A Polícia Militar Ambiental resgatou 81 aves e prendeu um foragido da Justiça durante a interrupção de um torneio clandestino de canto de pássaros em Praia Grande, no litoral de São Paulo. A operação policial realizada neste domingo (11) desarticulou o evento ilegal de criadores amadores e resultou na aplicação de R$ 81 mil em penalidades administrativas aos participantes identificados no local.
A intervenção foi conduzida por equipes do 3º Batalhão de Polícia Ambiental, unidade responsável pelo policiamento florestal e marítimo na Baixada Santista, que contaram com o apoio operacional de policiais do 45º Batalhão de Polícia Militar do Interior (45º BPM/I). As equipes se deslocaram até o imóvel após o recebimento de denúncias anônimas que apontavam a realização da disputa competitiva de aves sem qualquer autorização dos órgãos competentes.
Ao entrarem no espaço em Praia Grande, os policiais militares ambientais flagraram a concentração de criadores e gaiolas organizadas para as disputas de canto. Durante o trabalho inicial de triagem e contenção, os policiais abordaram e fiscalizaram 41 pessoas presentes no recinto. A vistoria identificou diversos espécimes silvestres mantidos em condições irregulares, incluindo aves sem as anilhas oficiais de identificação individual e outras com registros que apresentavam desconformidades administrativas graves perante os cadastros estaduais e federais.
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Tentativa de fuga e captura de procurado pela Justiça em Praia Grande
A aproximação das viaturas policiais causou tumulto imediato entre os frequentadores do evento clandestino, levando dois homens a tentarem escapar da abordagem oficial por rotas distintas. Um dos suspeitos, que estava com mandado de prisão em aberto expedido pelo Poder Judiciário, tentou arremessar uma gaiola contra os policiais para abrir passagem, sofreu um corte no braço no momento da reação e acabou imobilizado e detido pelas equipes.
O segundo homem envolvido na tentativa de fuga possui um extenso histórico criminal, com passagens policiais anteriores que incluem acusação por homicídio. Para escapar do cerco, ele subiu nas coberturas dos imóveis vizinhos e correu sobre os telhados, mas a estrutura cedeu, provocando uma queda em que ele fraturou o pé. Em razão dos ferimentos decorrentes das tentativas de fuga, ambos os homens foram socorridos sob custódia e levados a uma unidade de pronto-socorro do município para atendimento médico.
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O homem procurado pela Justiça permaneceu detido e à disposição das autoridades judiciais logo após receber os cuidados hospitalares necessários. As corporações policiais que atuaram na operação não divulgaram publicamente a identidade ou as idades dos dois indivíduos feridos, tampouco informaram o bairro exato ou o endereço de Praia Grande onde ocorriam as disputas clandestinas de canto de pássaros.
Multas de R$ 81 mil e autuações do 3º Batalhão Ambiental
Durante os procedimentos de fiscalização documental e sanitária das aves encontradas no torneio, os policiais militares do 3º Batalhão lavraram 40 autos de infração ambiental contra participantes flagrados com irregularidades. A soma das penalidades pecuniárias aplicadas no local atingiu o total de R$ 81 mil. Entre os problemas constatados pelos agentes estavam a guarda de passeriformes sem anilhas de identificação, a manutenção de espécimes em desacordo com as declarações de criador amador e a promoção de aglomeração de fauna sem autorização prévia.
A realização de torneios e a manutenção de espécies da fauna silvestre em cativeiro exigem autorização expressa do órgão ambiental e cadastro regular no Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros (Sispass). O descumprimento dessas regras configura tanto infração administrativa quanto crime ambiental contra a fauna. O balanço das apreensões foi oficializado pela corporação na segunda-feira, 12 de outubro de 2026. Todas as 81 aves foram apreendidas pela fiscalização, mas a polícia não informou a destinação final dos animais após a operação.
