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Super El Niño ameaça elevar conta de luz com termelétricas

Aquecimento global pode aumentar a ação de Super El Niño - Agência Espacial Europeia
Foto: Aquecimento global pode aumentar a ação de Super El Niño - Agência Espacial Europeia
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O avanço do fenômeno climático Super El Niño reduziu o volume das chuvas sobre as principais bacias hidrográficas brasileiras e colocou a operação energética em alerta preventivo em 6 de setembro de 2026. A retração nos reservatórios afeta a capacidade hídrica do país e exige novos despachos de geração para suprir o consumo.

Previsão de acionamento das usinas térmicas

O Operador Nacional do Sistema Elétrico avaliou que a ativação das usinas termelétricas a partir de setembro de 2026 será necessária para assegurar o fornecimento contínuo e impedir a interrupção do abastecimento elétrico durante os períodos de maior demanda da população brasileira.

O recurso termelétrico evita o esvaziamento acelerado das barragens durante a seca. O custo sobe rápido. Esse tipo de geração encarece os custos operacionais do setor e tem repasse direto para as faturas mensais dos consumidores finais.

Bacias hidrográficas enfrentam estiagem severa

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico identificou redução contínua no fluxo dos cursos de água que abastecem as turbinas das regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste. As três regiões concentram usinas essenciais para o fornecimento nacional e permanecem sob vigilância contínua do órgão técnico.

O parque hidrelétrico responde pela maior fatia de toda a energia elétrica demandada e consumida no território nacional.

O Instituto Nacional de Meteorologia registrou elevada probabilidade de aumento na intensidade climática nos próximos meses. As temperaturas devem continuar acima das médias habituais em várias regiões do território brasileiro. A estiagem persistente atinge os leitos fluviais de forma simultânea.

Diferenças entre geração hídrica e queima de combustíveis

A produção em usinas térmicas substitui temporariamente o uso da água e mantém as turbinas girando em períodos de precipitação reduzida. O método não depende das oscilações de tempo e chuvas para operar. Essa segurança de despacho cobra um preço econômico e ambiental elevado da sociedade.

  • Geração por meio de queima de óleo diesel, carvão mineral ou gás natural
  • Funcionamento ininterrupto independente dos regimes pluviais regionais
  • Liberação ampliada de gases de efeito estufa na atmosfera durante o processo
  • Acréscimo expressivo nos valores cobrados nas contas de energia dos usuários

A energia das barragens custa menos, mas diminui quando o índice pluviométrico despenca nos principais rios. A substituição pelo combustível fóssil pressiona o bolso do consumidor residencial.

Vazões previstas pelo operador para os próximos meses

As análises do Operador Nacional do Sistema Elétrico para o Sistema Interligado Nacional projetam vazões de água oscilando entre 80% e 111% da média histórica ao longo dos meses seguintes de 2026.

O órgão regulador cruza as medições atmosféricas com os registros de carga de consumo em tempo real. Os dados determinam o montante exato de megawatts térmicos que cada usina do sistema deve despachar.

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