Frente fria chega a São Paulo com risco de temporal na eleição
Uma frente fria avança sobre o estado de São Paulo neste domingo (4), trazendo risco elevado de temporais isolados, descargas elétricas e rajadas de vento. O deslocamento do sistema meteorológico atinge a capital, o litoral e o interior paulista no mesmo período em que os eleitores comparecem aos locais de votação para o primeiro turno das Eleições 2026, com precipitações mais fortes previstas entre a tarde e a noite.
A instabilidade ingressou pelas regiões Oeste e Sul paulista, incluindo o Vale do Ribeira, durante a manhã, ganhando força no decorrer do dia. “No começo da manhã deste domingo (4), a chuva e as tempestades ainda se concentram no estado do Paraná, onde vários municípios tiveram estragos na madrugada por fortes a intensos vendavais, mas no decorrer do dia a instabilidade se desloca pelo território paulista”, informou Luiz Fernando Nachtigall, meteorologista da MetSul Meteorologia.
Alerta do CGE prevê vento de até 60 km/h na capital paulista
O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo emitiu aviso para a aproximação de instabilidades severas a partir do meio da tarde na Região Metropolitana. “A partir do meio da tarde, a aproximação de áreas de instabilidade, associadas ao avanço de uma frente fria vai provocar pancadas de chuva com intensidade moderada a forte em alguns momentos. As precipitações devem vir acompanhadas de trovoadas com raios, eventual queda de granizo e rajadas de vento entre 40km/h e 60km/h”, declarou o órgão municipal.
Antes do ingresso das tempestades na Grande São Paulo, a temperatura máxima estimada para a capital era de até 26°C. O Instituto Nacional de Meteorologia colocou áreas do território paulista sob alerta amarelo de perigo potencial, com previsão de chuva entre 20 e 30 mm por hora até o encerramento do domingo, com possibilidade de alagamentos pontuais. Até 4 de outubro de 2026, a capital havia acumulado 3,3 mm de precipitação, o equivalente a 2,9% da média histórica mensal do CGE para outubro, que é de 112,0 mm.
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Vendavais no Sul do Brasil superaram 100 km/h antes de chegar a São Paulo
O sistema frontal que agora atinge os municípios paulistas causou estragos em cidades do Sul do Brasil entre sábado (3) e a madrugada deste domingo (4). Vendavais intensos destelharam imóveis, derrubaram árvores e interromperam o fornecimento de energia elétrica em diversas localidades gaúchas, catarinenses e paranaenses, gerando transtornos no início da abertura das urnas eleitorais.
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As estações meteorológicas monitoradas registraram rajadas violentas nos três estados vizinhos durante a passagem da linha de instabilidade:
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- São Borja (RS): 119 km/h
- Jóia (RS): 114 km/h
- Dois Vizinhos (PR): 112 km/h
- Laranjeiras do Sul (PR): 111 km/h
- Planalto (PR): 103 km/h
- Foz do Iguaçu (PR): 102 km/h
- Chapecó (SC): 100 km/h
- Formigueiro (RS): 99 km/h
- Encruzilhada do Sul (RS): 98 km/h
- Marechal Cândido Rondon (PR): 93 km/h
- São Gabriel e Tupanciretã (RS): 90 km/h
- Campos Borges (RS): 89 km/h
- Porto Xavier e Maçambará (RS): 84 km/h
- Urupema (SC): 82 km/h
- Alegrete e Mormaço (RS): 80 km/h
- Água Doce (SC): 78 km/h
- São Miguel do Oeste (SC): 77 km/h
- Concórdia (SC): 73 km/h
Previsão para segunda-feira e terça-feira indica continuidade da chuva em São Paulo
O tempo chuvoso e as temperaturas amenas devem permanecer sobre o estado de São Paulo no início da semana. Na segunda-feira (5), a atuação da frente fria mantém o céu encoberto, com registro de chuvas moderadas a fortes ao longo de todo o dia e máxima que não deve ultrapassar 23°C na capital paulista. As precipitações tendem a ser mais persistentes nas regiões próximas à divisa com o Paraná.
Na terça-feira (6), modelos meteorológicos apontam volumes expressivos de precipitação desde a madrugada no território paulista. O acúmulo contínuo de água sobre o solo saturado eleva a possibilidade de elevação de córregos e deslizamentos em áreas de encosta. Até o momento, a Defesa Civil não confirmou registros de estragos de grande proporção em municípios paulistas decorrentes do avanço das tempestades.
