Irlanda pune Google com multa de 403 mi de euros por rastreio
O órgão regulador de proteção de dados da Irlanda sancionou o Google em 21 de setembro de 2026 com uma penalidade de 403 milhões de euros em Dublin. A quantia equivale a US$ 462 milhões e atinge cerca de R$ 2,37 bilhões pelas cotações registradas. A instituição irlandesa conduziu o procedimento administrativo em nome de todos os países integrantes da União Europeia. O processo apurou práticas irregulares no processamento de coordenadas geográficas de cidadãos do bloco econômico. A decisão impõe cumprimento imediato das determinações legais pelos canais corporativos da empresa.
Valores determinados pela autoridade de proteção europeia
A penalidade financeira determinada contra a corporação tecnológica alcançou a marca de quarta maior sanção de toda a história da Comissão Irlandesa de Proteção de Dados, responsável direta pela fiscalização das atividades da empresa em território europeu. Esse patamar histórico decorre do volume de pessoas afetadas nos países que integram a comunidade europeia. A entidade reguladora consolidou o cálculo da cobrança após concluir as apurações técnicas.
Os valores fixados na deliberação oficial foram distribuídos entre diferentes moedas para fins de registro financeiro internacional. As quantias estabelecidas na determinação incluem:
- Penalidade oficial fixada: 403 milhões de euros
- Montante correspondente em dólares: US$ 462 milhões
- Conversão estimada em moeda nacional: R$ 2,37 bilhões
Período das infrações apontadas pela fiscalização
Os auditores da autoridade europeia delimitaram a ocorrência das irregularidades em uma janela temporal contínua de 21 meses. A averiguação comprovou violações às regras comunitárias entre maio de 2018 e fevereiro de 2020. O tratamento incorreto das informações envolveu a captura sistemática de posicionamento geográfico sem a devida transparência operacional. A sede continental opera em Dublin.
O relatório oficial detalhou o método empregado pela companhia para monitorar os deslocamentos de quem utilizava os serviços digitais. O órgão constatou a ausência de opções claras para a interrupção desse rastreamento contínuo durante o intervalo investigado.
Avaliação da diretoria sobre anúncios direcionados
O comissário adjunto da Comissão Irlandesa de Proteção de Dados, Graham Doyle, detalhou os reflexos diretos das condutas apuradas no processo sancionador. Segundo declarou Doyle, as falhas permitiram que dados de posicionamento fossem aproveitados sem a percepção dos indivíduos na personalização de publicidade e na dedução de hábitos particulares. O titular destacou que a falta de informação comprometeu as escolhas dos usuários.
O comissário enfatizou que o uso dos registros espaciais permitia inferir preferências cotidianas sem autorização evidente. A autoridade apontou a gravidade dessa prática em auditorias preliminares.
Posicionamento corporativo e mudanças de procedimentos
A administração do Google contestou os fundamentos do parecer emitido pelas autoridades da Irlanda e sustentou conformidade técnica com o marco regulatório. Representantes da empresa argumentaram que o processo foca diretrizes antigas que já passaram por revisões estruturais no sistema. Os advogados da companhia defenderam que os protocolos operacionais atuais atendem às exigências legais vigentes.
Em nota oficial, a empresa declarou: “Desde 2019, evoluímos consideravelmente nossas práticas e implementamos ferramentas robustas que facilitam a gestão dos dados de localização”. O texto do comunicado enfatizou a modernização dos painéis de controle oferecidos aos usuários para retenção de histórico. A corporação manteve o apontamento de que as configurações vigentes conferem autonomia de escolha ao público atendido. A manifestação encerrou os comunicados públicos emitidos pela sede regional sobre a decisão.