Dieta nórdica reduz risco de morte em até 6% ao longo de 24 anos

Dieta Mediterrânea - from my point of view/Shutterstock.com Foto: Dieta Mediterrânea - from my point of view/Shutterstock.com

A adesão à dieta nórdica saudável está associada a uma redução de 4% a 6% no risco de morte por todas as causas em um período de 24 anos, segundo estudo divulgado na quarta-feira (7). Os resultados foram publicados no periódico The American Journal of Clinical Nutrition a partir de uma emulação de ensaio clínico com dados de 64.406 adultos e idosos suecos.

O modelo estatístico apontou que seguir estritamente o padrão alimentar nórdico reduz em 4% a probabilidade de óbito quando comparado às diretrizes nutricionais regionais e em 6% na comparação com um cenário sem qualquer intervenção dietética.

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Como a dieta nórdica se diferencia de outros padrões alimentares?

dieta mediterrânea - monticello/Shutterstock.com
Foto: dieta mediterrânea – monticello/Shutterstock.com

O modelo alimentar nórdico funciona como uma versão de clima frio da dieta mediterrânea ao priorizar ingredientes comuns ao norte da Europa, substituindo produtos característicos de regiões quentes por alternativas locais de alto valor nutricional. Em vez do azeite de oliva e de frutas cítricas, o padrão enfatiza o consumo regular de óleo de canola, grãos integrais como centeio e aveia, repolho, raízes, maçãs, peras, frutas vermelhas e peixes gordurosos como o salmão. A estrutura busca manter o foco em gorduras insaturadas e fibras, oferecendo maior viabilidade prática para populações que já têm acesso fácil a esses itens na sua agricultura e pesca.

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“Para quem vive no norte da Europa, como no Reino Unido, essa forma mais nórdica de comer pode ser mais fácil de manter do que a dieta mediterrânea, visto que muitos ingredientes já são cultivados localmente e familiares”, afirmou o pesquisador Michael Fridén, autor principal do estudo e pós-doutorando na Universidade de Aarhus e no Steno Diabetes Center Aarhus, em tradução livre.

Dados do estudo da Universidade de Aarhus

  • Publicação científica: The American Journal of Clinical Nutrition em 7 de outubro de 2026
  • Amostra analisada: 64.406 adultos de meia-idade e idosos na Suécia
  • Tempo simulado de acompanhamento: 24 anos
  • Redução de mortalidade frente à ausência de intervenção: 6%
  • Redução de mortalidade frente às diretrizes nórdicas de 2023: 4%
  • Pesquisadores responsáveis: Michael Fridén e Daniel Borch Ibsen

Atualização das diretrizes de 2023 e histórico de pesquisas

Em 2023, governos dos países nórdicos publicaram a atualização das Recomendações Nutricionais Nórdicas, conhecidas pela sigla NNR23, que integraram metas de sustentabilidade ambiental às orientações convencionais de saúde pública para a população. Ensaios clínicos conduzidos anteriormente na Suécia já haviam apontado que padrões alimentares regionais ricos em grãos integrais e gorduras poli-insaturadas diminuem o acúmulo de gordura no fígado e promovem melhorias sensíveis em marcadores cardiometabólicos de voluntários diagnosticados com pré-diabetes ou diabetes tipo 2.

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Limitações sobre doenças hepáticas na pesquisa de 24 anos

Apesar dos indicativos favoráveis sobre a longevidade global, o trabalho conjunto liderado por Michael Fridén e pelo professor associado Daniel Borch Ibsen não identificou redução clara na incidência de desfechos hepáticos graves, conhecidos pela sigla técnica MALO, na comparação direta com as diretrizes alimentares de 2023. A metodologia aplicada consistiu em uma emulação de ensaio clínico baseada em modelos matemáticos e pressupõe que as escolhas nutricionais se manteriam estáveis durante duas décadas e meia, hipótese que demanda confirmação em investigações futuras.

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