Polícia indicia aluno de medicina por estupro e gravações em BHPor Jeronimo Santos
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“Acabou com a minha vida. Eu tinha o sonho de casar, de ter filhos. Para mim, isso não existe mais, eu não consigo confiar em ninguém.” O depoimento partiu de uma jovem que denunciou formalmente o estudante Manoel Antonio Januario Filho por crimes de estupro e constrangimento ilegal praticados dentro do apartamento dele em Belo Horizonte, conforme apuração concluída pela delegacia especializada em 15 de setembro de 2026. Ela declarou que os traumas decorrentes da agressão persistem.
A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Belo Horizonte formalizou o indiciamento do universitário por estupro e registro não autorizado de intimidade sexual. A apuração policial terminou no município mineiro com o envio do relatório final.
O procedimento seguiu para o Poder Judiciário, que definirá se abre ação penal contra o investigado e o leva a julgamento perante o tribunal.
Os autos indicam que o rapaz registrou imagens e vídeos das relações sem consentimento para distribuição a terceiros. Esse conteúdo circulou em um grupo de mensagens chamado “Calouradazada”, composto por universitários do mesmo curso.
A denunciante informou que conheceu o homem após trocar de turma na graduação. Na ocasião, ela buscava integração com os novos colegas de sala. Manoel ofereceu auxílio inicial para facilitar a rotina acadêmica da estudante.
Relato aponta tentativa de fuga pela janela durante agressão
O convite para comparecer à residência do investigado surgiu logo após uma refeição fora. Ao entrar no imóvel, a mulher notou o ambiente adverso e solicitou permissão para sair imediatamente.
O homem segurou a jovem contra a vontade dela e iniciou toques físicos forçados enquanto impedia a saída pela porta principal.
Diante do cerco, ela procurou uma rota de escape e declarou que saltaria da abertura do prédio. Ela temeu pela vida.
“Ou eu saio daqui ou eu morro aqui.”
A advertência fez o agressor recuar naquele instante. Ele concordou em levá-la de volta para casa. Antes do desembarque, o aluno ainda alegou falsamente que todos os atos haviam sido consentidos.
A universitária demorou meses para compreender a dimensão da agressão. O trauma gerou dúvidas infundadas sobre a própria conduta.
“Eu achei que eu era culpada da situação.”
O fato gerou desdobramentos graves na rotina pessoal e acadêmica da vítima em Belo Horizonte. Ela passou a temer caminhadas desacompanhadas e enfrentou barreiras para manter o convívio com outros estudantes da faculdade.
A Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais suspendeu o discente logo após a denúncia e manteve o afastamento cautelar das salas de aula por determinação judicial.
A direção da entidade de ensino declarou apoio integral aos investigadores da Polícia Civil de Minas Gerais. A instituição assegurou fornecimento constante de subsídios para o andamento dos atos processuais.
Os advogados de Manoel Antonio Januario Filho informaram que não emitirão declarações sobre o caso devido ao segredo de justiça e à preservação das pessoas citadas.








