Início invicto de Xavi na Holanda é apontado como milagre por jornal espanhol
O técnico Xavi Hernández alcançou a marca de quatro jogos sem derrota no comando da seleção da Holanda e divide a liderança do Grupo A2 da Liga das Nações da Uefa com a Grécia, somando oito pontos. O desempenho do treinador espanhol nas primeiras rodadas da competição continental repercutiu na imprensa europeia nesta segunda-feira (5 de outubro de 2026).
A trajetória inicial do comandante foi classificada como um milagre em reportagem publicada pelo jornal esportivo espanhol AS, em texto assinado pelo jornalista Simón Escudero em Madri. A avaliação apontou que a equipe holandesa reencontrou um padrão de estabilidade competitiva que não havia sido estabelecido durante o trabalho do técnico anterior, Ronald Koeman.
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Liga das Nações: campanha de Xavi soma oito pontos e duas vitórias
A estreia oficial do treinador espanhol aconteceu no dia 24 de setembro de 2026, em empate por 1 a 1 diante da Alemanha, equipe dirigida pelo técnico Jürgen Klopp. Desde então, a Holanda disputou mais três confrontos sob a nova comissão técnica, superando a Sérvia em duas oportunidades e empatando um duelo contra a seleção grega na disputa direta pelas primeiras posições da chave continental.
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- Estreia: empate por 1 a 1 contra a Alemanha no dia 24 de setembro de 2026
- Confrontos diretos: duas vitórias conquistadas sobre a Sérvia
- Empate com a Grécia: resultado que manteve as duas seleções empatadas com oito pontos
- Aproveitamento defensivo: gols sofridos em todas as quatro partidas sob o novo comando
Pressão alta com 30 passes consecutivos marca estilo de Xavi na Holanda
Entre as virtudes observadas no início de trabalho do profissional espanhol, a imprensa destacou a evolução no ritmo das partidas, a intensidade da marcação em bloco alto e a rapidez na ocupação dos espaços ofensivos. Uma construção tática específica diante da Sérvia serviu de modelo para a análise: a equipe trocou 30 passes consecutivos durante cerca de um minuto e meio de posse ininterrupta, lance que contou com a participação de todos os dez atletas de linha.
A postura de Xavi fora das quatro linhas também repercutiu de forma favorável entre os torcedores e nos bastidores da federação. Após o empate contra a Grécia, o comandante assumiu publicamente a responsabilidade por ter adotado uma estratégia equivocada no primeiro tempo do jogo, atitude que reduziu o clima de cobranças herdado do ciclo anterior e consolidou o respaldo do grupo ao projeto tático.
Holanda soma 12 partidas consecutivas sofrendo gols e lida com baixas
Apesar do aproveitamento sem derrotas, a crônica espanhola frisou que o setor defensivo holandês permanece vulnerável. A equipe foi vazada em todos os quatro compromissos sob a direção de Xavi Hernández e atingiu uma marca de 12 partidas seguidas sofrendo ao menos um gol, estatística que vinha desde o período em que Ronald Koeman ocupava a função técnica e que segue como a principal fragilidade estrutural do elenco.
O início invicto ocorreu ainda em meio a uma série de desfalques relevantes durante o período de convocações internacionais. A comissão técnica precisou atuar sem peças regulares da formação, como os jogadores Frenkie de Jong, Cody Gakpo, Brian Brobbey, Jan Paul van Hecke e Donyell Malen. O periódico espanhol frisou ainda que a seleção holandesa não conta atualmente com nenhuma grande estrela mundial em seu elenco, fato comprovado pela ausência completa de atletas do país na lista de indicados à Bola de Ouro de 2026.
Primeiro técnico estrangeiro da Holanda desde 1978 enfrenta cobranças locais
Xavi assumiu o posto em agosto de 2026 com a missão de substituir Ronald Koeman, tornando-se o primeiro treinador estrangeiro a dirigir a seleção principal holandesa desde o austríaco Ernst Happel, que comandou o time no ano de 1978. Embora não figurasse como a primeira ou a segunda escolha inicial para o cargo, o técnico espanhol reduziu o ambiente de insatisfação que predominava no futebol local.
A imprensa dos Países Baixos, contudo, mantém um tom analítico sobre a evolução do time e aponta quedas pontuais de rendimento, a exemplo da etapa inicial disputada contra a Sérvia. O veículo de comunicação holandês NOS Sport resumiu a situação ao afirmar que “Xavi não pode fazer mágica”, em tradução livre do espanhol citado pela publicação em Madri, indicando que a organização coletiva ainda carece de ajustes para sustentar a liderança compartilhada do grupo continental.
