Pular para o conteúdo
Menu
Mix Vale

A Caixa Econômica Federal mantém disponíveis em setembro de 2026 os pagamentos de cotas esquecidas do antigo fundo PIS/Pasep para trabalhadores e beneficiários em todas as agências bancárias do Brasil, após a abertura dos saques iniciada em 27 de abril de 2026. O Governo Federal estabeleceu uma data limite para o encerramento dos resgates de valores parados nas contas individuais.

Os cadastros permanecem vinculados ao CPF e autorizam a retirada por motivo de aposentadoria comprovada, idade regulamentar ou falecimento do titular.

Como ocorreram os depósitos do antigo fundo entre 1971 e 1988

A União realizou repasses anuais entre 1971 e 1988 a profissionais com carteira assinada em empresas privadas e a servidores públicos de órgãos municipais, estaduais e federais. O modelo operava como uma poupança obrigatória vinculada ao Programa de Integração Social e ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público.

Mudanças na legislação extinguiram essa estrutura financeira e enviaram o dinheiro para o FGTS, onde expressivas somas ficaram esquecidas pelos titulares.

Prazo final para solicitar o saque antes do envio ao Tesouro Nacional

O Ministério da Fazenda fixou o mês de setembro de 2028 como data limite para a retirada dos valores antes da transferência definitiva ao Tesouro Nacional. O prazo segue mantido.

  • O lote liberado em 27 de abril de 2026 atende pedidos apresentados até 31 de março de 2026
  • Beneficiários que ainda não solicitaram o dinheiro têm a possibilidade de protocolar a requisição até setembro de 2028
  • O montante que não for retirado migrará definitivamente para as contas públicas após a data limite
  • O governo descartou qualquer extensão no cronograma oficial de resgates
  • Dependentes e sucessores reconhecidos por lei contam com autorização expressa para sacar os saldos

Canais disponíveis para verificar saldos esquecidos nas contas

Os cidadãos contam com opções virtuais e atendimento presencial para consultar os valores retidos nas contas.

  • Plataforma Repis Cidadão requer identificação nos níveis prata ou ouro da conta gov.br para exibir as cotas ligadas ao CPF
  • Ferramenta do aplicativo FGTS para sistemas Android e iOS exibe o saldo disponível na seção de ressarcimento
  • Unidades da Caixa Econômica Federal realizam a consulta mediante apresentação de documento com foto, CPF e carteira de trabalho física

O ingresso nas plataformas digitais depende de verificação nos níveis prata ou ouro dentro do gov.br. A autenticação é feita diretamente no sistema por meio de dados de agências bancárias ou validação facial.

FGTS
FGTS – Foto: Diego Thomazini / Shutterstock.com

Quem possui direito aos pagamentos do antigo fundo

  • Cidadãos com registro formal de emprego em empresas particulares entre 1971 e 1988
  • Funcionários públicos municipais, estaduais e federais que exerceram funções durante o período de 1971 a 1988
  • Pessoas que deixaram de retirar o saldo total das contas na época do fim do modelo original
  • Herdeiros diretos de profissionais falecidos que mantinham quantias registradas no fundo

Obstáculos nos pedidos e alertas contra tentativas de golpe

  • A exigência de etapas digitais e verificação no gov.br gera dificuldades para beneficiários de idade avançada
  • A plataforma do aplicativo FGTS apresenta instabilidade em períodos de acessos simultâneos elevados
  • A liberação das cotas a dependentes legais exige comprovação por certidão de óbito aliada a inventário ou termo de partilha
  • Mensagens fraudulentas circulam na rede e o governo alerta que nunca solicita códigos ou senhas via SMS

Fatores que mantêm os valores esquecidos nas contas bancárias

A ausência de informações sobre o direito aos recursos atrasa os saques nas agências da Caixa Econômica Federal e nos serviços do Ministério da Fazenda.

Muitos cidadãos que trabalharam de 1971 a 1988 trocaram de cidade ou se afastaram do emprego com carteira assinada. A quantia continua parada.

Total de recursos não resgatados ultrapassa bilhões de reais

O montante esquecido no antigo PIS/Pasep supera R$ 26 bilhões e equivale ao custo de construção de mais de 100 mil casas do programa Minha Casa, Minha Vida.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

Notícias relacionadas

Mais lidas

  1. Receita Federal

    Saiba como será o Split Payment: reforma tributária divide imposto na hora da compra e muda rotina de empresas no Brasil

  2. Economia

    Gasolina com 35% de etanol: testes do governo avaliam mistura e mecânicos alertam para riscos em carros no Brasil

  3. Brasil

    Fibras de pitanga e cambuci reduzem a viabilidade de células de câncer colorretal em laboratório, diz USP

  4. Destaques

    Bob Dylan se encontra com o Papa Leão XIV no Vaticano após mediação cultural

  5. Destaques

    Tornado no Aeroporto de Chapecó atinge 126 km/h, arranca teto de terminal e cancela voos em Santa Catarina

  6. Destaques

    Janaína Barbosa, ex-apresentadora do TV Fama, morre aos 48 anos em São Paulo

  7. Serasa

    Feirão Limpa Nome da Serasa oferece descontos de até 99% para quitar dívidas no Brasil até 6 de dezembro

  8. Benefícios

    13º salário 2026: empresas devem pagar 1ª parcela até 30 de novembro no Brasil com metade do rendimento sem desconto

  9. EUA

    Eleição para governador nos EUA: Keisha Lance Bottoms vence na Geórgia e Byron Donalds fatura a Flórida

  10. EUA

    Donald Trump vai deixar a presidência dos EUA? derrota republicana no Congresso não cassa o mandato do presidente

Sua privacidade

O Mix Vale usa cookies para medir audiência e exibir anúncios que sustentam a redação. Você escolhe. Política de privacidade.