Samsung avalia biometria Polar ID com 50% menos espaço que Face ID
A Samsung mantém testes internos ativos com a tecnologia de biometria facial Polar ID para implementar um novo sistema de autenticação segura em futuros celulares da linha Galaxy. A iniciativa contraria rumores recentes sobre a suspensão dos projetos ópticos avançados na divisão de semicondutores e busca viabilizar uma leitura facial precisa sem depender dos entalhes largos adotados por fabricantes concorrentes.
O recurso está em avaliação laboratorial e, caso chegue aos produtos comerciais, não adotará o nome da fornecedora Metalenz, sendo registrado sob denominações preliminares como Facial Recognition 2.0 ou Facial Recognition Pro. A continuidade das experimentações foi revelada na quinta-feira, 1 de outubro de 2026, por fontes ligadas ao setor de semicondutores da Coreia do Sul.
Física da polarização da luz no projeto Polar ID da Samsung
Diferente das soluções tradicionais de luz estruturada que projetam pontos tridimensionais sobre o rosto, o sistema desenvolvido pela Metalenz baseia-se na física da polarização da luz para registrar as variações anatômicas. A técnica analisa o modo como a iluminação reflete na pele e identifica a assinatura biológica do tecido humano, o que inviabiliza fraudes com fotos bidimensionais, telas de alta definição ou máscaras de silicone.
Essa abordagem elimina conjuntos complexos de projetores de pontos e sensores adicionais, concentrando toda a leitura em um arranjo meta-óptico compacto. De acordo com o executivo-chefe e cofundador da Metalenz, Rob Devlin, a companhia atua diretamente na viabilização dessas superfícies especializadas no ecossistema de dispositivos móveis. “A Metalenz é a viabilizadora crítica do mercado de metassuperfícies”, afirmou Devlin, em tradução livre sobre o papel da empresa na indústria de sensores miniaturizados.
Especificações técnicas da tecnologia Polar ID avaliada pela Samsung
- Tempo de resposta: latência estimada em aproximadamente 180 milissegundos para o desbloqueio facial completo
- Ocupação de hardware: redução de 50% no espaço físico ocupado pelos componentes em comparação ao módulo Face ID da Apple
- Comprimento de onda: emissor infravermelho de perfil baixo operando em 940 nanômetros
- Sensor compatível: integração arquitetural desenvolvida sobre a plataforma de imagem Samsung ISOCELL Vizion 931
Galaxy S27 Ultra deve manter leitor ultrassônico sem novo reconhecimento facial
Informações compartilhadas pelos analistas @phonefuturist e @kro_roe indicam que a tecnologia dificilmente fará sua estreia no Galaxy S27 Ultra. As análises conduzidas pela divisão System LSI da fabricante sul-coreana possuem caráter experimental e não acompanham o cronograma de fechamento de engenharia do próximo topo de linha, programado para o primeiro trimestre de 2027.
Para a próxima geração de aparelhos, a prioridade da fabricante permanece concentrada no leitor de impressão digital ultrassônico posicionado sob o display, componente considerado maduro na cadeia de produção. Fontes da indústria informaram que a Samsung iniciou a produção em massa dos primeiros componentes industriais da família Galaxy S27, incluindo wafers preliminares do processador Exynos 2700 e os primeiros lotes de painéis OLED pela Samsung Display, com um aumento de 10% no volume de fabricação dessas peças em relação à série antecessora.
Cronologia e dados da apuração sobre a biometria na linha Galaxy
- Ano de 2017: lançamento do leitor de íris dedicado integrado à parte frontal da linha Galaxy S8
- Ano de 2019: encerramento da autenticação por íris no Galaxy S10 para a introdução da tela perfurada e biometria ultrassônica
- Maio de 2026: demonstração pública da tecnologia Polar ID operando por baixo de telas OLED totalmente acesas
- 1 de outubro de 2026: vazamento de relatórios internos confirmando testes da Samsung com os nomes Facial Recognition 2.0 e Pro
- Local da apuração: Seul, Coreia do Sul
Samsung projeta duas câmeras sob a tela para futuros modelos Galaxy
Paralelamente às avaliações biométricas com a tecnologia Polar ID, a Samsung desenvolve um arranjo de duas câmeras frontais integradas sob o display para os modelos mais caros de anos posteriores. Nesse planejamento de hardware sem recortes ou orifícios, um sensor funcionaria de forma tradicional para capturas fotográficas, enquanto a segunda lente alternaria entre registros coloridos e monocromáticos para coletar mais dados de profundidade.
O histórico da marca com biometria facial avançada registra mudanças drásticas ao longo da última década. Após introduzir o reconhecimento de íris no Galaxy S8 em 2017, a sul-coreana abandonou os módulos dedicados em 2019 a partir da linha Galaxy S10 para priorizar telas com bordas reduzidas e furo para a câmera, mantendo desde então apenas o desbloqueio facial básico via software por imagem convencional em conjunto com o sensor ultrassônico sob o vidro.
Até o momento, não há confirmação sobre a aprovação comercial da tecnologia Polar ID pela diretoria executiva da Samsung, mantendo-se a possibilidade de o recurso permanecer restrito a estudos laboratoriais. Também não está definido qual celular específico da marca estrearia o novo hardware nem se o setor de marketing manterá as nomenclaturas Pro ou 2.0 em um eventual anúncio futuro.
