Relógios de luxo de jogadores de futebol passam de R$ 10 milhões

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Richard Mille RM 68-01 Tourbillon “Cyril Kongo”, relógio da coleção de Neymar - Divulgação/Richard Mille Foto: Richard Mille RM 68-01 Tourbillon “Cyril Kongo”, relógio da coleção de Neymar - Divulgação/Richard Mille

Craques do futebol mundial como Cristiano Ronaldo, Neymar e Lionel Messi mantêm coleções particulares de alta relojoaria com peças que alcançam até R$ 10,7 milhões por unidade. A lista de modelos inclui artigos exclusivos de fabricantes renomados do setor internacional, entre eles Richard Mille, Franck Muller, Patek Philippe e Jacob & Co., que se transformaram em ativos pessoais e símbolos de prestígio no mercado corporativo de alto padrão.

O atacante brasileiro Neymar possui um dos trinta exemplares existentes no planeta do Richard Mille RM 68-01 Tourbillon Cyril Kongo, peça grafitada pelo artista urbano Cyril Kongo avaliada no mercado secundário entre US$ 2,1 milhões e valores que variam de R$ 10,7 milhões a R$ 11 milhões. Em junho de 2026, durante folga em Nova York, o atleta adquiriu diretamente na boutique da marca um Jacob & Co. Astronomia Dragon & Tiger de US$ 1 milhão, cerca de R$ 5,5 milhões, feito em ouro de 18 quilates, com 286 diamantes e esculturas tridimensionais manuais.

“Há muito tempo amigo da marca, Neymar conseguiu tempo para parar na boutique de Nova York para comprar pessoalmente um relógio da Jacob & Co. antes de entrar no maior palco do mundo neste verão”, afirmou Jacob Arabo, fundador da marca Jacob & Co., ao confirmar a transação na loja norte-americana.

Valores e detalhes técnicos dos modelos mais valiosos

Patek Philippe de Lionel Messi em ouro rosa - Divulgação/Patek Philippe
Foto: Patek Philippe de Lionel Messi em ouro rosa – Divulgação/Patek Philippe

O atacante do Al-Nassr e capitão da seleção de Portugal, Cristiano Ronaldo, exibe entre as suas peças mais caras o Franck Muller Imperial Tourbillon, avaliado em cerca de US$ 2 milhões, quantia correspondente a R$ 10,2 milhões. O item combina 474 diamantes em lapidação baguete e 70 rubis aplicados por meio de engaste invisível, processo de alta complexidade em que as pedras cobrem inteiramente a estrutura sem deixar base de ouro aparente. Ele também possui um exemplar do Rolex Cosmograph Daytona Rainbow, avaliado em US$ 600 mil, aproximadamente R$ 3 milhões, modelo dotado de aro em degradê de safiras coloridas que integra ainda o catálogo pessoal de atacantes franceses.

Já Lionel Messi, atacante do Inter Miami e capitão da seleção argentina, concentra as aquisições em peças clássicas da fabricante suíça Patek Philippe. O principal destaque de sua preferência é o modelo Grand Complications em ouro rosa, referência 5531R World Time Minute Repeater, cotado em US$ 1,9 milhão, equivalente a R$ 9,7 milhões.

Ficha dos relógios dos atletas e cotações apuradas

  • Richard Mille RM 68-01 Cyril Kongo de Neymar: US$ 2,1 milhões (aproximadamente R$ 10,7 milhões), com tiragem mundial restrita a 30 unidades.
  • Franck Muller Imperial Tourbillon de Cristiano Ronaldo: US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,2 milhões), com 474 diamantes e 70 rubis.
  • Patek Philippe Grand Complications 5531R de Lionel Messi: US$ 1,9 milhão (cerca de R$ 9,7 milhões), fabricado em ouro rosa.
  • Jacob & Co. Astronomia Dragon & Tiger adquirido por Neymar: US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,5 milhões), com 286 diamantes.
  • Richard Mille RM 27-01 e RM 022 de Pep Guardiola: avaliados entre 1,3 milhão de euros e US$ 1,5 milhão (R$ 7 milhões a R$ 7,6 milhões).

Marcas na beira do gramado e regras de aquisição

O técnico do Manchester City, Pep Guardiola, costuma exibir relógios de alto padrão durante as partidas da equipe inglesa. O treinador já foi visto no banco de reservas com o Richard Mille RM 022 Tourbillon Aerodyne e com o RM 27-01 Tourbillon Rafael Nadal, peça desenvolvida em homenagem ao tenista espanhol que pesa 18,83 gramas e teve produção limitada a cinquenta unidades mundiais, avaliada em cerca de US$ 1,5 milhão, ou R$ 7,6 milhões.

O mercado de luxo também estabelece acordos comerciais diretos com jogadores em atividade, a exemplo do atacante francês Kylian Mbappé, embaixador oficial da grife Hublot, e do norueguês Erling Haaland, atacante do Manchester City contratado pela suíça Breitling. No caso da tradicional Patek Philippe, a venda de modelos topo de linha exige relacionamento prévio consolidado com a casa e inclui a exigência formal para que o comprador não comercialize a peça pelo período mínimo de três anos após a retirada.

A quantidade integral de peças pertencentes aos acervos de Cristiano Ronaldo, Neymar, Messi e Guardiola não é detalhada de forma pública pelas assessorias dos profissionais em razão de critérios de privacidade e exigências de apólices de seguro contratadas pelos esportistas.

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