A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a suspensão imediata da venda, distribuição e circulação de um lote falsificado do gel íntimo Hidrafemme e de dois lotes do antitranspirante Perspirex Strong. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (2) e impõe o recolhimento das unidades que já estejam no mercado brasileiro.
O alerta sanitário mobilizou as equipes de fiscalização depois que as indústrias responsáveis pela fabricação oficial dos itens comunicaram que não reconheciam a produção das mercadorias vendidas a consumidores. A agência governamental confirmou que as três remessas irregulares não possuem autorização de circulação e oferecem risco à saúde da população por não terem controle técnico de origem e fórmula.
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Irregularidades constatadas no gel intravaginal Hidrafemme
O gel Hidrafemme, indicado para a hidratação da região intravaginal e registrado formalmente pela Helianto Farmacêutica Ltda., foi alvo da Resolução-RE nº 3.852, emitida em 29 de setembro de 2026. A fabricante comunicou ao órgão regulador que identificou anúncios e vendas ativas de unidades falsificadas no marketplace Shopee, utilizando de modo clandestino o nome comercial da marca e suas especificações regulatórias.
Ao realizar a verificação do lote lot 2 2511006, os técnicos sanitários e a própria detentora do registro apontaram discrepâncias visíveis na comparação direta com as embalagens originais. A versão contrafeita trazia caixa com dimensões menores, aplicadores incompatíveis que nem sequer cabiam no interior do pacote, código de rastreio totalmente fora do padrão da fábrica e um rótulo em papel comum que havia sido impresso e colado sobre a bisnaga de plástico.
Perspirex Strong tem dois lotes com dados fraudados
A determinação da autoridade de vigilância também recaiu de forma estrita sobre o desodorante axilar Perspirex Strong. A fabricante oficial do produto, Megalabs Farmacêutica S.A., fez um alerta formal à autarquia para esclarecer que os lotes 614323 e 614326 nunca foram produzidos em sua linha industrial, embora estivessem circulando em pontos comerciais e canais de revenda com suas informações cadastrais impressas no frasco.
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A empresa farmacêutica constatou que uma organização desconhecida estava se apropriando indevidamente de seus dados de CNPJ, autorização de funcionamento e endereço na rotulagem para dar aparência de legalidade aos itens contrafeitos. A Anvisa
determinou, a partir disso, a apreensão de qualquer unidade encontrada dessas duas remessas e proibiu a fabricação, a importação, o uso e qualquer tipo de publicidade ligada a elas em todo o país.Leia também: Anvisa aprova registro do Farmanguinhos Arpraziquantel para crianças
Quais produtos tiveram a circulação barrada pela agência?
- Hidrafemme Gel Hidratante Intravaginal: lote lot 2 2511006, com recolhimento obrigatório e suspensão completa de distribuição.
- Perspirex Strong Antitranspirante Axilar: lotes 614323 e 614326, alvos de apreensão imediata e veto total de circulação.
- MAV C-22 Solvente e GhostBond XL: cosméticos capilares sem registro oficial incluídos em medidas cautelares na mesma edição do Diário Oficial.
- Saneantes das empresas Ramos e LGR: produtos de limpeza que atuavam em desacordo com as exigências sanitárias nacionais.
Alcance da proibição e direitos de quem adquiriu os itens
A intervenção das autoridades não interfere na disponibilidade das versões regulares de Perspirex Strong e Hidrafemme nas farmácias e lojas de cosméticos. A fiscalização destacou que a proibição atinge somente as unidades com a marcação exata dos códigos adulterados, permitindo que os lotes produzidos licitamente pelas titulares do registro continuem a ser vendidos e utilizados normalmente.
Pessoas que adquiriram o gel íntimo ou o antitranspirante devem verificar a numeração marcada no fundo do frasco ou nas abas das caixas antes de manter a aplicação corporal. Caso o código coincida com os números vetados, a orientação padrão das autoridades de vigilância é interromper imediatamente o contato com o corpo, guardar a embalagem como comprovação e procurar os canais de atendimento das empresas fabricantes ou os órgãos locais de proteção ao consumidor.
A identidade das pessoas e empresas responsáveis pela montagem do laboratório clandestino e pelo esquema de distribuição digital das mercadorias ainda não é conhecida pelos órgãos de vigilância, permanecendo sob apuração das autoridades fiscalizatórias.
