Rock in Rio: Twenty One Pilots fecha festival com menor público da ediçãoPor Beatriz
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O Twenty One Pilots encerrou a programação do Rock in Rio, na Cidade do Rock, na madrugada de 14 de setembro de 2026, enfrentando uma tempestade com acrobacias e repertório diversificado. A apresentação reuniu rap rock, releitura de White Stripes, a participação de um segurança nos vocais e a bagagem de dez anos de visitas dos músicos ao Brasil.
A primeira apresentação de Tyler Joseph e Josh Dun no Rock in Rio refletiu uma década de passagens pelo país, período que transformou o duo norte-americano de aposta alternativa em atração principal dos grandes festivais.
O show final comprovou que os músicos adquiriram a estrutura cênica ideal para conduzir grandes plateias. Essa maturidade artística sustentou a energia do público até o término da jornada em 14 de setembro de 2026. O plano funcionou.
Embora a plateia tenha sido a menor registrada para uma atração principal no festival neste ano, a grandiosidade da Cidade do Rock permaneceu evidente diante dos artistas. A direção do evento não revelou o total exato de entradas comercializadas para a capacidade prevista de 100 mil ingressos.
Os números teatrais característicos do duo continuaram presentes logo no início da exibição. Em apenas cinco minutos, o cantor Tyler colocou e tirou capuz, ajoelhou-se dramaticamente, interagiu com as lentes de transmissão e escalou uma base elevada sobre os espectadores enquanto girava o microfone com vigor. A movimentação ditou o tom da abertura.
A sustentação sonora coube ao baterista Josh, que alternou batidas dançantes com ritmos de música de pista e cadências sincopadas, enquanto Tyler transitava velozmente entre teclados, contrabaixo, guitarra e linhas vocais intensas que equilibraram a teatralidade visual com rigor técnico. O instrumental ditou o compasso da madrugada.
Faixas consagradas como Stressed Out e Ride dividiram espaço com momentos mais pesados do repertório. O encerramento de Ride ganhou reforço do segurança Jonathan, que assumiu o microfone para cantar com a banda. A inclusão de Stolen Dance, sucesso do grupo Milky Chance, soou dispensável no roteiro. Em contrapartida, a versão de Seven Nation Army prestou uma homenagem direta à sonoridade marcante do White Stripes.
Quando estrearam no Lollapalooza em 2016, os integrantes demonstraram hesitação ao tocar apoiados em faixas pré-gravadas e acrobacias excessivas. Na apresentação recente, Josh subiu ao topo de uma armação metálica para executar a bateria nas alturas com firmeza.
A trajetória sonora do grupo adquiriu contornos mais maduros a cada passagem pelo território brasileiro, tanto na turnê de 2019 com a estética visual de Trench quanto na convocação de emergência em 2023 para substituir o Blink-182.
Apesar de já terem experimentado instrumentistas de apoio em turnês anteriores, os dois demonstraram autossuficiência completa no palco principal. O som do Twenty One Pilots mantém a fusão de rap e rock alternativo apoiada por uma das plateias mais expressivas do circuito musical. A transmissão nas telas gigantes exibiu caracterizações caprichadas e reações emotivas dos espectadores durante toda a apresentação.
Tyler dialogou com o público logo na parte inicial e questionou se todos estavam cansados, admitindo o receio de encontrar o gramado vazio por causa do mau tempo antes de agradecer a permanência da multidão. O temporal ininterrupto tornou-se apenas um obstáculo contornado pelos dois músicos até a nota final.







