Flávio Bolsonaro abre apuração com 50,79% dos votos válidos contra 40,95% de Lula no TSE

Flávio Bolsonaro - Reprodução/YouTubeFlávio Bolsonaro - Reprodução/YouTube

Flávio Bolsonaro - Reprodução/YouTube

O senador Flávio Nantes Bolsonaro (PL) iniciou a apuração da eleição presidencial de 4 de outubro de 2026 na primeira colocação, registrando 50,79% dos votos válidos no primeiro balanço representativo divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, aparece na segunda posição com 40,95% da preferência do eleitorado, em um momento em que a Justiça Eleitoral processou 9,08% das seções eleitorais de todo o país.

A vantagem inicial de Flávio Bolsonaro sobre Lula alcançou 9,84 pontos porcentuais no boletim consolidado às 17h52min50s, estabelecendo uma distância numérica de 1.038.253 votos entre as duas candidaturas mais votadas. Pesquisas eleitorais de véspera registraram cenário de empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro nos votos válidos, enquanto a apuração oficial teve início com o candidato do PL numericamente acima da linha necessária para vencer a eleição sem a realização de uma nova rodada de votação.

Flávio Bolsonaro lidera apuração das Eleições 2026 com 50,79% dos votos válidos

Foto: Lula – casa.da.photo/Shutterstock.com

O candidato Flávio Bolsonaro contabilizou 5.355.277 votos nominais nos primeiros minutos de contagem oficializada pelo Tribunal Superior Eleitoral em Brasília. O índice de 50,79% coloca a chapa encabeçada pelo Partido Liberal ligeiramente acima do patamar de metade mais um dos votos válidos, margem exigida pela legislação eleitoral brasileira para liquidar o pleito no primeiro turno. A chapa tem como candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar, compondo aliança pelo número 22 nas urnas eletrônicas.

Luiz Inácio Lula da Silva reuniu 4.317.024 votos na mesma atualização, o que representa 40,95% dos sufrágios válidos computados até aquele instante. Candidato pela federação partidária e coligação que reúne PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, PSOL e Rede Sustentabilidade sob o número 13, o atual mandatário concorre ao lado do vice-presidente da República Geraldo Alckmin. O desempenho inicial do petista reflete a entrada escalonada dos dados regionais nos servidores centrais do tribunal, com maior peso inicial de estados onde a oposição apresentou desempenho mais expressivo.

A apuração abrangeu 45.329 seções eleitorais de um total de 499.248 distribuídas entre as 27 unidades da federação e os locais de votação de cidadãos brasileiros no exterior. Com mais de 90% das urnas eletrônicas ainda pendentes de leitura, a contagem começou a receber remessas contínuas a cada 30 segundos, atualizando os totais sem a necessidade de intervenção manual nas seções municipais.

Desempenho dos doze candidatos à Presidência da República no boletim do TSE

O terceiro lugar na contagem nacional ficou com o escritor Augusto Cury (Avante), que obteve 3,00% dos votos válidos, totalizando 315.772 votos nominais. Cury registrou candidatura pela coligação formada por Agir e Avante sob o número 70, tendo o ex-deputado Júlio Delgado como candidato a vice-presidente. A votação do escritor posicionou a sua candidatura à frente de legendas tradicionais da política nacional logo na abertura das urnas.

Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás, apareceu na quarta colocação com 2,39% dos votos válidos, somando 252.121 votos ao lado de Gilberto Kassab, candidato a vice-presidente na chapa de número 55. Logo atrás, Renan Santos (Missão) figurou em quinto lugar ao registrar 2,31% dos votos válidos, o que correspondeu a 243.648 votos, tendo o Coronel Medina como companheiro de chapa pelo número 14.

O governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) alcançou o sexto posto da apuração com 0,32% dos votos válidos, alcançando 33.216 eleitores em sua composição de chapa com o senador Eduardo Girão, sob o número 30. Os demais concorrentes apresentaram percentuais inferiores a meio ponto percentual na leitura inicial dos computadores da Justiça Eleitoral:

  • Samara (UP · número 80), com a vice Raquel Brício: 0,11% dos votos válidos (11.965 votos).
  • Clariana Barão (DC · número 27), com a vice Fabiana Torquato: 0,04% dos votos válidos (4.631 votos).
  • Hertz Dias (PSTU · número 16), com a vice Vanessa Portugal: 0,04% dos votos válidos (3.935 votos).
  • Edmilson Costa (PCB · número 21), com a vice Cleusa Santos: 0,02% dos votos válidos (2.099 votos).
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata · número 35), com a vice Suêd Haidar: 0,02% dos votos válidos (1.767 votos).
  • Rui Costa Pimenta (PCO · número 29), com o vice Antônio Carlos: 0,02% dos votos válidos (1.688 votos).

O total de sufrágios nominais distribuídos entre os doze concorrentes atingiu 10.543.143 votos válidos na apuração inicial. Esse montante representa a totalidade da base utilizada pela autoridade eleitoral para calcular as frações de cada competidor, excluindo manifestações individuais desprovidas de destinação a partidos ou chapas registradas.

Índices de comparecimento, abstenção e votos nulos registrados pelo TSE

O colégio eleitoral brasileiro atingiu 158.745.502 cidadãos aptos a exercer o direito ao voto nas Eleições 2026. Na amostragem contida nas 45.329 seções totalizadas às 17h52min50s, o Tribunal Superior Eleitoral registrou o comparecimento físico de 10.973.109 eleitores às seções eleitorais, índice equivalente a 78,51% do universo analisado nessa fase da contagem.

A taxa de abstenção preliminar situou-se em 21,49%, correspondendo a 3.004.329 eleitores que não compareceram às suas respectivas seções de votação dentro do horário legal estabelecido pela Justiça Eleitoral. O dado manteve o padrão de ausências observado no sistema representativo brasileiro em pleitos de âmbito geral, quando o deslocamento e a regularidade do título impactam a presença dos cidadãos.

Entre os cidadãos que compareceram e acionaram os comandos da urna eletrônica, 169.026 votaram em branco, gerando um índice de 1,54% do total apurado na amostra. Os votos nulos somaram 260.940 ocorrências, alcançando 2,38% dos votos digitados no boletim de abertura. Conforme determina a legislação brasileira, nem os votos em branco nem os votos nulos são repassados ao cálculo da proporção final de nenhum candidato, servindo apenas para indicar a recusa deliberada às alternativas registradas.

Votação de Flávio Bolsonaro e Lula nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul

O painel regional do Tribunal Superior Eleitoral revelou a distribuição de votos entre os dois líderes da contagem nas regiões com maior concentração do eleitorado e nas zonas de encerramento rápido de urnas. No Distrito Federal, unidade federativa que registrou o ritmo mais veloz de apuração com 61,90% das urnas concluídas, Flávio Bolsonaro obteve 51,13% dos votos válidos, consolidando liderança local.

Nos estados do Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro manteve ampla vantagem nos relatórios preliminares emitidos pelas juntas eleitorais. Em Goiás, com 7,03% da apuração processada, o senador do PL registrou 57,17% dos votos válidos. Em Mato Grosso, com 22,25% das seções totalizadas, o percentual de Flávio Bolsonaro subiu para 64,34%. No Mato Grosso do Sul, onde 27,29% das urnas haviam sido computadas, o candidato anotou 59,62% dos votos válidos.

Na Região Sudeste, colégio decisivo que reúne os maiores contingentes populacionais do país, a apuração iniciou-se em ritmo mais lento nos grandes centros urbanos. Em São Paulo, onde apenas 1,37% das seções haviam sido fechadas, Flávio Bolsonaro liderava com 59,99% dos votos válidos. No Rio de Janeiro, com 1,24% de urnas computadas, o candidato figurava com 54,15%. No Espírito Santo, com 16,49% das seções totalizadas, o placar marcava 56,95% para Flávio Bolsonaro. Em Minas Gerais, com 7,12% dos votos conferidos, o senador sustentava 48,49% dos válidos, indicando disputa acirrada no segundo maior colégio eleitoral nacional.

