Mesmo com 12 atletas estrangeiros no elenco, Vasco vota a favor de redução na CBF

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Pedrinho presidente do Vasco - Reprodução/YouTube Foto: Pedrinho presidente do Vasco - Reprodução/YouTube

O presidente do Club de Regatas Vasco da Gama, Pedrinho, afirmou que o voto do clube favorável à redução de jogadores estrangeiros no Campeonato Brasileiro foi um voto de confiança na CBF. A medida aprovada diminui o teto atual de nove para cinco atletas do exterior até 2030, mesmo com o Vasco mantendo 12 estrangeiros sob contrato no elenco profissional.

Em entrevista concedida ao jornalista Igor Rodrigues, divulgada na quinta-feira (1), Pedro Paulo de Oliveira explicou que a posição da diretoria não significa concordância plena com a eficácia técnica da medida isolada. O dirigente avaliou que a restrição de estrangeiros não garantirá formação e aproveitamento na base sem alterações em leis esportivas nacionais.

“A questão do meu voto a favor é um voto de confiança. Por tudo o que a CBF tem feito, ao procurar diálogo e ao nos ouvir. Tem erros e acertos, tal como eu também tenho erros e acertos aqui, mas percebemos que a CBF quer uma mudança. Portanto, foi um voto de confiança”, declarou Pedrinho. O dirigente completou: “Eu acredito que vamos ter novas conversas. Eu acredito que este seja o melhor caminho para o conceito que eles querem? Acho que não. Porque não adianta reduzir o número de estrangeiros para ter mais jogadores formados na base.”

Propostas de Pedrinho para contratos e multas na base

Diante do debate sobre a formação de atletas nacionais, Pedrinho propôs alterações estruturais na legislação esportiva que regula as categorias de base. O dirigente sugeriu que os contratos iniciais dos jogadores formados no clube passem a ter prazo mínimo de cinco anos, ante os três permitidos atualmente, garantindo permanência maior dos jovens no futebol brasileiro.

“Eu não posso ter um contrato mínimo de três anos. Faço um contrato mínimo de cinco anos, pois assim vou ter mais tempo com estes meninos a jogar aqui”, disse o presidente vascaíno. Outra proposta envolve elevar a multa rescisória nacional de 2.000 para 4.000 vezes o salário mensal do atleta, evitando saídas precoces sem onerar a folha salarial inicial.

O dirigente também defendeu flexibilizar as transferências internas durante o Brasileirão, elevando o limite de partidas que um atleta pode disputar antes de mudar de clube: “Se a janela ficar aberta, se não houver limite ou se aumentarem o número de jogos para quinze, e eu puder contratar no Brasil, vou ter mais jogadores brasileiros.”

Cronograma da CBF prevê redução de estrangeiros até 2030

A mudança foi aprovada em 21 de setembro de 2026 durante reunião na sede da CBF entre federações e agremiações das Séries A e B do futebol brasileiro. A entidade nacional justificou a medida pelo aumento da média de idade no Brasileirão para 28,5 anos e pela redução de espaço dos atletas sub-23 após a ampliação do teto anterior para nove estrangeiros.

O planejamento aprovado pela maioria das agremiações estabelece metas graduais para os próximos anos:

  • Ano de 2026: teto mantido em nove estrangeiros relacionados por partida.
  • Ano de 2027: limite cai para oito estrangeiros por jogo, com mínimo de 20 atletas de até 23 anos entre 50 inscritos a partir de 1 de janeiro.
  • Ano de 2028: teto reduzido para sete jogadores estrangeiros por partida.
  • Ano de 2029: limite fixado em seis estrangeiros relacionados por jogo.
  • Ano de 2030: teto final de cinco atletas do exterior e metade da lista de inscritos composta por sub-23 a partir de 1 de janeiro.

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Vasco lidera lista de estrangeiros e CBF mantém cronograma

O voto favorável do Vasco ocorreu no momento em que o clube conta com 12 jogadores estrangeiros sob contrato no elenco profissional, dividindo a liderança desse ranking na Série A com o Internacional. Na contramão da ampla maioria dos votantes, três agremiações se posicionaram contra a proposta da entidade: Flamengo e Bahia, na Série A, e Londrina, na Série B.

A CBF não abriu formalmente nova rodada de votação nem assumiu compromisso expresso de alterar as normas de vínculos da base e multas rescisórias sugeridas por Pedrinho. O novo regulamento entra em vigor em 1 de janeiro de 2027, quando o limite máximo por partida cairá para oito atletas estrangeiros.

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