Marcão abraça chance no Fluminense e projeta arrancada na Libertadores: “Eu acredito muito”Por Thiago Lemos
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O Fluminense entra em campo em 15 de setembro de 2026 em busca de uma vaga na semifinal da Libertadores sob o comando de Marcão. A serenidade do profissional transformou o ambiente tricolor.
O duelo decisivo diante do Platense ocorre às 19h em Buenos Aires pelo jogo de volta das quartas de final.
“A gente não pode falar que não está vendo, e o torcedor passou a acreditar no que temos construído juntos”, afirmou Marcão. “Prefiro viver cada jogo, sábado e terça, sonhando degrau a degrau, porque acredito muito na capacidade do nosso elenco para escrever essa página linda na história do clube”, completou. O objetivo segue vivo.
Acordo com a diretoria define permanência de Marcão sem efetivação no cargo
Com quase 20 anos de ligação com o Fluminense entre os períodos como atleta e assistente técnico, Marcão iniciou sua trajetória atual em 2019 com a posse do presidente Mário Bittencourt. Durante esse ciclo de trabalho nas Laranjeiras, ele evitou a queda no Campeonato Brasileiro e assegurou a classificação para a Libertadores em dois momentos diferentes.
Apesar de cumprir essas metas emergenciais no comando técnico, o profissional sempre retornou ao posto de auxiliar para apoiar a transição dos treinadores contratados, cumprindo um pacto amigável estabelecido com a direção tricolor.
“Não penso em ser promovido, pois as coisas acontecem no tempo certo e tudo correu de forma natural desde quando cheguei ao Fluminense aos 27 anos, vindo do Bangu”, afirmou Marcão. “Me programo apenas para as próximas partidas e cumpro exatamente o planejamento alinhado com o Mattheus e o Mário Bittencourt”, completou o treinador.
O técnico detalhou sua disposição para seguir o planejamento combinado até o encerramento do calendário esportivo: “Se tiver que fazer um jogo ou ficar até o fim do ano, vou fazer meu trabalho e depois conversaremos sobre o futuro”.
A serenidade nas instruções à beira do gramado marca o estilo de condução de Marcão durante as partidas do Fluminense. Nos momentos de paralisação técnica, ele prioriza correções táticas precisas sem recorrer à exaltação. O grupo assimila rápido.
A bagagem acumulada no futebol permitiu ao técnico compreender os perfis psicológicos dos atletas para dosar a intensidade das cobranças. Ele busca equilibrar firmeza e paciência de acordo com as exigências individuais de cada jogador.
Ao avaliar os diferentes modelos de liderança esportiva, Marcão citou referências do vôlei: “O Bernardinho cobrava de um jeito no passado, enquanto o Zé Roberto é mais ponderado, então procuro dosar a adrenalina para entregar a instrução correta quando o atleta precisa de calma”.
A metodologia atual do treinador reúne ensinamentos herdados de diversos técnicos que passaram pelas Laranjeiras nos últimos anos. Entre as principais referências profissionais em sua rotina estão Fernando Diniz, Abel Braga, Oswaldo de Oliveira, Roger Machado, Odair Hellmann, Renato Gaúcho e Mano Menezes. A troca agregou conhecimento.
A fusão dessas visões táticas possibilitou a criação de um modelo próprio de liderança para guiar o elenco tricolor na temporada de 2026. A identidade coletiva reflete essa bagagem técnica.
Ao detalhar a montagem do padrão tático, Marcão afirmou: “Tive a oportunidade de trabalhar com profissionais capacitados aqui, unindo a organização de saída de bola do Fernando Diniz com uma postura mais aguerrida e firme na marcação para que o time encontre o equilíbrio perfeito em partidas decisivas”.
A delegação do Fluminense desembarcou em Buenos Aires amparada pelo placar de 2 a 0 obtido no primeiro confronto contra o Platense. Com essa margem construída, a equipe carioca avança para a fase semifinal mesmo se sofrer uma derrota por um gol de diferença no tempo normal. Um revés por dois gols de saldo força a disputa por pênaltis.







