Pessoas idosas recebem orientações oficiais para uso de celulares e serviços digitais

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Idoso com celular - Joédson Alves/Agência Brasil Foto: Idoso com celular - Joédson Alves/Agência Brasil

O Ministério das Comunicações reuniu orientações sobre ferramentas da internet, recursos de acessibilidade em celulares e medidas de prevenção contra golpes para facilitar o cotidiano de pessoas idosas. O informativo detalha o funcionamento de aplicativos de mensagens, chamadas em vídeo, mapas, plataformas bancárias e monitoramento de saúde, além de focar na autonomia de quem utiliza serviços digitais em Brasília e nas cidades brasileiras.

A iniciativa ocorreu por ocasião do Dia Internacional da Pessoa Idosa, celebrado na quinta-feira, 1 de outubro de 2026. O objetivo da publicação é diminuir as barreiras operacionais enfrentadas por esse público ao lidar com tarefas rotineiras, como agendamento de consultas médicas, verificação de rotas de deslocamento e operações financeiras remotas, promovendo a utilização segura das tecnologias disponíveis.

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Quais recursos do celular facilitam o acesso de pessoas idosas?

Os aparelhos móveis contam com ajustes internos de fábrica pensados para suprir limitações motoras ou visuais, sem a necessidade de baixar programas adicionais. Entre os itens mais indicados para adaptação imediata das telas estão a ampliação do tamanho das fontes e o zoom de exibição, que tornam as palavras mais legíveis durante a navegação diária.

Celulares modernos também trazem leitores de tela nativos, recursos de alto contraste e comandos acionados por voz, permitindo que instruções sejam dadas ao sistema sem a obrigatoriedade do toque físico contínuo. Essas funções variam de acordo com a fabricante e o modelo de cada telefone, devendo ser consultadas diretamente no menu de configurações do aparelho para ativação personalizada.

Dados do informativo oficial do Ministério das Comunicações

  • Data da publicação original: quinta-feira, 1 de outubro de 2026, às 18h07
  • Origem institucional: Ministério das Comunicações, em Brasília
  • Republicação federal: Agência Gov, na sexta-feira, 2 de outubro de 2026, às 09h00
  • Principais eixos temáticos: comunicação digital, acessibilidade nativa e segurança contra fraudes

Cuidados práticos para evitar fraudes em mensagens e serviços bancários

O público idoso é afetado diretamente por tentativas de estelionato eletrônico e deve redobrar a atenção ao manusear mensagens eletrônicas e aplicativos financeiros. A orientação técnica do governo estabelece que o cidadão precisa desconfiar imediatamente de links remetidos por contatos desconhecidos, pedidos repentinos de senhas ou dados bancários e comunicações que imponham caráter de urgência ou prometam vantagens financeiras extraordinárias.

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Antes de fornecer qualquer informação pessoal, o usuário deve procurar a instituição responsável por meio dos canais oficiais de atendimento, como agências físicas ou números telefônicos conhecidos. Ao recorrer a certidões ou documentos em formato digital, a pasta recomenda verificar com antecedência se o órgão recebedor aceita a versão eletrônica, além de priorizar o download de aplicativos unicamente nas lojas virtuais oficiais dos sistemas operacionais.

Acesso à rede cresce no país mas esbarra na falta de habilidade digital

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou que 74,5% dos idosos com mais de 60 anos tinham acesso à internet no Brasil em 2025. Esse percentual demonstra um avanço expressivo na conexão da faixa etária mais velha nos últimos anos, embora o grupo ainda concentre índices elevados de dependência de terceiros para tarefas virtuais complexas.

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Entre a parcela da população idosa que permanece desconectada da rede no país, 66,5% afirmam que a ausência de habilidade com ferramentas digitais é o principal motivo para a exclusão, superando o custo de aparelhos ou a falta de sinal. Obstáculos relacionados a interfaces pouco amigáveis, sistemas de reconhecimento biométrico facial e baixos índices de letramento digital ainda mantêm os mais velhos como a camada populacional com menor inclusão tecnológica autônoma.

Para atenuar essas dificuldades estruturais no atendimento estatal, a Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 557/26, de autoria do deputado federal Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). O texto propõe alterações diretas no Estatuto da Pessoa Idosa para obrigar órgãos governamentais a fornecerem assistência presencial ou suporte humano remoto em canais eletrônicos, sob a justificativa de que “o avanço tecnológico não pode resultar em exclusão institucional ou discriminação indireta da pessoa idosa”. A proposta segue em tramitação nas comissões temáticas da Câmara.

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