Huawei Mate 90 Pro Max suporta três chips e traz bateria de 6.800 mAh
O smartphone Huawei Mate 90 Pro Max chegou ao mercado com uma tecnologia que permite manter três conexões de rede móvel ativas ao mesmo tempo. A estrutura combina dois cartões físicos em formato nano-SIM e uma linha virtual por eSIM funcionando de forma paralela em modo de espera, além de integrar o novo processador Kirin 9050 Pro e uma bateria interna de 6.800 mAh.
Apresentado em Shenzhen na última quinta-feira (1 de outubro de 2026), o dispositivo topo de linha traz um painel OLED com pico de brilho de 12 mil nits e uma câmera telefoto periscópica de 200 megapixels. A novidade sucede a família Mate 80 e reforça a estratégia da companhia de produzir componentes próprios de semicondutores e software para manter a competitividade comercial diante de barreiras comerciais externas.
Como funciona a tripla conexão móvel no Huawei Mate 90 Pro Max?
O sistema de telecomunicação do Huawei Mate 90 Pro Max permite registrar até quatro linhas telefônicas no armazenamento interno, distribuídas em dois compartimentos para chips nano-SIM físicos e dois perfis de eSIM salvos na memória. No entanto, o limite operacional do circuito permite manter apenas três números ativos simultaneamente. Há ainda uma condição imposta pela fabricante: pelo menos duas das três linhas em execução ao mesmo tempo precisam estar vinculadas à mesma operadora de telefonia da China, com o funcionamento pleno do recurso condicionado a uma atualização de software distribuída por rede.
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Processador Kirin 9050 Pro adota arquitetura em três dimensões
Por dentro, o aparelho opera com o processador Kirin 9050 Pro, componente estruturado a partir da arquitetura tridimensional proprietária LogicFolding, identificada pela letra grega Tau. O método empilha conexões verticalmente para contornar limitações de litografia e ampliar a densidade dos circuitos sem depender de maquinário estrangeiro avançado. Sobre o fornecimento das peças, o diretor executivo e presidente da divisão de consumo da Huawei, Richard Yu, declarou que “a capacidade de semicondutores avançados continua muito limitada na China, e os chips de inteligência artificial Ascend da Huawei também utilizam essa mesma capacidade. A capacidade para chips de smartphones permanece restrita, embora o aumento dos preços dos celulares tenha contido os volumes de remessa” (em tradução livre).
Conjunto de câmeras e o módulo óptico avulso Ruiying Z10
Na traseira, o telefone carrega um conjunto de três sensores ópticos liderado por uma câmera principal de 50 megapixels com abertura física variável entre f/1.4 e f/4.0 e estabilização óptica. Uma lente ultrawide de 40 megapixels atua ao lado de uma telefoto periscópica de 200 megapixels dotada de aproximação óptica de quatro vezes.
A fabricante também desenvolveu o acessório externo Ruiying Z10 sob a marca XMAGE. O módulo traz sensor independente de 1 polegada com 50 megapixels e zoom óptico contínuo entre 24 e 240 milímetros, alcançando ampliação de dez vezes com alimentação direta pela conexão do telefone. O acessório é vendido de forma separada e opera exclusivamente nas versões especiais Mate 90 Pro Max Collector’s Edition e Mate 90 RS Ultimate Design, sem compatibilidade com o Pro Max comum. A respeito da proposta, Richard Yu afirmou: “Eu mesmo comprei uma câmera DSLR, que exige pelo menos quatro lentes. Agora, a câmera modular Huawei Ruiying Z10 pode lidar com tudo usando apenas uma câmera” (em tradução livre).
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Especificações técnicas do Huawei Mate 90 Pro Max
- Tela: painel OLED LTPO de 6,9 polegadas, resolução de 2848×1320 pixels e taxa de atualização variável de 1 a 120 Hz
- Processamento: plataforma Huawei Kirin 9050 Pro com arquitetura LogicFolding Tau
- Memória e armazenamento: opções com até 16 GB de RAM e capacidades de 512 GB ou 1 TB
- Bateria: capacidade de 6.800 mAh com suporte a recarga rápida de 100 W por fio e 50 W sem fio
- Construção: certificações IP68 e IP69 contra poeira e água sob pressão, com dimensões de 164,5 por 78,7 por 8,15 milímetros
- Sistema: plataforma HarmonyOS 7.0 instalada de fábrica
Preços das versões e exigências da linha na China
O aparelho estreou no mercado chinês sem divulgação de data de chegada ou valores para lançamento internacional e distribuição comercial no Brasil.
- Huawei Mate 90 Pro Max (12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento): 9.499 yuans (cerca de US$ 1.417) no varejo chinês
- Módulo fotográfico avulso Ruiying Z10: 5.999 yuans (cerca de US$ 895)
- Requisito das três conexões: duas linhas conectadas na mesma operadora e instalação prévia de atualização de software HOTA
- Armazenamento de acessos: até quatro perfis cadastrados (dois chips físicos e dois virtuais), com limite de três em espera
