A motocicleta Yamaha Factor 150 alcançou a marca de consumo médio de 55,3 km/l durante ensaios técnicos realizados em circuito urbano sob condições controladas. O índice energético possibilita uma autonomia máxima teórica calculada em até 800 quilômetros sem necessidade de reabastecimento do reservatório de combustível.
As medições de rendimento foram conduzidas pelo Instituto Mauá de Tecnologia, segundo análise divulgada na segunda-feira (28). Conforme registro da publicação técnica Motonline, “o número de 55,3 km/l foi obtido em testes realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, simulando uso em circuito urbano em condições e ambiente controlados”.
Qual é a autonomia da Yamaha Factor 150 no trânsito diário?
Embora os cálculos laboratoriais indiquem a barreira dos 800 quilômetros com um único tanque de 15,4 litros, as medições práticas observadas por condutores e pela imprensa automotiva em trajetos cotidianos registram variações. No tráfego comum das vias públicas brasileiras, as médias operacionais costumam oscilar entre 39 km/l e 50 km/l. Esse comportamento dinâmico diminui o alcance prático efetivo do veículo para intervalos situados entre 600 quilômetros e 700 quilômetros rodados.
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A Factor 150 permanece como a motocicleta mais emplacada da montadora japonesa no mercado nacional, enfrentando a concorrência direta com os modelos da série Honda CG 160 pela preferência de motoristas profissionais e frotistas urbanos. A ergonomia estruturada com banco em dois níveis e altura do assento situada a 785 milímetros em relação ao pavimento foi calculada para assegurar apoio pleno dos pés ao chão nas paradas de semáforos, além de suavizar o cansaço do piloto em turnos prolongados de serviço nas grandes cidades.
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Desempenho mecânico do propulsor Blueflex
A configuração motriz da motocicleta utiliza motor monocilíndrico SOHC de quatro tempos com 149,3 cm³, duas válvulas e sistema de arrefecimento a ar. O conjunto mecânico conta com a tecnologia bicombustível Blueflex associada ao sistema de injeção eletrônica de combustível e partida exclusivamente elétrica, operando com câmbio de cinco marchas.
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- Potência com gasolina: 11,8 cv a 7.250 rpm
- Potência com etanol: 12,0 cv a 7.250 rpm
- Torque máximo do propulsor: 1,3 kgfm a 6.000 rpm
- Capacidade total do tanque: 15,4 litros
- Volume da reserva de combustível: 2,2 litros
- Peso total da motocicleta em ordem de marcha: 133 kg
Chassi e ciclística da Yamaha Factor 150
A arquitetura da moto adota o chassi do tipo Diamond construído em aço, planejado para resistir aos impactos de vias pavimentadas degradadas. A suspensão dianteira é composta por garfo telescópico com 120 milímetros de curso, enquanto a traseira emprega sistema bi-choque ligado a uma balança, com 111 milímetros de curso medidos na roda e 92 milímetros de deslocamento no corpo do amortecedor dotado de regulagens de pré-carga da mola.
No setor de segurança ativa, o conjunto de frenagem traz a tecnologia Unified Brake System, conhecida pela sigla UBS. O sistema atua de maneira combinada ao distribuir parte da pressão hidráulica para a roda da frente no instante em que o condutor pisa no pedal de freio traseiro, encurtando os espaços de parada em desacelerações de emergência urbana.
- Freio dianteiro: disco hidráulico de 245 mm de diâmetro
- Freio traseiro: tambor mecânico de 130 mm de diâmetro
- Curso do garfo dianteiro: 120 mm
- Curso da suspensão traseira na roda: 111 mm
- Deslocamento do amortecedor traseiro: 92 mm
- Vão livre do solo: 17 cm
Adequação da Yamaha Factor 150 às normas do Promot 5
A configuração técnica da motocicleta passou por uma reformulação apresentada em 11 de dezembro de 2024, quando a montadora introduziu iluminação dianteira em LED, adotou o tanque de 15,4 litros e recalibrou a injeção para o atendimento das metas de emissões de poluentes estipuladas pela quinta fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares. Na versão imediatamente anterior a essas exigências ecológicas, o propulsor rendia 12,2 cv abastecido com gasolina e 12,4 cv com etanol a 7.500 rpm, com pico de força a 5.500 rpm, além de trazer um tanque ligeiramente maior de 15,7 litros.
Ainda não há confirmação de que condutores em rotinas severas de entregas ou com passageiro constante na garupa consigam repetir habitualmente a marca de 800 quilômetros com um tanque, já que o resultado depende do padrão uniforme verificado em circuitos fechados de avaliação.
