Satélites registram mancha gigante de algas na Nova Zelândia

mancha verde que apareceu perto da Nova Zelândia - NASA Goddard / Youtube

mancha verde que apareceu perto da Nova Zelândia - NASA Goddard / Youtube

Satélites meteorológicos identificaram uma imensa mancha espiralada em tons de verde e azul ao redor das Ilhas Chatham, arquipélago situado a 800 quilômetros a leste da Nova Zelândia. O fenômeno marinho mediu cerca de 200 quilômetros de comprimento por 120 quilômetros de largura e corresponde a uma proliferação biológica de microalgas, descartando qualquer suspeita inicial de derramamento de óleo ou contaminação química industrial.

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A estrutura circular foi captada pelos sensores espaciais em 10 de janeiro de 2026. “A florada circular na foto foi uma das maiores das últimas décadas”, afirmou Harry Baker, repórter sênior da Live Science, em tradução livre, sobre o evento biológico no oceano.

Relevo submarino do Chatham Rise impulsiona algas

A explosão biológica decorre da topografia do Chatham Rise, uma cordilheira submarina que força o encontro entre massas de água fria subantártica, carregadas de macronutrientes, e correntes subtropicais aquecidas que contêm ferro. Esse turbilhão fertiliza a coluna d’água durante o verão no hemisfério sul. “A água bem misturada, somada às longas horas de luz solar, pode impulsionar as populações de fitoplâncton”, informou o NASA Earth Observatory, em tradução livre. A coloração azul-turquesa leitosa vem dos cocolitofóreos, algas microscópicas que possuem placas externas de carbonato de cálcio reflexivas.

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O ecossistema local atua historicamente como um dos polos pesqueiros e berçários marítimos mais férteis do território neozelandês. A biomassa sustenta populações de lagostas, bacalhau-azul e pāua, um molusco abalone nativo, além de mamíferos marinhos e baleias. Eventos semelhantes no mesmo platô submarino foram documentados pela agência espacial norte-americana nos verões austrais de novembro de 2008 e dezembro de 2009. A fase mais intensa durou três semanas antes de se dispersar rumo ao leste.

Cronologia e dados técnicos dos satélites nas Ilhas Chatham

  • 10 de janeiro de 2026: sensor OLCI do Sentinel-3 capta a formação 1h30 antes do sensor VIIRS do NOAA-20.
  • 16 de janeiro de 2026: NASA Earth Observatory divulga o registro como imagem do dia com análise de Lauren Dauphin.
  • 10 ilhas: total de ilhas do arquipélago, sendo apenas Chatham e Pitt habitadas permanentemente.

Cientistas ainda não determinaram a proporção exata entre os gêneros de microalgas que compuseram a massa vegetal, pois não houve coleta laboratorial presencial contínua durante a dispersão das correntes marítimas.

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