Apple cria trava que bloqueia iPhone ao detectar roubo em movimentoPor Carolina Costa
3 min de leitura
![]() |
A Apple trabalha no desenvolvimento de uma nova camada de segurança projetada para impedir o acesso a dados pessoais quando o iPhone é arrancado da mão do proprietário em vias públicas. A funcionalidade, batizada internamente de AutoLock, foi identificada no código da segunda versão de testes do sistema operacional iOS 27.2, disponibilizada a desenvolvedores na segunda-feira (21).
A ferramenta opera por meio de um sistema de votação que combina múltiplos sensores para confirmar a ocorrência de uma subtração antes de tomar qualquer medida preventiva. O acelerômetro e o giroscópio do aparelho captam variações bruscas de velocidade associadas ao ato de puxar o dispositivo da mão de uma pessoa, enquanto conexões sem fio monitoram o afastamento repentino de um Apple Watch previamente emparelhado, a ausência contínua de conexão de rede de telefonia móvel e o período de tela ativa sem comandos regulares.
Ficha técnica da apuração
- Data da identificação do código: 21 de setembro de 2026
- Origem do projeto: Cupertino, Califórnia, Estados Unidos
- Versão do software: iOS 27.2 beta 2 para desenvolvedores
- Status técnico: telemetria ativa em testes, comando prático de bloqueio desativado
Travas evitam desligamento involuntário da tela
Para evitar que gestos cotidianos, como uma corrida esportiva ou um tropeço casual, resultem no desligamento indevido do aparelho em uso diário, o código define filtros automáticos de veto. A execução do bloqueio é cancelada de forma imediata quando o sistema constata uma autenticação biométrica recente pelo Face ID, leitor facial da marca, ou Touch ID, leitor de digitais, se identifica atividade constante em aplicativos em primeiro plano ou se o smartphone estiver operando dentro de limites geográficos rotineiros e seguros.
Continue lendo: Desenvolvedores recebem as primeiras versões do iOS 27.2
Diferente do uso final planejado, a versão distribuída para testes ainda não desliga a tela do celular durante as simulações. O serviço de segundo plano roda apenas para coletar métricas de telemetria, permitindo que a equipe de engenharia calcule a precisão dos algoritmos e meça os índices de acertos antes de autorizar a ação direta no sistema.
Leia mais: Apple testa Siri AI em português na versão beta do iOS 27.2
Integração com ecossistema e ferramentas anteriores
O monitoramento não impõe a presença do relógio inteligente como obrigação para que o iPhone execute a análise, mantendo o dispositivo vestível como um indicador complementar de distância. A nova barreira se soma à Proteção de Dispositivo Roubado, recurso já existente no ecossistema da empresa que impõe intervalo de uma hora e biometria estrita para alterar configurações críticas fora de endereços familiares.
A tecnologia segue a mesma linha do Bloqueio por Detecção de Roubo implementado pela Google no sistema Android a partir de 2024. A Apple não informou prazos para a liberação pública da função, modelos compatíveis ou se a novidade estará presente na versão definitiva do iOS 27.2.







