São Paulo confirma três casos de sarampo e atinge 40 infecções em 2026

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sarampo Foto: sarampo - Bilanol/shutterstock.com

O estado de São Paulo confirmou três novos casos de sarampo e atingiu o total acumulado de 40 infecções em 2026, segundo balanço epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde nesta quinta-feira (1). Nenhuma morte foi registrada pela doença no território paulista ao longo do ano.

Os diagnósticos mais recentes envolvem dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano, todos moradores da capital paulista. As infecções estão vinculadas a cadeias de transmissão monitoradas desde junho pelas autoridades sanitárias.

Dados consolidados do sarampo no território paulista

  • Data da atualização oficial: 1 de outubro de 2026, às 11h37
  • Total de casos confirmados no estado: 40 pacientes
  • Novos infectados na capital: 3 pessoas (dois homens de 18 e 21 anos e uma bebê de 1 ano)
  • Mortes causadas pela doença: zero registro
  • Notificações suspeitas investigadas e descartadas: mais de 1.700 casos
  • Pacientes sem histórico vacinal completo: 30 pessoas (75% do total)

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Capital paulista concentra 90% dos casos confirmados de sarampo

A cidade de São Paulo reúne 36 dos 40 registros positivos da infecção, o que equivale a 90% de todas as ocorrências estaduais em 2026. Os demais municípios com casos confirmados estão situados na Região Metropolitana: São Bernardo do Campo registra dois pacientes, Santo André tem um caso confirmado e Guarulhos apresenta um registro oficial.

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Crianças menores de dois anos representam a faixa etária mais vulnerável aos contágios no estado de São Paulo, somando cerca de 60% de todas as confirmações da doença. Entre os 40 infectados contabilizados neste ano, 30 indivíduos não tinham sido vacinados ou estavam com o esquema de imunização incompleto. Nos três diagnósticos da capital paulista, o paciente de 21 anos e a criança de 1 ano tinham recebido apenas uma dose, enquanto o jovem de 18 anos não possuía registro prévio de vacina contra o vírus.

Vacinação contra sarampo
Vacinação contra sarampo – Foto: Myke Sena/ MS

Monitoramento de cadeias de transmissão em cidades paulistas

O estado identificou quatro cadeias de transmissão de sarampo ao longo do ano de 2026. A primeira delas, ocorrida entre março e abril e associada a passageiros vindos do exterior, foi considerada totalmente encerrada pelas equipes técnicas, enquanto outras três cadeias permanecem sob vigilância contínua das equipes locais e estaduais.

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A coordenadora de saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Regiane de Paula, explicou a estratégia de contenção aplicada pelos profissionais da pasta: “Estamos acompanhando essas cadeias de transmissão e fazendo busca ativa de quem está no entorno desses casos. Realizamos o rastreio de casos em todas as pessoas”.

Técnicos de vigilância também avaliam o encerramento da transmissão em cidades vizinhas à capital. “O período de referência para confirmar o encerramento da cadeia é de 90 dias ou 12 semanas sem novos casos. São Bernardo e Guarulhos estão há quase esse período sem registros novos. A busca ativa segue sendo feita, mas não aparecem casos mesmo assim”, afirmou Regiane de Paula.

Discrepância frente ao cenário epidemiológico registrado em 2025

O volume acumulado de 40 casos em 2026 contrasta diretamente com o balanço consolidado de todo o ano de 2025, período em que o estado de São Paulo confirmou apenas dois casos de sarampo. O aumento nas detecções mobilizou ações intensificadas de diagnóstico laboratorial, com mais de 1.700 notificações suspeitas descartadas após análises clínicas e epidemiológicas realizadas ao longo dos meses.

Orientações de vacinação e sintomas da doença

O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa, transmitida de pessoa para pessoa por via aérea ao falar, espirrar, tossir ou respirar, com facilidade de disseminação em ambientes fechados ou de grande circulação. Os sinais clínicos mais frequentes costumam surgir entre 7 e 14 dias após o contato com o vírus e incluem febre alta, manchas avermelhadas na pele, tosse persistente, coriza e conjuntivite. Pessoas que apresentarem o conjunto de sintomas devem procurar atendimento médico em uma unidade básica de saúde.

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Nos municípios que contam com transmissão ativa, o estado de São Paulo aplica a chamada dose zero da vacina contra o sarampo em bebês com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias. Essa dose protege de forma emergencial, mas não exclui a necessidade do cronograma padrão de imunização, previsto para ser administrado aos 12 meses e aos 15 meses de vida.

Cobertura vacinal e impacto da mobilização de setembro

Em 2026, os índices de proteção cresceram no território paulista. A cobertura da primeira dose da tríplice viral subiu de 86,56% em abril para 93,24% em julho. Já o índice da segunda dose avançou de 72,72% para 78,37% no mesmo período, diante de uma meta oficial estabelecida em 95% do público-alvo.

Durante a Campanha de Multivacinação executada em setembro de 2026, mais de 2,5 milhões de doses de vacinas contra o sarampo foram aplicadas no estado. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo ainda não concluiu a consolidação do cálculo final para medir o impacto desse contingente de doses sobre a taxa global de cobertura do território paulista.

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