Ioiô atravessou milênios até virar mania nacional no Brasil

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Ioiô - juragan lensa manual / shutterstock.com Foto: Ioiô - juragan lensa manual / shutterstock.com

A história do ioiô reúne registros milenares, avanços na física aplicada e um fenômeno comercial que mobilizou milhões de jovens brasileiros. A evolução do brinquedo, analisada em reportagem da jornalista Ester Jacopetti no domingo (4), mostra como artefatos de terracota documentados na Grécia Antiga por volta de 500 a.C. se transformaram em modalidade esportiva e febre cultural.

Evolução mecânica do ioiô e a chegada ao Brasil em 1982

O formato moderno surgiu em 1928, quando o inventor filipino Pedro Flores trocou o nó fixo no eixo por um laço duplo de barbante nos Estados Unidos. A mudança permitiu a manobra do dorminhoco, que viabilizou acrobacias complexas posteriormente comercializadas pelo empresário Donald F. Duncan. No Brasil, essa estrutura explodiu a partir de 1982, quando a fabricante Russell e a Coca-Cola lançaram os modelos Profissional, Super, Master e Galaxy em campanhas com demonstradores profissionais em colégios.

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  • 500 a.C.: registros em cerâmicas gregas preservadas no Museu do Louvre;
  • 1928: introdução do laço duplo por Pedro Flores para manobras de giro livre;
  • 1982: estreia da promoção brasileira com linhas colecionáveis da Russell;
  • 1985: teste da Nasa a bordo do ônibus espacial Discovery na missão STS-51-D.

Testes da Nasa com o ioiô e regras esportivas atuais

O comportamento físico da peça foi examinado fora da Terra em 12 de abril de 1985, durante a missão espacial Discovery no projeto Toys in Space. A experiência comprovou que a ausência de gravidade impede o enrolamento da corda por falta de tração. Hoje, com rolamentos e eixos transaxiais, o objeto é regulamentado pela International Yo-Yo Federation e pela Associação Brasileira de Ioiô.

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