Vinicius Junior é apontado pela Fifa como principal referência ofensiva na Copa de 2026

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Vini Jr. Foto: Vini Jr. - Rafael Ribeiro/CBF

O atacante Vinicius Junior foi apontado pela Fifa como a principal referência de ponta e condução ofensiva da Copa do Mundo de 2026. A avaliação integra o relatório oficial divulgado pelo Grupo de Estudos Técnicos da entidade nesta sexta-feira (2), em Miami, nos Estados Unidos, após a análise aprofundada das 48 seleções que disputaram o torneio mundial.

Titular nos cinco confrontos disputados pelo Brasil, o jogador marcou quatro gols e concedeu uma assistência durante os mais de 440 minutos em que esteve em campo. O desempenho individual rendeu a ele o prêmio de melhor jogador da partida em três ocasiões distintas ao longo do campeonato, nos duelos diante de Marrocos, Haiti e Escócia.

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Desempenho de Vinicius Junior nas conduções ofensivas

Vinicius Jr. - Instagram
Foto: Vinicius Jr. – Instagram

O estudo técnico colocou o atacante brasileiro no grupo dos cinco atletas que mais realizaram conduções de bola até a grande área adversária em todo o campeonato. O ex-goleiro suíço Pascal Zuberbühler, especialista sênior em futebol e líder do Grupo de Estudos Técnicos da Fifa, detalhou o comportamento tático do jogador: “Vinicius jogou aberto na ponta (esquerda), fez muitas jogadas de um contra um. Ele é um jogador que vai direto para o gol, quer marcar, tem esse objetivo claro. Não é um ponta que pega a bola num canto e vai para o meio. É o típico ponta. Você vê isso em sua atitude”.

A estrutura tática montada pelo Brasil foi desenhada para valorizar a velocidade e a capacidade de drible do atleta pelo lado esquerdo do ataque. Segundo o relatório da entidade, a equipe procurava concentrar a circulação da bola na faixa central do campo com o objetivo deliberado de atrair a marcação e abrir espaços nos corredores laterais. Em seguida, a posse era transferida com rapidez para a ponta esquerda, criando situações frequentes de enfrentamento individual em velocidade contra os defensores rivais antes da finalização das jogadas.

Fifa monitorou 104 partidas a partir de central em Miami

A elaboração do dossiê técnico demandou o acompanhamento de 104 jogos por meio de seis ângulos de câmera simultâneos e o registro de 15 mil dados em tempo real a cada confronto disputado. O trabalho foi coordenado por Arsène Wenger, diretor de Desenvolvimento do Futebol Mundial da Fifa, e envolveu 11 integrantes no comitê analítico, incluindo ex-jogadores de destaque como Gilberto Silva, campeão mundial pelo Brasil, o alemão Jürgen Klinsmann e o argentino Pablo Zabaleta. Cerca de 40% das partidas receberam observação presencial nos estádios, enquanto os outros 60% foram monitorados diretamente da base de operações instalada em Miami. Ao todo, os especialistas elaboraram mais de 500 páginas de análise com o suporte de 300 vídeos catalogados.

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Eliminação do Brasil e impacto no ranking de atletas

Apesar dos números individuais expressivos do atacante, o Brasil encerrou sua trajetória nas oitavas de final da competição ao ser superado pela Noruega pelo placar de 2 a 1. A desclassificação precoce representou a pior campanha da Seleção Brasileira em Copas do Mundo desde a edição de 1990. Como consequência direta da queda na primeira etapa eliminatória, o atacante recuou da sétima para a nona posição no ranking de atletas mantido pela Fifa.

O documento técnico oficial não detalhou nominalmente quais são os outros quatro atletas que integraram o grupo dos cinco maiores condutores de bola em direção à grande área. A entidade limitou o apontamento à inclusão de Vinicius Junior nessa faixa de destaque da competição, sem publicar a ordem completa da lista estatística.

Tendências táticas mapeadas pelo comitê técnico da Fifa

O levantamento técnico estruturado pelos analistas catalogou padrões táticos que predominaram entre as seleções durante a Copa do Mundo de 2026:

  • Construção com três jogadores na última linha por 63% das seleções;
  • Elevação dos tiros de meta cobrados de forma curta para 58% das reposições;
  • Participação direta dos goleiros na construção em 52% das saídas de bola;
  • Pressão alta estruturada e marcação imediata após a perda da posse;
  • Mudança no papel dos jogadores-chave e ampla rotação posicional durante as partidas.

A respeito da evolução dos esquemas, Pascal Zuberbühler ressaltou a postura agressiva adotada pelas equipes: “Os times são mais corajosos, se arriscam mais, pressionam mais alto. Isso é o futebol moderno, mesmo para as seleções menos tradicionais. É a evolução do futebol. É muito importante o que o goleiro faz nessas situações. É uma nova imagem”.

Tom Gardner, líder de insights de desempenho no futebol da Fifa, enfatizou a diversidade de métodos observada nos gramados: “Para mim, o mais chamativo foi a variação tática das seleções. Houve muitos modelos, e todos muito bem executados. Não houve uma única grande mudança tática. Todos conseguiram explorar as suas forças. É possível ver como as seleções se prepararam bem para a Copa do Mundo, como conseguiram usar várias tecnologias e ferramentas de análise. As seleções nunca tiveram tanta informação e dados disponíveis como agora, para rever sua performance e se preparar para os jogos”. A apresentação das métricas foi concluída na manhã de 2 de outubro de 2026 com o envio do material completo às federações associadas.

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