Os jogos em mídia física da Nintendo continuarão a ser lançados regularmente para o console Nintendo Switch 2. A garantia foi dada em São Paulo pelo vice-presidente e gerente-geral da empresa para a América Latina, Bill van Zyll, durante participação na feira Brasil Game Show 2026, no domingo (11). O executivo enfatizou que a fabricante japonesa respeita o comportamento do público e mantém sua estratégia híbrida de distribuição comercial.
“Historicamente, nós não temos preferência por um formato específico. Levamos as preferências dos consumidores muito em consideração. Também temos uma plataforma que acabou de ser lançada. Estamos há pouco mais de um ano com o Nintendo Switch 2, e ele oferece tanto jogos digitais quanto físicos. Portanto, não temos planos de abandonar a mídia física. Sabemos o quanto os fãs também gostam dela”, afirmou Van Zyll em entrevista a Rodrigo Coelho, criador do canal Coelho no Japão.
Preferência regional por jogos da Nintendo no Brasil
A demanda pelos cartuchos tradicionais apresenta força desproporcional entre os consumidores brasileiros e dos demais países do continente sul-americano. Van Zyll explicou que a prática de colecionar os produtos em caixas, a facilidade de transferir ou emprestar os títulos para amigos e familiares e o mercado ativo de revenda entre particulares mantêm o interesse aquecido no território nacional, mesmo quando os custos de importação elevam a tabela cobrada nas lojas.
“Certamente temos uma tendência maior para a mídia física, não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina. Existe uma preferência por ela. Isso acontece em outros lugares também, mas é ainda mais forte na América Latina e no Brasil”, declarou o executivo. Van Zyll pontuou ainda que as ferramentas do sistema que facilitam o compartilhamento de compras digitais atendem a outra parcela dos usuários, sem anular o apreço pelas versões palpáveis.
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Mídia física da Nintendo: números de vendas e mercado brasileiro
A força comercial do modelo tradicional e os dados recentes apurados no comércio eletrônico e varejo presencial mostram a dimensão do formato na operação da fabricante japonesa:
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- Cerca de 50% do volume total de jogos vendidos pela Nintendo para seus consoles em todo o mundo ainda corresponde a mídias físicas.
- R$ 100 representam a diferença a mais de preço cobrada pela edição física em relação ao valor da cópia digital do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time no Brasil.
- Cerca de 10 minutos foi o período necessário para que todo o lote inicial de pré-venda da mídia física do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time se esgotasse nas redes brasileiras.
- 1 de junho de 2025 marcou o lançamento global aproximado do console Nintendo Switch 2 no mercado internacional.
- 1 de janeiro de 2028 é a data limite estabelecida pela concorrente Sony para paralisar completamente a produção de discos físicos em novos jogos da linha PlayStation.
Estratégia do Nintendo Switch 2 contra o recuo da Sony
O posicionamento mantido pela empresa japonesa estabelece uma rota oposta à adotada por rivais diretas do setor de entretenimento eletrônico. Enquanto a Sony planeja suspender por completo a fabricação de mídias ópticas em disco a partir de janeiro de 2028, a Nintendo preserva a oferta em prateleira. No ecossistema do Nintendo Switch 2, os jogadores encontram tanto os cartuchos comuns que trazem os arquivos completos gravados internamente quanto os chamados Game-Key Cards, cartões físicos com licenças proprietárias que exigem o descarregamento de dados pela internet antes da execução.
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Apesar da alta procura local verificada nas feiras e no comércio varejista, Van Zyll admitiu a existência de gargalos no transporte, desembaraço e reabastecimento contínuo de estoques nas lojas do Brasil. O executivo informou que a companhia estuda alternativas operacionais e logísticas para aprimorar a distribuição no país nos próximos meses.