Na Região Sul, os três estados iniciaram os trabalhos com larga vantagem para a chapa do Partido Liberal. No Paraná, Flávio Bolsonaro liderava com 59,49% dos votos válidos tendo 29,71% das urnas apuradas. No Rio Grande do Sul, com 14,02% de totalização, o candidato computava 58,97% dos votos válidos. Em Santa Catarina, com 8,74% das urnas abertas, o índice favorável a Flávio Bolsonaro atingiu 58,44% dos votos.

Disputa presidencial nos estados do Norte, Nordeste e no exterior

Os números consolidados nos estados do Norte trouxeram alternância na dianteira entre os candidatos. Flávio Bolsonaro assumiu a liderança no Acre com 63,07% dos votos válidos e 24,85% de apuração concluída; em Rondônia, registrou 60,78% dos válidos com 26,29% de urnas abertas; em Roraima, anotou 65,81% tendo 6,45% de apuração; no Amazonas, chegou a 50,83% com 21,63% de seções totalizadas; e no Tocantins marcou 49,96% com 47,67% das urnas verificadas. Por outro lado, Luiz Inácio Lula da Silva

liderou no Amapá com 54,06% dos votos válidos em 10,03% de apuração, e no Pará obteve 47,47% com 19,21% das urnas processadas.

No Nordeste, Lula estabeleceu ampla vantagem percentual em todos os nove estados da região, embora a maior parte das unidades da federação tenha entrado no sistema com baixos índices de urnas apuradas às 17h52. No Piauí, o candidato do PT alcançou 67,55% dos votos válidos com 9,03% de seções computadas. Na Bahia, Lula marcou 64,52% dos válidos com 3,36% apurado. Em Pernambuco, o petista anotou 62,15% com 4,82% de urnas concluídas. No Rio Grande do Norte, o placar marcou 61,35% para Lula em 8,45% das seções.

O predomínio de Lula manteve-se no Ceará, onde o candidato somou 61,18% dos votos com 3,17% de urnas lidas, e no Maranhão, com 61,10% dos válidos e 7,57% de apuração. Na Paraíba, estado nordestino mais adiantado no recebimento de boletins na abertura, Lula reuniu 60,39% dos votos com 32,73% de apuração totalizada. Em Sergipe, o petista acumulou 57,13% com 1,67% apurado, enquanto em Alagoas marcou 56,33% com 2,21% de urnas contadas.

Entre os eleitores brasileiros que votaram em seções eleitorais instaladas no exterior, a vantagem inicial coube a Lula. O presidente somou 52,52% dos votos válidos fora do território nacional, em um cenário de processamento adiantado que alcançou 60,62% das urnas estrangeiras cadastradas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, responsável pela circunscrição externa.

Regras eleitorais para definição em primeiro turno e cargos em disputa

A definição da eleição para a Presidência da República obedece ao princípio da maioria absoluta consagrado no ordenamento constitucional brasileiro. Para obter a vitória já na votação deste domingo, um candidato necessita ultrapassar a barreira de 50% dos votos válidos totais, calculados após a subtração de todos os votos em branco e nulos. Caso nenhuma candidatura supere metade dos votos válidos ao final da apuração de todas as 499.248 seções, o Tribunal Superior Eleitoral convocará a realização de segundo turno entre os dois concorrentes com a maior votação nominal.

O processo eleitoral em curso definiu mandatos em diferentes esferas da representação pública em todo o Brasil. Os eleitores foram às urnas convocados a preencher 27 governos estaduais e distrital, 54 cadeiras no Senado Federal relativas à renovação de dois terços da casa legislativa, 513 mandatos de deputado federal na Câmara dos Deputados, 1.035 vagas nas assembleias legislativas estaduais e 24 vagas na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

As normas para a escolha dos senadores estipulam a vitória direta dos dois postulantes mais votados em cada estado, sem previsão de segunda etapa de votação sob nenhuma hipótese de votação fracionada. Já a representação proporcional destinada aos deputados federais, estaduais e distritais decorre do cálculo do quociente eleitoral e partidário, que distribui as vagas entre as legendas e federações conforme a soma dos votos atribuídos a cada agremiação, beneficiando os concorrentes mais votados internamente em cada lista partidária.

