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Irmão de Diana contesta rei Charles em livro de memórias

Princesa Diana
Princesa Diana - Foto: Yuri Turkov / Shutterstock.com

Charles Spencer apresentou relatos inéditos sobre a família real britânica no livro Canto do Cisne: Diana, Minha Irmã, lançado em 22 de setembro na propriedade de Althorp. O aristocrata afirmou que decidiu registrar episódios históricos vividos ao lado da irmã para contestar versões divulgadas sobre a princesa de Gales.

O Palácio de Buckingham rebateu.

Em comunicado oficial, a instituição declarou que o luto pode obscurecer a memória e alterar percepções após décadas. A resposta ocorreu após Spencer relatar que Charles 3º afirmou que todos esqueceriam Diana rapidamente durante o planejamento do funeral. Spencer sustentou que ouviu a declaração diretamente em telefonema antes da cerimônia fúnebre.

Conversas sobre a morte de Diana em Paris

O conde estava na África do Sul quando recebeu a notícia do acidente ocorrido em 31 de agosto de 1997 na capital francesa, que causou a morte de Diana, de Dodi Fayed e do motorista Henri Paul. Sua irmã Jane Fellowes telefonou inicialmente informando ferimentos leves, antes de confirmar o óbito horas depois.

Reações no Castelo de Balmoral e atritos sobre o funeral

Spencer relatou ter recebido uma ligação do então príncipe Charles direto do Castelo de Balmoral, notando uma postura que descreveu como desconfortável pelo descompasso com a tragédia recente. O historiador também manifestou oposição veemente à participação dos príncipes William e Harry no cortejo a pé atrás do caixão da mãe. Spencer disse ter desligado o telefone imediatamente após ouvir o comentário sobre o esquecimento da princesa.

Pontos centrais apresentados pelo irmão da princesa

O relato publicado reúne memórias familiares e contestações sobre a condução da imagem pública dos integrantes da realeza. Entre os tópicos mencionados por Spencer em seus depoimentos estão:

  • A discordância direta sobre a caminhada dos jovens príncipes durante o funeral de Diana em Londres
  • A preocupação com a falta de escolta policial para o príncipe Harry e sua família no Reino Unido
  • As críticas à atuação de Martin Bashir na entrevista de 1995 que expôs a crise do casamento real
  • A defesa explícita de um modelo de monarquia moderna com protocolos menos arcaicos

Ao abordar a entrevista concedida em 1995 por Diana a Martin Bashir, Spencer apontou que o uso de documentos falsificados alimentou o isolamento da princesa e influenciou diretamente o cenário que culminou em sua viagem desprotegida para Paris. Uma apuração concluída em 2021 comprovou a falsificação de comprovantes bancários utilizados para manipular o conde e a princesa. Tim Davie expressou desculpas formais à família real em 2021 pela conduta ocorrida na apuração.

Preocupações com Harry e o futuro dos sobrinhos

Spencer declarou inquietação quanto à retirada da segurança oficial do príncipe Harry, citando os riscos enfrentados pelo quinto colocado na linha de sucessão britânica. O comitê Ravec planeja avaliar as medidas de proteção policial destinadas a Harry e Meghan Markle em solo britânico.

O conde afirmou que não interfere nos desentendimentos entre William e Harry.

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