A residência dos pais do empresário Marcos Matsunaga foi invadida por um grupo armado na tarde de quarta-feira (14), no bairro Alto de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O acionamento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da Polícia Militar, resultou em um confronto no imóvel que deixou três suspeitos mortos, um preso e um policial militar ferido.
O tiroteio ocorreu em uma construção voltada ao lazer dentro do próprio terreno da propriedade. Os três homens armados atingidos pelos disparos dos agentes da Rota morreram no local, e suas identidades ainda não foram divulgadas pelas autoridades. Durante a chegada das viaturas, um quarto integrante do grupo, identificado como Rodinei José Moreira Gabira, de 39 anos, correu para os fundos do imóvel e acabou detido sem ferimentos. Segundo as apurações, o suspeito preso é filho de um policial civil e não tem antecedentes criminais.
Um policial militar que participou da operação foi baleado no ombro durante a troca de tiros. O agente, que não teve o nome revelado, foi socorrido e levado ao Hospital das Clínicas, onde permanece internado sem risco de morte.
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Ação na casa da família Matsunaga teve busca por cofre e reféns
De acordo com as investigações policiais, os suspeitos entraram na propriedade em busca de um cofre e todas as vítimas rendidas foram libertadas sem ferimentos graves após a intervenção da Rota. Durante a ação, o grupo ameaçou duas empregadas domésticas e agrediu um motorista da família que chegou ao endereço enquanto o crime estava em andamento. Os funcionários foram trancados em um cômodo da casa principal, de onde um deles conseguiu ligar para a Polícia Militar e pedir socorro. Informações preliminares da corporação apontaram seis pessoas feitas reféns no local, mas o número exato de familiares e empregados abordados não foi detalhado oficialmente.
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O proprietário do imóvel, Mitsuo Matsunaga, pai de Marcos Matsunaga, trabalhava em um escritório localizado no mesmo terreno no momento da invasão, mas não chegou a ser encontrado nem abordado pelo grupo. A filha de Marcos e Elize Matsunaga, que vive com os avós paternos na residência, havia saído em viagem com um familiar antes do assalto e também não estava no endereço.
A Polícia Civil conduz o inquérito para descobrir se os envolvidos tinham conhecimento prévio de que a casa pertencia à família Matsunaga e investiga a possível participação de um quinto suspeito no planejamento do crime ou no apoio à fuga. Outro ponto apurado pelos investigadores é o sistema de monitoramento da mansão, pois, embora o local conte com guarita, patrulhamento e segurança particular, as câmeras não teriam registrado a entrada dos assaltantes.
Histórico de crimes contra a família Matsunaga em São Paulo
Esta é a segunda vez em pouco mais de três anos que a mesma residência dos pais do empresário sofre um assalto no bairro Alto de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista. Em agosto de 2023, o casal de idosos, que na época tinha 79 e 80 anos, e a neta foram rendidos por invasores que permaneceram no imóvel por algumas horas e amarraram as mãos das vítimas antes da fuga, levando cerca de R$ 20 mil em espécie, joias, relógios, aparelhos celulares, um notebook e duas pistolas registradas em nome do proprietário.
O imóvel pertence aos pais de Marcos Kitano Matsunaga, executivo e herdeiro da indústria de alimentos Yoki, que foi assassinado com um tiro na cabeça e esquartejado em 2012 pela então esposa, Elize Matsunaga, no apartamento onde moravam na Vila Leopoldina, em São Paulo. Presa no mesmo ano do crime, Elize recebeu condenação inicial de 19 anos e 11 meses de reclusão, teve a pena reduzida para 16 anos e 3 meses após recurso da defesa em 2019 e, em maio de 2022, obteve na Justiça a progressão para cumprir o restante da sentença em regime aberto.
