Onde fica o aluguel mais caro do Brasil? Veja o ranking das 10 cidades

São PauloSão Paulo

São Paulo - Foto: cifotart/Shutterstockcom

O aluguel residencial em Barueri e São Paulo atingiu os patamares mais elevados de todo o território brasileiro, com médias de R$ 72,00 e R$ 65,18 por metro quadrado. Os números constam no levantamento do Índice FipeZAP de Locação Residencial, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas em parceria com o Grupo OLX, referente a julho de 2026. A pesquisa monitora o comportamento das locações em 36 municípios do país e aponta forte pressão nos custos habitacionais.

O indicador geral avançou 0,70% em julho de 2026, mantendo trajetória de valorização contínua. No acumulado dos primeiros sete meses do ano, o reajuste médio das locações residenciais atingiu 5,97%, enquanto a taxa acumulada nos últimos 12 meses chegou a 9,28%. Os percentuais mostram que a locação residencial continua avançando bem acima da inflação oficial da economia brasileira no mesmo período.

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Barueri e São Paulo puxam a média das cidades mais caras

O município de Barueri, situado na Região Metropolitana de São Paulo, consolidou-se na liderança do ranking geral nacional com a marca de R$ 72,00 por metro quadrado anunciado. A capital paulista, por sua vez, lidera o grupo das capitais e ocupa a segunda posição na tabela geral do país, alcançando média de R$ 65,18 por metro quadrado. A amostra paulistana reuniu 91.695 anúncios residenciais colocados para locação no período analisado.

Na média de todas as 36 localidades acompanhadas pelo estudo, o preço médio de locação fechou o mês em R$ 54,17 por metro quadrado. No extremo oposto da tabela, a cidade gaúcha de Pelotas registrou o valor mais baixo entre os municípios monitorados, com taxa de R$ 20,68 por metro quadrado. Entre as capitais estaduais avaliadas, Campo Grande apresentou o custo mais acessível aos inquilinos, com média calculada em R$ 31,55 por metro quadrado.

Valores médios por metro quadrado nas dez cidades líderes

  • Barueri (SP): R$ 72,00 por metro quadrado
  • São Paulo (SP): R$ 65,18 por metro quadrado
  • Recife (PE): cidade do topo nacional com bairros que superam R$ 70,00 por metro quadrado
  • Belém (PA): R$ 62,65 por metro quadrado
  • Florianópolis (SC): R$ 60,84 por metro quadrado
  • Rio de Janeiro (RJ): R$ 60,80 por metro quadrado
  • Santos (SP): R$ 59,97 por metro quadrado
  • São Luís (MA): R$ 57,73 por metro quadrado
  • Maceió (AL): R$ 56,20 por metro quadrado
  • Campinas (SP): R$ 55,52 por metro quadrado
Foto: Pão de açúcar Rio de Janeiro – rocharibeiro/shutterstock.com

Bairros paulistanos concentram as locações mais elevadas

Dentro da capital de São Paulo, determinados bairros concentram valores muito superiores à média municipal. Pinheiros desponta como a área mais onerosa para os inquilinos, com locações que variam entre R$ 99,00 e R$ 99,20 por metro quadrado. O Itaim Bibi surge em seguida, oscilando de R$ 94,00 a R$ 94,20 por metro quadrado. Na sequência dos valores mais altos aparecem Moema, com índices de R$ 84,00 a R$ 84,80, os Jardins, com registros entre R$ 82,00 e R$ 82,60, e o Paraíso, marcando de R$ 82,00 a R$ 82,40 por metro quadrado.

O fenômeno de bairros isolados puxando as estatísticas municipais para cima também ocorre em outras capitais brasileiras. Em Recife, áreas nobres como o bairro do Pina chegam a R$ 76 por metro quadrado e Parnamirim atinge R$ 68 por metro quadrado. Na capital paraense, Belém, o destaque fica com Jurunas, cotado a R$ 73 por metro quadrado, e Batista Campos, com R$ 69 por metro quadrado. Em Florianópolis, os maiores valores médios pertencem a Agronômica, com R$ 66 por metro quadrado, além de Centro e Trindade, ambos a R$ 63 por metro quadrado.

Imóveis de um dormitório sustentam preço proporcional mais alto

A divisão por número de dormitórios revela que apartamentos compactos exigem o maior desembolso proporcional dos moradores. As unidades com apenas um dormitório atingiram média de R$ 72,08 por metro quadrado no país, consolidando-se como a tipologia proporcionalmente mais cara da pesquisa. Já os imóveis de três quartos registraram a menor média entre os formatos analisados, ficando em R$ 46,58 por metro quadrado. Os imóveis de dois dormitórios lideraram o ritmo de valorização no acumulado de 12 meses, com aumento de 10,21%.

“A valorização mais acentuada em imóveis menores é explicada pelo “prêmio da compactação”. De modo geral, imóveis compactos localizados em áreas urbanas valorizadas e com boa infraestrutura têm um custo final mais acessível, atraindo uma demanda maior. Soma-se a isso a mudança social, com mais lares unipessoais, o que impulsiona o aumento de preços dessa tipologia — ainda que a intensidade dessa dinâmica varie de acordo com o perfil e particularidades de cada cidade”, afirmou Mariangela Silva, economista do Grupo OLX.

Índices inflacionários oficiais ficam abaixo da locação

O avanço de 0,70% registrado pelo aluguel residencial superou os principais parâmetros econômicos de inflação no mês de julho de 2026. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística como a métrica oficial do país, subiu 0,07% no mesmo mês, acumulando 3,44% no ano e 4,44% em 12 meses. O Índice Geral de Preços – Mercado, apurado pela Fundação Getulio Vargas e tradicionalmente adotado no reajuste de contratos antigos de moradia, apresentou retração de 1,16% no mês e acumulou 2,76% nos últimos 12 meses.

A relação completa dos bairros monitorados para as outras 26 cidades participantes do levantamento que não integraram as primeiras posições da tabela ainda não foi confirmada pelos organizadores da apuração imobiliária.