Agentes do Serviço Secreto voltaram a barrar repórteres dos veículos CNN, MS NOW e Politico na entrada da Casa Branca, em Washington, D.C., na manhã desta quinta-feira (24). O bloqueio ocorreu poucas horas depois de a Justiça federal emitir uma ordem de restrição temporária determinando que a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, restabelecesse de forma imediata o acesso dos profissionais.
Diante do novo impedimento e do confisco de credenciais na portaria, advogados que representam as três empresas de comunicação recorreram novamente ao tribunal. Em petição urgente, a defesa afirmou, em tradução livre, que os réus já violaram repetidamente a ordem do tribunal e pediu uma audiência emergencial para tratar do descumprimento.
Juiz federal determinou devolução imediata de credenciais por 14 dias
A decisão que liberava o trabalho da imprensa foi expedida na madrugada de 24 de setembro de 2026 pelo juiz Timothy Kelly, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Colúmbia. O magistrado estabeleceu um período de vigência de 14 dias para a liminar, com o objetivo de preservar as condições de trabalho dos repórteres enquanto o processo principal é analisado. Na avaliação inicial do magistrado, as empresas cumpriram as exigências jurídicas para obter a tutela de urgência ao demonstrar probabilidade de vitória no mérito e risco de prejuízo irreparável com o afastamento da cobertura oficial.
Ao fundamentar a decisão liminar, Timothy Kelly destacou que a concessão de uma medida desse porte exige critérios rígidos. O juiz declarou, em tradução livre, que este é um patamar elevado, mas os autores o atingiram. A ação judicial questiona a legalidade do ato executivo que revogou as credenciais sem conceder direito prévio de defesa aos profissionais afetados.
Mesmo com a determinação da corte distrital, equipes de reportagem foram impedidas de exercer a atividade nas instalações presidenciais no início do dia. De acordo com o documento protocolado pelos representantes dos veículos de mídia, o Serviço Secreto barrou o grupo e recolheu credenciais que ainda não haviam sido retidas pelo governo.
Na petição submetida à Justiça federal, os advogados de CNN, MS NOW e Politico relataram a situação: nesta manhã, jornalistas da CNN, MS Now e Politico tentaram entrar na Casa Branca e foram afastados, e agentes do Serviço Secreto confiscaram o passe permanente de jornalistas cujos passes não haviam sido confiscados anteriormente, em tradução livre. O advogado Theodore Boutrous atua na representação das três empresas perante a Justiça distrital em Washington.
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Quem é afetado pela restrição e prazos estabelecidos
A medida ordenada pelo Executivo atinge profissionais de três grandes veículos que atuam na cobertura diária da presidência dos Estados Unidos. Os detalhes dos prazos e procedimentos determinados pela Justiça incluem:
Advogados relatam apreensão de credenciais e acionam tribunal
- Três veículos de comunicação afetados pelo veto presidencial: CNN, MS NOW e Politico;
- Período de 14 dias fixado pelo tribunal para a validade da ordem de restrição temporária emitida pelo juiz Timothy Kelly;
- Horário limite de 12h30 EDT estabelecido pelo magistrado para que o governo de Donald Trump apresente esclarecimentos formais sobre o descumprimento da ordem judicial.
Cronologia do veto presidencial até a nova ação judicial
A disputa começou em 18 de setembro de 2026, uma sexta-feira, quando Donald Trump anunciou o banimento dos três veículos das dependências da residência oficial do governo, sob a justificativa de combate a notícias falsas. Três dias depois, na segunda-feira (21), os veículos ajuizaram uma ação conjunta na Justiça federal apontando violação às garantias constitucionais da Primeira e da Quinta Emenda, que tratam de liberdade de expressão e do devido processo legal.
Na quarta-feira (23), o juiz Timothy Kelly realizou audiência de emergência com os advogados das empresas e o representante do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Michael Velchik. Durante o debate, o magistrado confrontou a justificativa da Casa Branca de que a medida estaria ligada a riscos de segurança nacional, lembrando, em tradução livre, que certamente não foi isso que o presidente Trump disse quando anunciou que estava banindo os autores da Casa Branca, focando na suposta falta de veracidade e na negatividade das reportagens.
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Magistrado interveio em caso similar no primeiro mandato de Trump
A atuação de Timothy Kelly repete um precedente registrado durante o primeiro mandato de Donald Trump na presidência. Em novembro de 2018, o magistrado — que fora indicado ao cargo pelo próprio presidente norte-americano em 2017 — atuou em caso análogo e determinou à Casa Branca a devolução imediata da credencial de imprensa retirada do jornalista Jim Acosta, da CNN, assegurando o direito de contestação prévia antes de qualquer sanção administrativa.
Até o momento, não foi informado se a administração Trump enviou a resposta solicitada pela corte distrital dentro do prazo das 12h30 nem se o juiz aplicará penalidades formais por desacato à ordem judicial.
