Júpiter e Marte dividem o céu com a Lua no calendário astronômico de outubro de 2026

Lua CheiaLua Cheia

Lua Cheia - jakkapan/shutterstock.com

O calendário astronômico de outubro de 2026 apresenta a passagem pelas quatro fases lunares e encontros visuais do satélite natural com planetas do Sistema Solar. A Lua cheia ocorre no dia 26 de outubro de 2026, em um período que também reserva a aproximação aparente com Marte e Júpiter e a máxima atividade da chuva de meteoros Orionídeas.

Os eventos visíveis a olho nu começam logo nos primeiros dias do mês, com destaque para as madrugadas orientadas para o horizonte leste. O período se caracteriza ainda pela ausência de superluas e pela falta de eclipses lunares visíveis da Terra.

Fases da Lua e horários de observação em outubro de 2026

Foto: Fases da lua – Triff/shutterstock.com

O ciclo lunar se desenvolve ao longo de outubro com mudanças de fase em quatro datas específicas pelo horário de Brasília. As alterações decorrem da translação contínua do satélite ao redor da Terra, movimento que modifica o ângulo em que a luz solar atinge a superfície lunar e se reflete em direção aos observadores terrestres.

Em qualquer momento do ciclo, exatamente metade da Lua permanece iluminada pelo Sol, mas a porção dessa metade que pode ser avistada a partir do solo varia diariamente. O intervalo completo entre duas luas novas consecutivas, chamado de lunação, tem duração média de 29,5 dias. O ciclo iniciado em 10 de outubro se estende até 9 de novembro, razão pela qual o ritmo das fases não coincide com a abertura e o fechamento dos meses do calendário civil.

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Os instantes exatos de transição das fases principais ocorrem nas seguintes datas pelo horário de Brasília:

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  • Quarto minguante: sábado, 3 de outubro de 2026, às 10h25
  • Lua nova: sábado, 10 de outubro de 2026, às 12h50
  • Quarto crescente: domingo, 18 de outubro de 2026, às 13h13
  • Lua cheia: segunda-feira, 26 de outubro de 2026, à 1h12

Nas regiões do país sujeitas a fusos horários distintos em relação a Brasília, o momento da virada astronômica pode ocorrer em hora diferente. Quando a mudança técnica acontece em horários muito próximos da meia-noite, a transição chega a ser registrada formalmente em outra data local.

Lua cheia de 26 de outubro de 2026 fica fora da categoria de superlua

A fase de Lua cheia atinge seu pico exato à 1h12 de 26 de outubro, o que torna a madrugada de domingo para segunda-feira o melhor intervalo para observar o disco lunar inteiramente iluminado. Como a órbita lunar é elíptica e não perfeitamente circular, a distância entre a Terra e o satélite varia continuamente entre o ponto mais distante, o apogeu, e o ponto mais próximo, chamado de perigeu.

Durante a Lua cheia de 26 de outubro de 2026, o satélite estará a uma distância aproximada de 369 mil quilômetros da Terra. Essa distância é menor do que a observada no mês anterior, mas insuficiente para caracterizar o evento como uma superlua, classificação reservada a luas cheias que ocorrem praticamente simultâneas à aproximação orbital máxima. Em outubro, o perigeu acontece apenas dois dias depois, em 28 de outubro. A próxima superlua confirmada no calendário astronômico está prevista para o dia 24 de novembro de 2026.

Orientações para observar o nascer da Lua cheia pelo país

Quem planeja acompanhar o surgimento da Lua com aspecto totalmente iluminado deve acompanhar a linha do horizonte na direção leste no fim da tarde do domingo anterior, 25 de outubro. Em São Paulo, o satélite desponta no céu por volta das 17h56. No Rio de Janeiro, o nascer lunar ocorre por volta das 17h40, enquanto os observadores em Brasília acompanham o início da visibilidade às 17h51. Na Região Nordeste, em Recife, o surgimento ocorre mais cedo, às 16h48, e em Porto Alegre a aparição no horizonte está prevista para as 18h24.

Para obter uma visualização limpa do disco lunar na linha do horizonte, a recomendação prática é procurar locais elevados e livres de obstáculos como prédios, copas de árvores ou morros. Condições meteorológicas locais, como a presença de cobertura de nuvens baixas ou chuva, afetam diretamente a nitidez visual dos astros.

Conjunções da Lua com Marte e Júpiter movimentam o horizonte leste

As primeiras horas de duas madrugadas consecutivas na primeira semana do mês trazem aproximações visuais entre a Lua e os dois maiores planetas externos. Na madrugada de segunda-feira, 5 de outubro de 2026, Marte poderá ser localizado visualmente perto da Lua ao olhar para a porção leste do céu antes dos primeiros raios de sol.

Na madrugada seguinte, terça-feira, 6 de outubro de 2026, ocorre a aproximação aparente com o planeta Júpiter. Durante o evento, a Lua estará no quarto minguante, exibindo apenas cerca de 20% do seu disco iluminado pela luz solar. Júpiter aparecerá ao lado do satélite como um ponto de forte brilho contínuo, perceptível sem o auxílio de instrumentos ópticos.

Em territórios da América do Norte, do Caribe e do continente africano, a dinâmica das órbitas produzirá uma ocultação, na qual a Lua encobre Júpiter por alguns minutos antes de revelá-lo novamente. Do território brasileiro, o fenômeno não provocará ocultação, permitindo a observação exclusiva de uma passagem aparente de lado a lado. A proximidade é apenas um efeito de perspectiva para o observador terrestre, uma vez que centenas de milhões de quilômetros de espaço separam a órbita lunar da órbita jupiteriana.

Chuva de meteoros Orionídeas atinge máxima atividade em 21 de outubro

O céu noturno de outubro também abriga a atividade da chuva de meteoros Orionídeas, fenômeno anual provocado pela entrada na atmosfera terrestre de fragmentos de poeira e rocha desprendidos pelo cometa 1P/Halley. A chuva permanece ativa entre os dias 2 de outubro e 7 de novembro de 2026, com seu ponto de maior intensidade previsto para a madrugada de 21 de outubro.

Os detritos desse cometa penetram na atmosfera terrestre a uma velocidade estimada em 66 quilômetros por segundo, o equivalente a cerca de 41 milhas por segundo, atrito que aquece os gases ao redor e produz os rastros luminosos característicos. Na data do pico, no entanto, a observação dos meteoros menos brilhantes enfrentará interferência luminosa natural, já que a Lua estará na fase quarto crescente avançada, projetando claridade no céu noturno.

Histórico de eclipses lunares no Brasil aponta intervalo até 2027

Ao contrário de períodos anteriores, o mês de outubro de 2026 não registrará eclipses lunares. O Brasil presenciou um eclipse lunar parcial recente durante a madrugada de 27 para 28 de agosto de 2026, quando parte da superfície do satélite atravessou o cone de sombra projetado pelo planeta Terra.

O próximo evento astronômico dessa categoria acontece em 20 de fevereiro de 2027. O fenômeno será um eclipse penumbral, configuração em que a Lua cruza apenas a penumbra da Terra e apresenta variações de brilho quase imperceptíveis na observação a olho nu. Um eclipse lunar parcial visível em todo o território nacional voltará a ocorrer apenas em 11 de janeiro de 2028, e a próxima ocorrência de eclipse lunar total observável do país está calculada para 25 de junho de 2029.