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Sol ameaça desintegrar o cometa interestelar 3I/ATLAS

Imagens 3D do cometa 3I ATLAS
Foto: Imagens 3D do cometa 3I ATLAS - jhonny marcell oportus/ shutterstock.com
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O calor emitido pelo Sol ameaça destruir o cometa interestelar 3I/ATLAS nos próximos meses de 2026, período em que o corpo celeste atinge o periélio na sua trajetória pelo sistema solar. O astro surgiu em registros astronômicos em 2023 e pesquisadores detectaram instabilidades graves em sua superfície rochosa congelada. Casos assim ocorrem poucas vezes por século.

Identificação do visitante e sinais de alerta

Especialistas operando instrumentos do projeto ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System) catalogaram o corpo celeste após calcularem uma trajetória hiperbólica que confirma sua chegada de fora da vizinhança solar, colocando o objeto como o terceiro exemplar interestelar confirmado historicamente, logo após as passagens de ‘Oumuamua e 2I/Borisov. A estrutura reúne misturas de poeira e gelo que sofrem com as forças térmicas impostas pela aproximação da estrela central.

  • Equipamentos em terra registram desprendimento acelerado de gases voláteis.
  • Pedaços desprendidos do núcleo têm potencial para criar chuvas de meteoros observáveis do solo terrestre.
  • O telescópio espacial Hubble realiza varreduras contínuas da órbita.

Caminho percorrido a partir do espaço profundo

Cálculos orbitais apontam que a rota original do 3I/ATLAS começou em um ponto indeterminado além da nuvem de Oort, distando milhares de anos-luz do Sol. A velocidade de cruzeiro impede a captura gravitacional permanente.

O corpo viajou por milhões de anos em direção aos nossos planetas interiores. A abundância de elementos altamente voláteis fragiliza a crosta diante do aquecimento.

Aproximação extrema e perigo de fragmentação

O ponto de proximidade máxima com o Sol, marcado para ocorrer durante o ano de 2026, impõe rachaduras visíveis que cortam a estrutura central do bloco de gelo. A radiação solar direta acelera a sublimação imediata dos compostos congelados e ejeta colunas contínuas de gás pelas fendas. Esse processo violento desestrutura o núcleo.

A ruptura pode espalhar detritos.

Rede internacional de telescópios mobilizada

Estações astronômicas situadas no Havaí e no Chile acompanham a rota em colaboração direta com técnicos da NASA e da ESA, instituições que compartilham dados telemétricos diários sobre as variações físicas do cometa interestelar. Leituras de espectroscopia registraram a presença de moléculas orgânicas raras originadas no sistema formador. Cientistas descartam risco real de impacto contra o planeta Terra.

Contribuições para a astrofísica contemporânea

A composição química observada no 3I/ATLAS expõe diferenças substanciais em comparação com os cometas nativos da nossa borda planetária. A eventual fragmentação do miolo expõe camadas profundas antes inacessíveis à medição remota de instrumentos científicos.

Registro dos estágios finais de passagem

Equipes científicas programaram baterias de observação adicionais direcionadas especificamente à data do periélio. Sensores tentarão captar imagens com resolução ampliada caso ocorra a separação dos pedaços rochosos em órbita.

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