O monitoramento de balneabilidade das praias do litoral de São Paulo apontou 86 locais impróprios para banho antes do feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, celebrado na segunda-feira, 12 de outubro de 2026. O resultado representa quase metade dos 175 pontos avaliados periodicamente no litoral do estado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que atualizou o mapeamento na quinta-feira (8).
A maior concentração de trechos não recomendados aos banhistas está localizada na Baixada Santista, que registrou 61 praias impróprias, enquanto o Litoral Norte contabilizou outros 25 pontos com restrições sanitárias. As cidades de Itanhaém e Praia Grande lideram os índices de contaminação nesta amostragem, somando 12 áreas inadequadas para contato primário com a água em cada município.
Acompanhe: Avião monomotor cai no pátio do Metrô BH e piloto morre em Minas Gerais
Distribuição das praias impróprias no litoral paulista
A lista divulgada pelo órgão ambiental atinge faixas de areia espalhadas por 13 municípios das duas regiões litorâneas do estado. As restrições de balneabilidade estão distribuídas entre as cidades de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela, no Litoral Norte, além de Bertioga, Guarujá, Cubatão, Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe, na Baixada Santista.
Entre os locais monitorados na amostragem semanal com sinalização de bandeira vermelha pela companhia ambiental constam pontos de grande movimentação de frequentadores, a exemplo do trecho próximo ao morro em São Lourenço, duas áreas da Enseada nos acessos pela Estrada de Pernambuco e pela Avenida Santa Maria, além da praia de Pitangueiras nas proximidades da Avenida Puglisi e da Rua Silvia Valadão, ao lado do Balneário São João Batista.
Cetesb avalia indicadores microbiológicos da água do mar
Para definir a classificação de balneabilidade adotada oficialmente desde 2001, a Cetesb aplica os critérios estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). O procedimento técnico analisa a densidade de micro-organismos indicadores de poluição fecal, utilizando coliformes termotolerantes, a bactéria Escherichia coli e os enterococos. Em águas marinhas, o parâmetro determinante é a concentração de enterococos, micro-organismos que revelam contaminação decorrente do lançamento de esgoto sanitário quando superam os patamares previstos nas normas ambientais.
Acompanhe: Falsas casas de apostas retêm saques via Pix e cobram taxa indevida
O índice não decorre de uma verificação isolada, mas de um ciclo contínuo de avaliação laboratorial estruturado pela companhia para identificar a permanência dos poluentes na orla. As equipes técnicas recolhem amostras de água doce e salgada ao longo de cinco semanas consecutivas para estabelecer se uma praia recebe a bandeira verde, de própria para banho, ou a bandeira vermelha, de imprópria. Casos de derramamento de óleo combustível, floração de algas potencialmente tóxicas, fenômenos de maré vermelha e episódios documentados de doenças de veiculação hídrica também geram a imediata desqualificação da praia para os banhistas.
Riscos de infecções e cuidados para banhistas
O contato direto com a água do mar classificada como imprópria expõe turistas e moradores a agentes patogênicos associados a dejetos fecais. Os principais quadros clínicos diagnosticados em pessoas que utilizam praias com índices elevados de enterococos envolvem infecções gastrointestinais, como gastroenterites acompanhadas de diarreia e vômitos, além de infecções na pele, nos olhos e no conduto auditivo. Banhistas que apresentarem sinais persistentes de intoxicação ou irritação cutânea devem buscar atendimento médico nas unidades municipais de saúde.
- 86 praias estão impróprias para banho no litoral paulista
- 175 pontos são monitorados semanalmente pelas equipes técnicas
- 61 locais impróprios estão situados em municípios da Baixada Santista
- 25 pontos com bandeira vermelha ficam na região do Litoral Norte
- 12 praias impróprias concentram-se em Itanhaém e outras 12 na Praia Grande
- 5 semanas seguidas de coleta compõem o ciclo de análise microbiológica
Comparativo com levantamentos anteriores da Cetesb
O volume de 86 pontos inadequados para recreação representa uma leve redução no comparativo direto com a semana imediatamente anterior à divulgação do boletim. No fechamento da semana passada, o órgão ambiental havia identificado 89 praias com água imprópria em todo o litoral do estado de São Paulo, mantendo um patamar elevado de poluição costeira às vésperas do deslocamento de visitantes para o recesso prolongado.
A Cetesb não confirmou se as precipitações registradas no início da semana nas regiões de serra atuaram como o fator preponderante para a alteração na qualidade da água de cada um dos 86 pontos específicos. O próximo boletim semanal com a atualização do mapa e das bandeiras de balneabilidade das praias paulistas está programado para quinta-feira, 15 de outubro de 2026.
Leia também: PF prende homem com R$ 350 mil em mochilas após perseguição na Aldeota
