Ciclone extratropical traz temporais e 200 mm de chuva ao Sul

Um novo ciclone extratropical e o avanço de uma frente fria semi-estacionária colocam a Região Sul sob risco de temporais severos com granizo e vendavais. As projeções meteorológicas indicam que o acumulado de precipitação pode alcançar 200 mm entre esta terça-feira (13) e sexta-feira, 16 de outubro de 2026, com maior volume concentrado sobre os estados do Paraná e de Santa Catarina.

O processo de ciclogênese na costa da Região Sul atua associado ao sistema frontal, sustentando a instabilidade em vários municípios. O modelo meteorológico europeu ECMWF aponta volumes de até 60 mm acima da média climatológica semanal em áreas paranaenses e catarinenses, com as regiões Oeste e Noroeste do Paraná apresentando possibilidade de superar 150 mm acumulados durante o episódio de instabilidade.

Chuva no Paraná avança por diferentes regiões até sexta-feira

As precipitações mais pesadas no território paranaense tiveram início nesta terça-feira (13), concentradas nas regiões de Umuarama, Palmital e Sete Quedas do Iguaçu, onde os registros pontuais superam a marca de 100 mm ao longo do dia. O deslocamento da instabilidade altera a distribuição da chuva nos dias subsequentes conforme o sistema avança pelo estado.

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  • Quarta-feira (14): a chuva volumosa se desloca para as regiões de Apucarana e Wenceslau Braz, a faixa de divisa com São Paulo e a Região Metropolitana de Curitiba, com acumulados pontuais acima de 100 mm.
  • Quinta-feira (15): a intensidade da precipitação diminui no Paraná, mas a instabilidade continua ativa de maneira distribuída sobre o território estadual.
  • Sexta-feira (16): novas tempestades ganham força na faixa leste paranaense e catarinense, consolidando o teto de 200 mm de chuva no período.
  • Sábado (17): o sistema de ciclone extratropical alcança a sua consolidação completa na costa do Sul do Brasil.

Instabilidade entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Além do Paraná, tempestades isoladas atingem faixas entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nesses estados, os acumulados previstos podem se aproximar ou superar a marca de 100 mm, com impacto mais acentuado na porção Centro-Leste. As rajadas de vento associadas aos temporais e o risco de queda de granizo exigem atenção constante das áreas sob influência direta da instabilidade.

A intensificação da atividade meteorológica na Região Sul decorre do fortalecimento da corrente de jato subtropical em níveis elevados da atmosfera. Essa configuração, estabelecida sob a influência do fenômeno climático El Niño, cria um corredor de ventos que orienta e potencializa a passagem frequente de frentes frias e ciclones na superfície.

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Massa de ar frio derruba temperaturas na Região Sul

Uma massa de ar frio combinada com a densa cobertura de nuvens impede a elevação térmica e mantém as temperaturas abaixo da média histórica na Região Sul. Esse padrão ameno permanece ativo até segunda-feira (19), data prevista para o término da atuação direta do ar frio sobre os três estados meridionais.

Nas regiões de serra do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além do centro do território gaúcho, as temperaturas mínimas podem atingir 10°C, com marcas matinais inferiores a 15°C em grande parte da Região Sul. No território gaúcho, a presença contínua da nebulosidade restringe o aquecimento durante as tardes, mantendo as temperaturas máximas limitadas a 22°C ao longo dos próximos dias.

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