretende renovar a carteira, permanecendo dispensado do teste nesta situação.

Assim, é indispensável que os motoristas monitorem a validade de seus exames e evitem postergar a regularização para depois do vencimento. A verificação da situação pode ser feita através dos canais oficiais, enquanto a coleta do material deve ser realizada em um laboratório devidamente credenciado.

Beatriz: Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.