Espaçonave Cygnus XL se despede da Estação Espacial Internacional com transmissão ao vivo da Nasa

Espaçonave de carga Cygnus XL da Northrop Grumman - NASA

Espaçonave de carga Cygnus XL da Northrop Grumman - NASA

A espaçonave não tripulada Cygnus XL da Northrop Grumman encerra nesta sexta-feira (9) sua permanência na Estação Espacial Internacional, após seis meses acoplada ao laboratório orbital. A partida conclui a missão de reabastecimento comercial CRS-24, realizada sob contrato da Nasa, com manobra exibida em tempo real pelos canais oficiais da agência espacial norte-americana.

A separação do complexo ocorre a partir da movimentação do braço robótico Canadarm2, que soltará o veículo do módulo Unity às 13h45 no horário de Brasília (12h45 no fuso horário da costa leste dos Estados Unidos). Segundo comunicado oficial da Nasa, em tradução livre, “controladores de voo em solo enviarão comandos para o braço robótico Canadarm2 da estação espacial desacoplar a espaçonave Cygnus XL da porta voltada para a Terra do módulo Unity e manobrá-la até a posição para liberação”.

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Manobra da Cygnus XL terá suporte robótico e supervisão em órbita

Os comandos para a soltura mecânica partem diretamente do centro de controle de voo em solo, sem necessidade de intervenção física externa dos tripulantes. A agência espacial informou que o astronauta da Nasa Luke Delaney, engenheiro de voo da Expedição 75, ficará encarregado de monitorar visualmente todo o processo de desatracação a bordo do laboratório orbital, checando os parâmetros de afastamento seguro.

A cobertura ao vivo dos procedimentos operacionais começa às 13h30 no horário de Brasília (12h30 EDT). A transmissão das manobras da espaçonave pode ser acompanhada nas plataformas de streaming Nasa+, Amazon Prime, no portal oficial do órgão norte-americano e no canal mantido pela instituição no YouTube.

Missão CRS-24 levou cinco toneladas de carga científica e suprimentos

Lançada em 11 de abril de 2026 da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, a bordo de um foguete Falcon 9 da SpaceX, a cápsula transportou mais de 11.000 libras de suprimentos, experimentos científicos e equipamentos operacionais para a tripulação, volume equivalente a aproximadamente 5.000 quilos de mantimentos técnicos e laboratoriais.

Esta operação representou o segundo voo da variante ampliada Cygnus XL, modelo construído pela fabricante para oferecer maior volume interno pressurizado e capacidade superior de transporte de carga útil quando comparado às versões anteriores da série Cygnus. Ao longo do semestre em que permaneceu integrada à estrutura da estação, a nave também utilizou seus motores propulsores próprios para efetuar manobras periódicas de elevação de altitude do complexo espacial, auxiliando na manutenção da estabilidade da órbita terrestre baixa.

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Cronograma de despedida e descarte da espaçonave Cygnus XL

  • Sábado, 11 de abril de 2026: decolagem da missão CRS-24 a bordo de foguete Falcon 9 na Flórida
  • Terça-feira, 6 de outubro de 2026: publicação das diretrizes operacionais de desatracação pela assessoria de imprensa da agência espacial
  • Sexta-feira, 9 de outubro de 2026, às 13h30: início da transmissão oficial em vídeo das etapas de desconexão
  • Sexta-feira, 9 de outubro de 2026, às 13h45: acionamento do braço Canadarm2 para liberação do veículo cargueiro
  • Domingo, 11 de outubro de 2026: execução das queimas orbitais para reentrada destrutiva da nave na atmosfera

Destino final da Cygnus XL prevê desintegração atmosférica

Diferente de cápsulas projetadas para recuperação intacta no solo ou no oceano, os veículos da frota Cygnus são desenhados para servir de plataforma de incineração ao término de suas operações logísticas. Após a desatracação das escotilhas principais, o compartimento interno do veículo foi preenchido com milhares de quilos de resíduos, detritos operacionais e materiais de descarte acumulados pelos astronautas durante os experimentos científicos recentes.

A fase final do ciclo de voo está agendada para domingo, 11 de outubro de 2026, quando a nave acionará deliberadamente seus motores para perder velocidade orbital e mergulhar em ângulo acentuado na camada densa da atmosfera terrestre. O atrito em alta velocidade provocará a incineração completa e controlada da estrutura metálica e dos descartes contidos em seu interior, sem que haja cobertura ou imagens transmitidas pela Nasa durante esse evento.

As coordenadas exatas da área oceânica designada para a eventual precipitação de pequenos fragmentos que resistam à fricção térmica da reentrada ainda não foram confirmadas pelas autoridades responsáveis pela trajetória orbital.