Etanol recua 12,8% e supera gasolina em 12 estados em 2026
Foto: Gasolina combustível etanol diesel posto de combustíveis bomba — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O etanol hidratado acumulou redução média de 12,8% nos postos de combustíveis de todo o Brasil entre a primeira semana de janeiro e o fim de agosto de 2026, de acordo com o Sistema de Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O resultado marcou um descompasso direto em relação aos derivados de petróleo no mercado nacional.
No mesmo intervalo, a gasolina comum encareceu 3,5% e o diesel S10 teve alta de 12,4%. O cenário mudou no país. A retração do derivado da cana-de-açúcar ampliou a vantagem financeira do abastecimento para motoristas de veículos com motor flex fora do cinturão tradicional do Centro-Sul.
Variação dos valores médios nas bombas brasileiras em 2026
O preço médio do etanol nas bombas brasileiras recuou R$ 0,58 por litro entre janeiro e a última semana de agosto de 2026, passando de R$ 4,53 para R$ 3,95 em termos nominais.
No sentido oposto, a gasolina comum subiu de R$ 6,29 para R$ 6,51 por litro, representando avanço de 3,50%, enquanto a versão aditivada passou de R$ 6,51 para R$ 6,68, com acréscimo de 2,61% verificado nas bombas de todo o país. O metro cúbico do gás natural veicular encareceu 4,91%, subindo de R$ 4,48 para R$ 4,70. O botijão de 13 quilos de gás de cozinha subiu de R$ 110,38 para R$ 114,09, com avanço de 3,36%.
O setor de frete e transporte rodoviário sofreu com a pressão do óleo diesel comum, que avançou 6,94% ao subir de R$ 6,05 para R$ 6,47 por litro. Já o diesel S10 registrou elevação de 12,42%, com o litro avançando R$ 0,76 ao passar de R$ 6,12 no início de janeiro para R$ 6,88 no fechamento de agosto.
Disparidade de preços registrados entre as regiões brasileiras
Os dados estaduais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis revelaram diferenças acentuadas na composição de preços cobrada dos motoristas. O Rio Grande do Sul fechou agosto com a gasolina comum mais barata do Brasil, a R$ 6,16 por litro, seguido por Minas Gerais, a R$ 6,30, e São Paulo, a R$ 6,34. Os valores mais altos do combustível fóssil ficaram concentrados na Região Norte, liderados por Roraima, com R$ 7,56, Acre, com R$ 7,48, e Rondônia, com R$ 7,40.
São Paulo apresentou o menor valor para o etanol hidratado, cotado a R$ 3,70 por litro, acompanhado por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, ambos a R$ 3,87, e Goiás, a R$ 3,91. As cotações mais altas do produto vegetal ultrapassaram o patamar de R$ 5,00 no Amapá, onde o litro atingiu R$ 5,81, em Roraima, com R$ 5,39, e em Sergipe, com R$ 5,34.
Nas bombas de diesel S10, o Rio Grande do Sul apontou a menor média, de R$ 6,55 por litro, ao lado de Goiás e Pernambuco, empatados em R$ 6,65, enquanto o Acre alcançou a cotação mais elevada, fixada em R$ 8,31.
Estados onde o combustível vegetal oferece maior economia
A relação de paridade média entre o etanol e a gasolina no Brasil fechou agosto de 2026 em 60,7%. O índice nacional ficou muito abaixo da barreira técnica habitual de 70% de eficiência energética. O patamar também permaneceu inferior ao teto de 75% adotado nos motores flex modernos.
O abastecimento com etanol apresentou vantagem financeira em 12 unidades da federação, com destaque para Mato Grosso, a 56,9% de paridade, São Paulo, com 58,4%, Mato Grosso do Sul, a 60,4%, Goiás, a 60,7%, Paraná, com 61,1%, Minas Gerais, a 64,3%, Distrito Federal, com 64,7%, Bahia, a 66,6%, Santa Catarina e Acre, ambos com 67,6%, Pará, a 68,9%, e Rondônia, com 70,0%. A gasolina comum permaneceu economicamente mais vantajosa para os motoristas no Rio Grande do Norte, com índice de 77,2%, e no Amapá, que registrou 88,3% de paridade.
Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing








