Músico morre em acidente na zona sul de Porto AlegrePor Janderson Luiz
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Um acidente trágico ceifou a vida do músico Diego Sanches, de 42 anos, conhecido como Branco, na noite de 2 de setembro de 2026, em Porto Alegre. Integrante do grupo de pagode D’Karanova, Sanches estava como passageiro em um Peugeot 208 que se envolveu em uma colisão com um Volkswagen Taos. O fato ocorreu no cruzamento da Avenida Wenceslau Escobar com a Rua Doutor Barcelos, na zona sul da capital gaúcha, e, apesar do rápido socorro, a vítima não resistiu aos ferimentos.
Os detalhes da colisão na Avenida Wenceslau Escobar
A batida ocorreu por volta das 23h40min, quando os dois veículos colidiram de forma violenta. O Peugeot 208, onde Diego Sanches viajava, ficou gravemente danificado, indicando a força do impacto. O sinistro, localizado no bairro Tristeza, uma região conhecida por seu movimento, principalmente em horários de pico e fins de semana, chocou os moradores e frequentadores do local.
Equipes da Polícia Civil e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram rapidamente mobilizadas para o local do acidente. A área foi isolada para que os peritos pudessem coletar evidências e iniciar a investigação. A Polícia Civil será a responsável por apurar as circunstâncias exatas que levaram à colisão e determinar as responsabilidades, um processo que pode levar semanas. Fatores como velocidade, sinalização e condições da via serão analisados.
A vida e o legado de Diego Sanches, o “Branco” do D’Karanova
Diego Sanches, de 42 anos, era muito mais do que um músico; ele era a alma e o ritmo do grupo de pagode D’Karanova, onde atuava como pandeirista. Sua partida repentina deixou um vazio imenso entre amigos, familiares e colegas de palco. Conhecido por seu apelido, Branco, Diego era descrito por todos como uma pessoa de espírito leve, sempre com um sorriso e pronta para animar qualquer ambiente.
Paulinho Vilanova, amigo e companheiro de samba, relembrou com carinho a essência de Diego. “Era um cara sorridente, sempre alegre, brincalhão, disposto a fazer samba para os amigos. Não era pelo dinheiro. Ele ia tocar no meu aniversário e não iria cobrar nada. Era muito bom de coração”, disse Vilanova. Essa declaração sublinha o perfil altruísta de Sanches, que no momento da fatalidade se dirigia para uma apresentação em um pub da região, reforçando seu amor pela música e pelo público.
O estado de saúde dos outros envolvidos e as interdições no trânsito
Além da perda de Diego Sanches, o acidente resultou em ferimentos para os motoristas dos dois automóveis. O condutor do Volkswagen Taos sofreu lesões leves e foi prontamente atendido pelas equipes de socorro. O motorista do Peugeot 208, onde Sanches era passageiro, também precisou de assistência médica, mas suas condições foram classificadas como fora de perigo. A rápida intervenção das equipes médicas foi fundamental para o atendimento dos feridos no local.
Para a realização dos trabalhos de resgate e perícia, a Avenida Wenceslau Escobar, importante via de acesso na zona sul, precisou ser completamente interditada. O bloqueio se estendeu desde a Rua Iete, no sentido Centro-bairro, e durou várias horas, impactando o fluxo de veículos na madrugada. A liberação total da via só ocorreu por volta das 3h de 3 de setembro de 2026, permitindo que o trânsito normalizasse aos poucos. A interdição causou lentidão para quem precisava transitar pela região, mas foi essencial para a segurança das equipes e a preservação das evidências.
Um panorama das mortes no trânsito em Porto Alegre
A tragédia que vitimou Diego Sanches serve como um alerta sobre a segurança viária na capital gaúcha. Segundo dados da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Porto Alegre registrou 56 mortes em 55 acidentes de trânsito até o fim de agosto de 2026. Este balanço, que é acompanhado de perto pelas autoridades, busca identificar padrões e planejar ações de prevenção.
Curiosamente, os números apresentados pela EPTC indicam uma leve redução no comparativo com o mesmo período do ano anterior. Em 2025, foram contabilizadas 61 mortes em 60 acidentes nas vias da cidade. Embora qualquer diminuição seja vista como um avanço, a persistência de fatalidades reforça a importância de medidas contínuas de educação no trânsito, fiscalização e melhorias na infraestrutura viária para proteger vidas.
- Mortes em acidentes de trânsito em Porto Alegre (até agosto de 2026):
- – Total de mortes: 56
– Total de acidentes: 55 - Comparativo com o mesmo período em 2025:
- – Total de mortes: 61
– Total de acidentes: 60
A EPTC frequentemente promove campanhas de conscientização para alertar motoristas e pedestres sobre os riscos e a importância do respeito às leis de trânsito, focando em temas como excesso de velocidade, uso de álcool ao dirigir e a atenção no ambiente urbano.







