Bolsa Família eleva adicional da primeira infância para R$ 173: datas de pagamentos

Bolsa Família - Lyon Santos/ MDS Foto: Bolsa Família - Lyon Santos/ MDS

O programa Bolsa Família começou a aplicar em outubro de 2026 o valor reajustado de R$ 173 por criança de zero a sete anos incompletos pelo Benefício Primeira Infância. Com a correção financeira, o piso nacional garantido para cada família cadastrada subiu de R$ 600 para R$ 691 por mês em todo o país.

A atualização decorre da aplicação de um índice geral de 15,04% sobre as parcelas do programa de transferência de renda, medido pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou que “a atualização dos valores contribui para manter a capacidade de proteção de renda do programa e assegurar às famílias condições para atender necessidades essenciais.”

Decreto federal fixa recomposição de 15,04% para o Bolsa Família

Calendario Bolsa Familia
Foto: Calendario Bolsa Familia

A alteração nos valores dos benefícios foi oficializada pela publicação do Decreto nº 13.120 em edição extra do Diário Oficial da União, ocorrida em 17 de setembro de 2026. A medida estabeleceu a recomposição das quantias com base na inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, sendo esta a primeira revisão das faixas financeiras desde a sanção da Lei nº 14.601 em 2023, que reestruturou as diretrizes do programa e autorizou revisões periódicas em intervalos de até vinte e quatro meses.

Com a nova tabela tarifária, o repasse individual por integrante familiar, chamado de Benefício de Renda de Cidadania, foi corrigido de R$ 142 para R$ 164. Já o Benefício Variável Familiar, concedido para lares que possuem gestantes, mães em fase de amamentação ou jovens com idade entre 7 e 18 anos incompletos, passou de R$ 50 para R$ 58 por integrante enquadrado nas condições vigentes. O MDS calcula que, após as correções acumuladas em cada categoria, o benefício médio mensal recebido pelos lares chegue a R$ 777.

Novos valores mensais calculados para o Bolsa Família

Os novos repasses mensais do programa consideram a quantidade de dependentes e os adicionais específicos aos quais cada núcleo tem direito:

  • Benefício Primeira Infância: R$ 173,00 mensais por dependente de zero a sete anos incompletos
  • Piso familiar mínimo: R$ 691,00 mensais garantidos para o núcleo cadastrado
  • Benefício de Renda de Cidadania: R$ 164,00 mensais pagos por integrante da família
  • Benefício Variável Familiar: R$ 58,00 mensais por gestante, nutriz ou dependente de 7 a 18 anos incompletos
  • Estimativa do benefício médio nacional: R$ 777,00 mensais por grupo familiar
  • Limite de renda per capita: R$ 218,00 mensais por pessoa para ingresso e permanência no programa

Regras de renda e composição do Bolsa Família na folha de outubro

A composição do valor final liberado aos segurados depende diretamente do número de membros e das idades informadas pelos responsáveis familiares. Na prática, um grupo doméstico que possua duas crianças na faixa etária do Benefício Primeira Infância acumula R$ 346 somente por meio desse adicional específico. Esse montante soma-se aos demais benefícios cabíveis, assegurando que o total recebido nunca fique abaixo do piso estipulado em R$ 691 por mês.

O acesso ao Bolsa Família continua restrito aos lares com renda per capita de até R$ 218 mensais. Para a manutenção e o cálculo correto das parcelas complementares da infância e da juventude, o governo federal exige que os cadastros estejam estritamente regularizados no Cadastro Único para Programas Sociais. Eventos rotineiros como o nascimento de dependentes, mudanças de domicílio ou alterações no rendimento devem ser obrigatoriamente comunicados nos postos de atendimento municipais para evitar bloqueios operacionais na folha.

A legislação do programa prevê a destinação do adicional da primeira infância a cada indivíduo que atenda aos critérios biológicos de idade registrados no sistema oficial. Publicações e notas esparsas chegaram a apontar a existência de um teto limitador de duas crianças para o recebimento do benefício de R$ 173, contudo os textos vigentes da Lei nº 14.601 e do Decreto nº 13.120 não estipulam essa restrição numérica, mantendo a concessão orientada à presença de dependentes elegíveis no núcleo familiar.

Calendário de liberação do Bolsa Família a partir de 19 de outubro

Os depósitos da folha de outubro de 2026 contemplando as quantias reajustadas ocorrem de forma escalonada, organizada de acordo com o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) do responsável familiar. Os pagamentos começam no dia 19 de outubro para os beneficiários com NIS final 1 e seguem em dias úteis até o encerramento do cronograma no dia 30 de outubro de 2026, quando recebem os titulares com NIS final 0.

As famílias atendidas podem checar os extratos, os valores consolidados da folha e a data exata de liberação do crédito por meio dos canais oficiais do governo federal, como os aplicativos oficiais do Bolsa Família e do Cadastro Único, além do atendimento telefônico pelo Disque Social do Ministério do Desenvolvimento Social pelo número 121 ou pela central da Caixa Econômica Federal no número 111. A consulta prévia indica os valores detalhados de cada cota e confirma se a parcela de R$ 173 já consta autorizada para o saque bancário.

O encerramento do calendário de transferências no dia 30 de outubro conclui o primeiro ciclo nacional de repasses efetuado sob os novos índices fixados pelo governo federal em 2026.

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