IA ajuda pesquisadores a descobrir brechas de câmera no TikTokPor Maria
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Especialistas da startup DepthFirst utilizaram um sistema gratuito de inteligência artificial para examinar o código do aplicativo TikTok e descobriram brechas graves em 18 de setembro de 2026. Os técnicos reuniram diferentes falhas para assumir o controle remoto da câmera e da galeria de imagens em aparelhos celulares durante a navegação comum.
A demonstração prática comprova que sistemas automatizados agilizam o rastreamento de brechas no TikTok e ampliam a capacidade de invasores digitais executarem ofensivas em larga escala.
Uso de modelos abertos no setor de segurança digital
Laboratórios dos Estados Unidos como Anthropic e OpenAI impõem travas a funções avançadas de proteção em suas ferramentas digitais. Em sentido oposto, plataformas chinesas como DeepSeek e Z.ai disponibilizam seus códigos para download e personalização sem cobrança financeira. A DepthFirst modificou o modelo GLM da Z.ai para direcionar o processamento exclusivamente à varredura de programas vulneráveis.
O mecanismo detectou falhas estruturais em um componente aberto do sistema. Durante uma demonstração técnica interna da startup DepthFirst, um funcionário provou que a combinação dessas vulnerabilidades permitia controlar a câmera à distância e transferir todo o arquivo de imagens de qualquer smartphone conectado ao aplicativo TikTok sem autorização do usuário.
A DepthFirst alertou os gestores do TikTok sobre o perigo, permitindo a confirmação oficial da brecha e a imediata correção do sistema.

Consequências da automação na proteção de dados
Ferramentas inteligentes aceleram ataques digitais. A Unit 42 monitora equipes de proteção que adotam esses mesmos sistemas para blindar códigos contra invasores.
- Sistemas inteligentes identificaram mais de 14 mil falhas em aproximadamente 4 mil projetos de software aberto avaliados pela Unit 42.
- Cerca de 99% das vulnerabilidades descobertas nesses pacotes nunca tinham sido catalogadas antes da análise.
- Ataques virtuais que demandavam dez dias de trabalho foram concluídos em um intervalo de dez horas.
- Agentes ligados à inteligência da Rússia utilizaram ferramentas automatizadas para criar códigos maliciosos que se reestruturam contra defesas digitais.
O analista John Hultquist, do Google Threat Intelligence Group, afirmou que os novos modelos ampliam a capacidade de criminosos avançados e facilitam a entrada de pessoas sem preparo técnico.
Disputa tecnológica entre invasores e analistas de sistemas
A equipe da Unit 42 descobriu ações criminosas que usavam inteligência artificial para rastrear pontos fracos e definir vítimas estratégicas na rede. A empresa informou que os programas de uso aberto continuam em patamar inferior aos softwares comerciais de proteção, embora mantenham uma taxa rápida de aprimoramento.
“É algo que me tira o sono, e você não deve confiar em nenhum aplicativo”, afirmou Qasim Mithani, diretor-executivo da DepthFirst.
O executivo orientou a aplicação de todas as atualizações de segurança disponíveis para os programas de celular. Mithani também aconselhou a restrição manual de autorizações do sistema operacional para câmera, arquivos de mídia e localização geográfica.
A disputa pelo controle de dados móveis mobiliza equipes corporativas que tentam corrigir brechas do TikTok e de outros aplicativos antes da ação de invasores.







