Paciente invade UPA de Planaltina e agride vigilante com socos

UPA Planaltina - Reprodução / TV Globo Foto: UPA Planaltina - Reprodução / TV Globo

Um vigilante de 53 anos lotado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina, no Distrito Federal, foi agredido por uma paciente de 34 anos na noite de sábado (10). A mulher invadiu a área interna e restrita do local para forçar atendimento médico e atingiu o profissional com socos no rosto e arranhões.

Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a suspeita reagiu contra a equipe de segurança no momento em que foi contida dentro da unidade de saúde. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), órgão responsável pela administração do espaço, informou que a agressão física ocorreu após a mulher demonstrar insatisfação com a ordem de chamada dos pacientes.

Como funciona o atendimento na UPA de Planaltina?

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Foto: upa – Christyam de Lima/Shutterstock.com

De acordo com o posicionamento oficial divulgado pelo Iges-DF sobre o episódio em Planaltina, o fluxo de atendimento médico nas unidades de pronto atendimento não segue a ordem de chegada dos usuários na recepção, mas sim protocolos técnicos de triagem clínica que determinam a urgência de cada caso.

“O Iges-DF repudia qualquer forma de violência, ameaça ou agressão contra os profissionais de saúde e de apoio que atuam em suas unidades […]. O Instituto ressalta que os atendimentos nas UPAs seguem critérios de classificação de risco, que priorizam os pacientes conforme a gravidade do quadro clínico, e não pela ordem de chegada”, declarou o Iges-DF, em nota oficial.

Investigação da PCDF sobre o caso na UPA de Planaltina

Após a contenção da paciente no interior da unidade, a PMDF foi acionada e conduziu os envolvidos para o registro da ocorrência policial. A apuração do caso reúne os seguintes dados de registro:

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  • Data do episódio: 10 de outubro de 2026, no período da noite.
  • Unidade policial responsável: 16ª Delegacia de Polícia, localizada em Planaltina.
  • Tipificações investigadas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF): injúria, vias de fato e lesão corporal.

As identidades do vigilante e da mulher investigada não foram divulgadas pelas autoridades policiais nem pelo Iges-DF. Também não foi informado se a suspeita permaneceu detida na delegacia ou se assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), registro destinado a infrações de menor potencial ofensivo, sendo liberada na sequência.

Histórico de violência em UPAs do DF e cobrança do Coren-DF

O ataque registrado em Planaltina ocorre menos de duas semanas após outro episódio de violência contra trabalhadores da rede pública de saúde do Distrito Federal. Na madrugada de 29 de setembro de 2026, uma técnica de enfermagem foi agredida e enforcada por uma paciente com um cabo de carregador de celular dentro da UPA do Riacho Fundo II.

Diante da repetição de ataques físicos nas unidades de saúde, o presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF), Elissandro Noronha, manifestou cobrança pública por segurança no trabalho. “Até quando a enfermagem terá que suportar a violência no exercício da profissão? Até onde pode chegar a ira de alguém que não conseguiu atendimento? Basta de violência! A enfermagem está na linha de frente para cuidar e também deve ser protegida”, afirmou Noronha.

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O Coren-DF cobrou formalmente do Iges-DF, da Secretaria de Saúde (SES-DF) e do Governo do Distrito Federal (GDF) a aplicação prática de duas normas locais voltadas à proteção das equipes:

  • Lei Distrital nº 7.743/2025: determina a contratação de serviços especializados de vigilância privada nas unidades públicas de saúde.
  • Lei Distrital nº 7.934/2026: cria o Programa de Proteção e Segurança Integral aos Profissionais de Saúde no Distrito Federal.

Enquanto a entidade de classe aguarda a regulamentação das duas leis pelo Executivo local, o inquérito sobre as agressões contra o vigilante segue em andamento na 16ª Delegacia de Polícia.

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