Desbloqueio do PS5 e PS5 Pro afeta firmwares até a versão 13.60

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PS5 - Roman Kosolapov / shutterstock.com Foto: PS5 - Roman Kosolapov / shutterstock.com

O desbloqueio do PlayStation 5 e do PS5 Pro alcançou versões recentes do sistema operacional após o lançamento público do exploit Relapse 13.60 pela comunidade de modding. A ferramenta possibilita a execução de códigos não autorizados, emuladores e modificações em aparelhos que operam com firmwares entre as versões 7.00 e 13.60, ampliando a brecha para uma fatia considerável de consoles fabricados pela Sony Interactive Entertainment.

A liberação da cadeia de falhas ocorreu na terça-feira (29) e gerou reações imediatas entre técnicos e especialistas da área de segurança de software. O pesquisador de segurança e modder independente Lance McDonald confirmou a abrangência do método: “Um novo jailbreak para PlayStation 5 acabou de sair. Todo console PS5 agora pode ser desbloqueado, exceto aqueles atualizados na última semana. Enorme”, declarou, em tradução livre.

Funcionamento técnico do exploit Relapse 13.60 no PlayStation 5

PS5 PlayStation 5 Sony - Divulgação
Foto: PS5 PlayStation 5 Sony – Divulgação

A execução da ferramenta depende de uma cadeia de vulnerabilidades combinadas que contorna as camadas de proteção desenvolvidas pela Sony Interactive Entertainment. Inicialmente, o procedimento explora uma falha localizada no motor JavaScriptCore e WebKit do navegador interno do videogame, conseguindo escapar do isolamento inicial de memória da aplicação. Logo após essa primeira invasão, a ferramenta engatilha uma condição de corrida no kernel do Orbis OS, o sistema operacional do console baseado em FreeBSD, obtendo permissões completas de leitura e gravação na memória restrita do hardware.

O procedimento, no entanto, não altera o armazenamento de forma definitiva na placa do PlayStation 5. O jailbreak funciona de maneira não permanente e precisa ser reexecutado pelo usuário a cada reinicialização da máquina, já que o desligamento restaura os parâmetros protegidos de fábrica. Durante a inicialização do desbloqueio, o sistema abre a porta de rede 9021 para comunicação local, permitindo o recebimento de cargas úteis manuais em formato ELF, como os módulos etaHEN e kstuff-lite, responsáveis por estabilizar o suporte a aplicativos caseiros e rotinas personalizadas.

Requisitos de sistema e compatibilidade do desbloqueio no PS5 Pro

A vulnerabilidade atinge tanto o modelo original do console quanto a versão PS5 Pro, contanto que o software interno permaneça dentro do intervalo vulnerável e sem o pacote de correções distribuído pela fabricante em meados de setembro de 2026. Consoles mantidos sem conexão com a internet mantêm a compatibilidade com a execução da ferramenta.

Continue lendo: Sony amplia catálogo do PlayStation 5 com foco em novos RPGs e PC

  • Faixa de firmware compatível: versões de 7.00 a 13.60 no PlayStation 5 e no PS5 Pro
  • Versão que bloqueia o procedimento: compilação 26.06-14.00.00, lançada em 16 de setembro de 2026
  • Porta de rede para injeção de cargas úteis: porta 9021
  • Mecanismo de exploração: falha no WebKit combinada com condição de corrida no kernel FreeBSD
  • Data de divulgação pública da vulnerabilidade: terça-feira, 29 de setembro de 2026

Termos de serviço da Sony Interactive Entertainment e risco de banimento

A alteração do software original do PlayStation 5 configura infração direta às regras de uso estipuladas pela fabricante. Os termos de serviço da Sony Interactive Entertainment determinam sanções severas para qualquer tentativa de engenharia reversa, instalação de código não assinado ou manipulação de parâmetros internos dos jogos. A empresa tem autonomia para aplicar o banimento permanente da conta do usuário na PlayStation Network (PSN), além de suspender definitivamente o console por meio do bloqueio do identificador físico de hardware, retirando o acesso a modos multijogador, bibliotecas de títulos digitais e serviços online.

O risco se torna evidente diante do perigo de modificações e trapaças em partidas online, o que desequilibra o ambiente competitivo em jogos com múltiplos participantes. Como a exploração depende de sistemas desatualizados, o jogador que optar por manter o aparelho na versão vulnerável perde obrigatoriamente o acesso aos servidores oficiais da Sony, uma vez que a autenticação na rede da PlayStation Network exige a instalação mandatória do firmware mais recente disponível.

Defesas do sistema operacional do PlayStation 5 e atualizações recentes

Historicamente, o PlayStation 5 apresentava uma postura rígida contra métodos de desbloqueio, mantendo as brechas limitadas a compilações muito antigas distribuídas nos primeiros anos do console. O avanço do Relapse até o firmware 13.60 altera esse cenário ao permitir que títulos recentes sejam aproveitados sem a necessidade de instalação imediata de versões mais novas do sistema. Ao mesmo tempo, o setor monitora o desenvolvimento de emuladores do console voltados para computadores pessoais, iniciativa que tenta traduzir as instruções do videogame para outras arquiteturas e alcançar desempenho de até 30 quadros por segundo em testes iniciais.

A resposta da fabricante contra a vulnerabilidade ocorreu em 16 de setembro de 2026, quando a Sony iniciou a distribuição global da versão de firmware 14.00 (26.06-14.00.00). Essa compilação eliminou as falhas no WebKit e corrigiu a condição de corrida no kernel, blindando os aparelhos atualizados contra a execução do Relapse 13.60. A Sony Interactive Entertainment ainda não emitiu posicionamento institucional público sobre o lançamento da ferramenta.

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