Policiais do 18º BPM confundem ação do Bope e matam subtenente no Rio

O subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), morreu após ser baleado por policiais do 18º Batalhão de Polícia Militar na manhã de domingo, 11 de outubro de 2026. O confronto armado por engano ocorreu na divisa entre os bairros Gardênia Azul e Freguesia, na região de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A equipe do Bope realizava a abordagem de um carro na Rua Guilherme Moreira quando a viatura do 18º BPM se aproximou da ocorrência. Os agentes do batalhão de área alegaram baixa luminosidade no trecho, confundiram a equipe de operações especiais com criminosos e efetuaram disparos contra os militares.

Circunstâncias do tiroteio na Zona Oeste da capital fluminense

A Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro explicou em nota oficial a justificativa dada pelos agentes que atiraram contra a própria corporação. De acordo com o comunicado da instituição, “devido à baixa luminosidade no local, os policiais teriam confundido a abordagem com uma ação criminosa e efetuado disparos contra a equipe”.

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Além do subtenente que faleceu no local, outros cinco policiais militares foram atingidos pelos disparos durante o incidente. O grupo ferido era composto por quatro integrantes do Bope e um militar do 18º BPM, que precisaram de atendimento médico de emergência.

Atendimento aos feridos no Hospital Municipal Lourenço Jorge

A direção do Hospital Municipal Lourenço Jorge, localizado na Barra da Tijuca, informou que seis policiais deram entrada na unidade de saúde após o confronto. Gláucio Marcelo Fonseca da Silva chegou morto ao hospital com ferimentos graves provocados pelos tiros.

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Entre os outros cinco policiais que deram entrada na unidade hospitalar:

  • Dois agentes passaram por procedimentos cirúrgicos de urgência e permaneceram em quadro estável.
  • Três militares receberam alta após avaliação clínica e cuidados médicos.
  • O sargento Leonardo Malaquias, ferido no tiroteio, precisou receber doações de sangue durante a internação.

Trajetória do subtenente Gláucio Marcelo e luto familiar

Gláucio Marcelo Fonseca da Silva tinha 54 anos e atuava há 26 anos na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. O militar deixou três filhos. O subtenente era irmão do sargento Heber Carvalho da Fonseca, também militar, que foi morto em serviço em outubro de 2025 durante a Operação Contenção, nos complexos da Penha e do Alemão.

A perda provocou manifestações da família a respeito das mortes consecutivas dos dois policiais. “Perdi meu esposo em outubro de 2025 e hoje, no mesmo mês, no aniversário da minha filha, recebo a notícia que perdi o meu cunhado. A nossa família não suporta mais tanta dor”, declarou Jéssica Araújo, viúva do sargento Heber e cunhada de Gláucio.

Investigação das polícias e sepultamento no Rio de Janeiro

A dinâmica detalhada do confronto, a quantidade de disparos efetuados no local e a confirmação sobre quem disparou o primeiro tiro ainda não foram concluídas pelas autoridades. A identificação de três dos policiais que sofreram ferimentos também não foi divulgada.

O caso é investigado em conjunto pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), da Polícia Civil, e pela Corregedoria Interna da Polícia Militar, por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (2ª DPJM). Em nota, a corporação afirmou que “o Governo do Estado prestará toda assistência necessária às vítimas e aos seus familiares”. O velório do subtenente Gláucio Marcelo foi marcado para as 13h desta segunda-feira (12), com sepultamento às 16h no Cemitério Jardim da Saudade.