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Arqueólogos e criacionistas escavam estratovulcão em busca de pistas sobre a Arca de Noé

Formação de Durupinar na Turquia - TAKAYUKI UEDA/ istockphoto.com
Formação de Durupinar na Turquia - TAKAYUKI UEDA/ istockphoto.com

Pesquisadores da Universidade Sivas Cumhuriyet e da organização Noah’s Ark Scans iniciaram perfurações por amostragem de até 18 metros de profundidade na Formação de Durupınar, em Doğubayazıt, na província de Ağrı, na Turquia, nesta quarta-feira (23), com o objetivo de buscar vestígios associados à Arca de Noé. Durante a sondagem geológica no terreno, o maquinário parou entre 4 e 5 metros de profundidade após uma broca quebrar ao atingir uma camada subterrânea rígida. O fundador da organização norte-americana, Andrew Jones, afirmou que “o que quer que a broca tenha atingido era mais duro que calcário — duro o suficiente para quebrar a ponta”, em tradução livre sobre o material que passará por exames laboratoriais.

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A campanha de campo é coordenada pelo arqueólogo Cenker Atila, professor da Universidade Sivas Cumhuriyet, e conta com cerca de 20 cientistas e estudantes de cinco países, sob autorização oficial da Diretoria Regional de Erzurum do Ministério do Meio Ambiente, Urbanização e Mudanças Climáticas. Os trabalhos começaram em 28 de junho de 2026 e reúnem equipamentos especializados e um protocolo de coleta estruturado para o sítio:

  • Extensão da formação geológica: 157 metros de comprimento
  • Profundidade das perfurações: até 18 metros para coleta de testemunhos de sondagem
  • Amostragem de terreno: cerca de 1.000 amostras de solo coletadas em 150 pontos
  • Equipamento subterrâneo: robô Gopher, desenvolvido pelo especialista Robert Ross, da Universidade La Trobe, para explorar cavidades
  • Cronograma laboratorial: previsão de divulgação dos laudos de radiocarbono em 1 de janeiro de 2027

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A Formação de Durupınar foi identificada em 1 de janeiro de 1959 pelo capitão do Exército turco İlhan Durupınar durante um levantamento cartográfico aéreo e localiza-se a cerca de 30 quilômetros ao sul do Monte Ararat, na cordilheira de Tendürek. Embora os integrantes da expedição sugiram que a camada dura subterrânea possa representar madeira mineralizada da estrutura de um navio antigo, a maioria dos geólogos acadêmicos classifica o local há décadas como um acidente geológico natural formado por fluxo de rochas e lama sinclinal. A composição química do material atingido pela broca ainda não foi comprovada cientificamente e depende do avanço das análises laboratoriais em andamento.

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