Mangueira de gás tem validade de cinco anos e exige troca mesmo sem desgaste

Gás de Cozinha Foto: Gás de Cozinha - Foto: M-Production/istock

A mangueira de gás de PVC para botijão possui validade máxima de cinco anos contados a partir da data de fabricação e exige substituição periódica mesmo quando não apresenta fissuras externas. O prazo segue as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e a regulamentação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), já que o material plástico endurece internamente ao longo dos anos e perde a capacidade de suportar a pressão do combustível.

A perda gradual de flexibilidade eleva o risco de escapes em cozinhas residenciais, potencializada pela proximidade contínua com fontes de calor e resíduos gordurosos. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, a vida útil estipulada em cinco anos também se aplica obrigatoriamente ao regulador de pressão fixado na válvula do recipiente.

Identificação e normas técnicas da mangueira de gás NBR 8613

O produto certificado pelo poder público exibe características padronizadas para facilitar a inspeção visual e evitar a compra de materiais clandestinos no comércio. Os dados de fabricação e o prazo final de uso vêm gravados diretamente sobre o revestimento da tubulação flexível.

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auxílio gás
Foto: auxílio gás – Foto: Salamahin/Shutterstock.com
  • Comprimento restrito à faixa entre 0,80 metro e 1,25 metro, sendo vendida pronta para uso e proibida em rolos para corte avulso;
  • Corpo transparente acompanhado por tarja amarela contínua com a inscrição da norma ABNT NBR 8613;
  • Gravação da marca do fabricante e indicação da vida útil com a sigla VAL seguida do ano de expiração;
  • Selo de conformidade do Inmetro gravado com número de registro repetido em intervalos de até 60 centímetros;
  • Adequação à pressão nominal de trabalho de 2,8 kPa para instalações domésticas de baixa pressão.

Riscos de emendas e instalação irregular da mangueira de gás

A montagem doméstica exige distanciamento adequado das fontes diretas de combustão. A tubulação não pode ser instalada por trás do forno do fogão nem ser embutida no interior de paredes ou pisos de alvenaria, locais em que eventuais vazamentos acumulariam gás em pontos fechados.

O aumento artificial da extensão por meio de conexões improvisadas também é vetado pelas diretrizes de segurança vigentes em território nacional. “O tamanho da mangueira também não pode ser aumentado, então nem pense em fazer extensões juntando várias delas. “Gambiarras” não combinam com GLP”, alertou a corporação militar estadual. O Inmetro regulamentou os requisitos de avaliação da conformidade desses tubos plastificados por meio da Portaria nº 247, editada em 2021.

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Prevenção contra acidentes e alerta para golpe da mangueira de gás

A checagem pós-instalação requer a aplicação de espuma de água com sabão sobre as conexões e abraçadeiras metálicas com o auxílio de uma esponja. Caso bolhas comecem a se expandir na superfície úmida, a passagem de gás liquefeito de petróleo deve ser fechada imediatamente. O emprego de fósforos, isqueiros ou chamas expostas para testar a vedação é proibido pelos órgãos técnicos pelo risco iminente de combustão súbita e deflagração de incêndio.

Em caso de escape que não cesse após o fechamento do regulador, a orientação oficial é remover o botijão para uma área ventilada ao ar livre e acionar o Corpo de Bombeiros Militar pelo telefone de emergência 193. O Inmetro adverte ainda que seus agentes não executam vistorias em domicílio nem realizam a venda ou troca de componentes em imóveis residenciais, sendo inverídicas abordagens de cobrança feitas em portas de residências.

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