Uma arara foi encontrada morta no telhado de uma casa na Vila Alba, em Campo Grande, na tarde de 22 de agosto de 2026. O incidente causou comoção na moradora Elisângela Lima, que tem uma relação diária com as aves há 15 anos, e levanta preocupações sobre a segurança da fauna local.
Descoberta chocante em Campo Grande mobiliza moradora
A descoberta da arara sem vida foi feita por um trabalhador de uma obra vizinha, que alertou Elisângela. Ele relatou ter visto a ave agonizando durante a manhã antes de encontrá-la no telhado. O homem prestou auxílio à moradora para remover o animal do local.
Elisângela, que reside na região há mais de uma década e meia, se mostrava abalada ao ver a ave que visitava seu lar diariamente em busca de alimento. As araras são uma presença constante em seu quintal, atraídas por frutas como coco e goiaba que ela cultiva.
Suspeita de disparo e a ligação com as visitas diárias da ave
A moradora suspeita que a arara tenha sido vítima de um disparo, possivelmente de uma arma de chumbinho. Durante o registro em vídeo do animal encontrado, Elisângela levantou a hipótese do ferimento, mas não soube indicar a origem do tiro.
“Foi um tiro, não sei se foi espingarda ou se foi chumbinho”, afirmou Elisângela sobre o ferimento encontrado na ave. A suspeita reforça a preocupação com a violência contra os animais selvagens que habitam a área urbana.
Preocupação crescente com a morte de outras aves na região
Elisângela também compartilhou que moradores da vizinhança relataram ter encontrado outras aves mortas recentemente. Uma mensagem circulando em um grupo local de vizinhos indicava que uma arara diferente havia sido encontrada sem vida dias antes.
A possibilidade de que a morte desta arara não seja um caso isolado intensifica a apreensão na comunidade. “O que mais preocupa é que soube que esta seria a terceira arara encontrada morta na região da Júlio de Castilho, na Vila Alba. Não parece ser um caso isolado”, expressou a moradora, demonstrando sua angústia com a situação.
A rotina interrompida das araras e a ligação emocional com os habitantes
A relação da moradora com as araras é um ponto de destaque na sua rotina. Ela mantém coqueiros e goiabeiras no quintal, que são pontos de parada habituais para as aves se alimentarem. Além disso, as araras costumavam ficar em um coqueiro na esquina da residência.
“Moro há 15 anos e minha alegria são as araras. Elas eram meu xodó e faziam parte do meu dia a dia. Então hoje amanheceu um silêncio que você nem imagina”, desabafou Elisângela, sublinhando o impacto emocional da perda para ela e sua família, que consideravam as aves parte integrante de seu cotidiano.
Órgãos de segurança e o processo para retirada do animal ferido
Após encontrar a arara morta, Elisângela entrou em contato com a Polícia Militar e informou a Polícia Militar Ambiental (PMA) por mensagem. Segundo a moradora, ela foi orientada a acionar a Solurb para realizar a remoção do animal.
Questionamentos sem respostas sobre a causa da morte da arara
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa da morte da arara, nem informações se algum órgão competente realizou perícia para identificar o que provocou o óbito. A Polícia Militar foi procurada para comentar as medidas a serem adotadas no caso, mas não houve retorno. A falta de informações concretas mantém o mistério e a preocupação em torno do incidente.