Orientações ao eleitor sobre justificativa de ausência e documentos aceitos

O cidadão apto a votar que não compareceu à sua respectiva seção eleitoral neste domingo (4) precisa regularizar a sua situação junto à Justiça Eleitoral para evitar impedimentos civis, como a emissão de passaporte, posse em cargo público e matrícula em instituições oficiais de ensino. A justificativa deve ser apresentada em até 60 dias após a data da votação, fixando o prazo final para o primeiro turno em 3 de dezembro de 2026. Caso ocorra segundo turno e o eleitor volte a se ausentar, o prazo específico para justificar essa segunda falta estende-se até 8 de janeiro de 2027.

O procedimento de justificativa pode ser realizado de forma remota por meio do aplicativo e-Título, ferramenta desenvolvida pela Justiça Eleitoral para dispositivos móveis, ou de forma presencial no cartório eleitoral da jurisdição do cidadão. Para quem compareceu aos locais de votação, os documentos oficiais aceitos pelos mesários incluíram:

  • Aplicativo digital e-Título, desde que contenha a foto do eleitor cadastrada na biometria.
  • Carteira de Identidade (RG) emitida por órgãos de segurança pública.
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH), física ou digital.
  • Passaporte brasileiro emitido pela Polícia Federal.
  • Carteira de Trabalho física expedida pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
  • Cola eleitoral em papel com os números anotados dos candidatos escolhidos.

Dentro da cabine de votação, os mesários aplicaram a regra que impede o porte de aparelhos eletrônicos de comunicação ou captação de imagens. O eleitor foi obrigado a deixar o telefone celular desligado sobre a mesa receptora de votos antes de acessar a urna eletrônica. Equipamentos como câmeras fotográficas, filmadoras, óculos inteligentes e gravadores de áudio tiveram o ingresso proibido para resguardar o sigilo constitucional do sufrágio. O eleitor pôde manifestar a sua preferência política por meio de vestimentas, adesivos e broches individuais, enquanto abordagens a outras pessoas nas imediações foram enquadradas como crime de boca de urna.

Calendário das Eleições 2026 e próximos prazos da Justiça Eleitoral

  • 4 de outubro de 2026, às 17h — Fechamento oficial das urnas em todo o território nacional e início da divulgação pública dos resultados parciais pelo Tribunal Superior Eleitoral.
  • 4 de outubro de 2026, às 17h52 — Divulgação do boletim do Tribunal Superior Eleitoral que registrou a apuração de 9,08% das seções eleitorais de todo o país.
  • 25 de outubro de 2026, às 8h — Abertura oficial das seções eleitorais para a realização do eventual segundo turno nos cargos do Poder Executivo em que nenhum candidato obtiver a maioria absoluta dos votos válidos.
  • 3 de dezembro de 2026 — Término do prazo legal de 60 dias para o eleitor ausente no primeiro turno encaminhar a justificativa de não comparecimento à Justiça Eleitoral.

Andamento da totalização e contagem de votos pendente no país

O Tribunal Superior Eleitoral segue totalizando as remessas transmitidas pelos cartórios eleitorais das 27 unidades da federação. A definição sobre a liquidação da disputa presidencial no primeiro turno permanece em aberto, pois o índice provisório de 50,79% obtido por Flávio Bolsonaro apoia-se em apenas 9,08% das seções totalizadas. Com mais de 90% do eleitorado pendente de apuração, especialmente em colégios populosos de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e de estados do Nordeste, o cálculo final dos votos válidos dependerá da consolidação total das 499.248 seções eleitorais em todo o país.