A NASA finalizou em 20 de janeiro de 1990 a recuperação de 12,5 milhões de sementes de tomate que permaneceram quase seis anos em órbita espacial dentro da plataforma Long Duration Exposure Facility, após o pouso do ônibus espacial Columbia. O material voltou à Terra para que estudantes de diferentes níveis de ensino analisassem os efeitos da permanência cósmica sobre o desenvolvimento vegetal.
A viagem original previa apenas um ano de duração no espaço.
Acordo com a Park Seed viabilizou o envio do material
As sementes integravam o projeto Space Exposed Experiment Developed for Students, desenvolvido em cooperação direta com a empresa Park Seed para avaliar a capacidade biológica de germinação após a jornada extraterrestre. A agência espacial utilizou a variedade vegetal Rutgers California Supreme, acondicionada em recipientes selados para garantir proteção contra o ambiente externo. O planejamento determinou que as amostras ficassem armazenadas sem cultivo durante a missão orbital, transferindo todo o plantio e a checagem científica para solo terrestre.
Um grupo idêntico de controle permaneceu guardado na Terra para permitir o confronto detalhado dos dados biológicos. O cultivo exigiu acompanhamento contínuo.
Acidente espacial atrasou o resgate da estrutura orbital
O ônibus espacial Challenger transportou a estrutura científica para o espaço em 6 de abril de 1984 durante a missão STS-41C. A equipe posicionou o equipamento em órbita baixa em 7 de abril de 1984. A suspensão dos voos norte-americanos provocada pelo desastre com a tripulação do Challenger em 1986 adiou as manobras e reteve os experimentos no espaço por tempo indeterminado.
O cronograma de resgate avançou apenas anos mais tarde com o envio de uma nova tripulação espacial:
- A recuperação da estrutura aconteceu em 12 de janeiro de 1990 durante a missão STS-32.
- O ônibus espacial Columbia pousou com a carga científica completa em 20 de janeiro de 1990.
Distribuição pedagógica alcançou instituições de ensino
A NASA distribuiu mais de 132 mil kits educativos para 64 mil professores em aproximadamente 40 mil colégios. A iniciativa educacional mobilizou 3,3 milhões de participantes em todos os 50 estados norte-americanos, no Distrito de Columbia e em outras 30 nações. Cada kit continha grãos que viajaram em órbita, amostras terrestres e formulários para padronizar o envio das anotações agronômicas.
A agência recolheu quase oito mil relatórios preenchidos pelas turmas. Muitas salas de aula elaboraram registros conjuntos.
Cultivo escolar comparou o comportamento da variedade vegetal
Os estudantes acompanharam o surgimento dos brotos, as medições semanais de altura, a formação de folhas e a produção final de tomates. Os relatórios indicaram que o grupo espacial apresentou uma germinação inicial ligeiramente mais rápida durante o primeiro mês de vida. As plantas terrestres recuperaram o ritmo de crescimento nas semanas seguintes e não manifestaram variações gerais relevantes nos frutos.
O relatório técnico registrou ainda problemas causados por irrigação excessiva, danos físicos no manuseio e iluminação insuficiente nos vasos escolares.

