Ana Marcela Cunha faz cirurgia no ombro direito e planeja retorno em 2027

Ana Marcela Cunha - X.com/ Time BrasilAna Marcela Cunha - X.com/ Time Brasil

Ana Marcela Cunha - X.com/ Time Brasil

A nadadora brasileira Ana Marcela Cunha passou por uma cirurgia no ombro direito no domingo, 4 de outubro de 2026, na cidade de São Paulo. O procedimento médico tratou uma ruptura completa de tendão identificada originalmente em agosto e foi concluído com sucesso, contando com assistência direta do Comitê Olímpico do Brasil.

A atleta de 34 anos, campeã olímpica de maratona aquática nos Jogos de Tóquio 2020, já começou a rotina de reabilitação com foco no ciclo esportivo seguinte. “A cirurgia foi um sucesso e agora é focar na recuperação. Como já operei o outro ombro, sei direitinho tudo o que tenho que fazer para voltar o mais rápido possível. Estarei ainda mais forte”, afirmou a nadadora.

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Procedimento cirúrgico de Ana Marcela Cunha em São Paulo

A intervenção cirúrgica de Ana Marcela Cunha foi conduzida pelo médico ortopedista Breno Schor, especialista em cirurgia de ombro e cotovelo. O profissional é o mesmo que operou a atleta anteriormente e liderou o processo com o suporte estrutural do COB. A equipe médica fez a reparação do tendão rompido para permitir a retomada das forças articulares exigidas nas provas de longa distância.

O processo pós-operatório foi desenhado em conjunto com o departamento de saúde da entidade olímpica brasileira. A nadadora iniciou imediatamente os cuidados clínicos básicos e o repouso programado, que darão lugar aos trabalhos de fisioterapia e mobilidade articular antes de qualquer contato com a água.

Conquistas da nadadora Ana Marcela Cunha em 2026

Antes de passar pela mesa de cirurgia em São Paulo, Ana Marcela Cunha enfrentou uma temporada intensa no esporte internacional, marcada por recordes e títulos mesmo com limitações físicas diagnosticadas. A brasileira priorizou a travessia de longa distância e, posteriormente, representou o país em águas abertas no continente.

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  • 22 de julho de 2026: Ana Marcela Cunha completou a travessia do Canal da Mancha, entre Inglaterra e França, registrando a distância de 42,9 km no tempo de 8h25min29s, marca que estabeleceu o recorde sul-americano absoluto da prova.
  • 13 de setembro de 2026: A nadadora disputou a prova de 10 km na maratona aquática dos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé, na Argentina, e conquistou a medalha de ouro com o tempo de 1h56min58s, superando a compatriota Viviane Jungblut, que ficou com a prata.
  • 4 de outubro de 2026: Realização da cirurgia reparadora de tendão no ombro direito, em São Paulo, sob comando do médico Breno Schor.

Histórico médico e reabilitação anterior de Ana Marcela Cunha

Esta não é a primeira vez que a campeã olímpica passa por uma intervenção de grande porte nas articulações superiores durante a carreira. No dia 20 de novembro de 2022, Ana Marcela Cunha precisou operar o ombro esquerdo com o mesmo especialista, Breno Schor, após sofrer o rompimento de tendões daquela articulação. Naquela oportunidade, o plano terapêutico possibilitou o retorno aos treinamentos em piscina cerca de cinco meses depois da intervenção cirúrgica.

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A experiência prévia serve de parâmetro para a comissão técnica e para os profissionais de saúde que acompanham a atleta. A estrutura montada envolve acompanhamento multidisciplinar com fisioterapeutas, preparadores físicos e médicos esportivos, visando reconstruir a mobilidade sem antecipar etapas críticas de cicatrização do tendão suturado.

Próximos passos e retorno às competições em 2027

O resultado obtido nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé assegurou para o Brasil a vaga nos 10 km dos Jogos Pan-Americanos de Lima 2027, principal meta competitiva traçada pela atleta após a recuperação médica. Com a classificação continental garantida pela vitória de setembro, o cronograma esportivo imediato fica inteiramente voltado aos cuidados físicos.

A equipe multidisciplinar do COB e a própria nadadora ainda não estabeleceram uma data exata para o retorno oficial de Ana Marcela Cunha às piscinas ou às disputas em mar aberto. O avanço da cicatrização determinará o início dos treinos funcionais ao longo dos primeiros meses do próximo ano.