Abastecer o carro elétrico BYD Dolphin Mini na tomada de casa gera um custo estimado de R$ 137 por mês na fatura de energia para quem percorre 1.000 quilômetros mensais na área de concessão da Enel São Paulo. O levantamento, divulgado pelo jornalista automotivo Paulo Amaral nesta quinta-feira (15), calcula que uma carga completa do veículo sai por R$ 29,99 na tarifa base e chega a cerca de R$ 38 após a inclusão de impostos.
Na ponta do lápis, o gasto mensal de R$ 137 para rodar 1.000 quilômetros representa um desembolso aproximado de R$ 0,14 por quilômetro percorrido. A estimativa considera a realização de cerca de 3,6 recargas completas ao longo do mês, tomando como parâmetro a autonomia oficial do modelo elétrico no mercado brasileiro e a isenção de taxas extras de geração vigente em outubro de 2026.
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Quanto custa carregar o BYD Dolphin Mini na rede da Enel SP?
O cálculo do impacto financeiro na residência parte da tarifa residencial convencional (classe B1) da Enel São Paulo, fixada em R$ 0,78938 por quilowatt-hora (kWh) sem a incidência de tributos. Multiplicando esse valor base pelos 38 kWh de capacidade da bateria totalmente descarregada até atingir 100%, o consumo teórico de eletricidade soma exatos R$ 29,99 por ciclo completo de abastecimento.
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Na fatura entregue ao consumidor, entretanto, o desembolso real aumenta devido à cobrança de tributos estaduais e federais, além das perdas naturais de energia que ocorrem durante o processo de transferência da rede para o veículo. No estado de São Paulo, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a eletricidade residencial opera em três faixas: isenção para consumo até 90 kWh mensais, alíquota de 12% entre 91 e 200 kWh, e alíquota de 18% acima de 200 kWh, somando-se a cerca de 6% de PIS/COFINS (programas federais de contribuição social) calculados por dentro da tarifa.
Com a aplicação dos impostos, o preço efetivo do quilowatt-hora aproxima-se de R$ 1,00 na conta final, elevando o custo real de uma carga completa para cerca de R$ 38. Os valores exatos que compõem a tarifação residencial na capital paulista e região metropolitana em 15 de outubro de 2026 dividem-se nas seguintes parcelas:
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- Parcela da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD): R$ 0,47242 por kWh (equivalente a R$ 472,42 por MWh).
- Parcela da Tarifa de Energia (TE): R$ 0,31696 por kWh (equivalente a R$ 316,96 por MWh).
- Custo efetivo na faixa de consumo de 91 a 200 kWh mensais (com ICMS de 12%): R$ 0,9543 por kWh.
- Custo efetivo na faixa de consumo acima de 200 kWh mensais (com ICMS de 18%): R$ 1,0241 por kWh.
Especificações, versões e preço do BYD Dolphin Mini no Brasil
O modelo utilizado como referência na simulação é o BYD Dolphin Mini na versão GS, um dos veículos elétricos mais conhecidos em circulação no país. O automóvel utiliza a bateria do tipo LFP Blade (tecnologia de fosfato de ferro-lítio da fabricante chinesa) e tem alcance oficial aferido pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), coordenado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
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A autonomia real no trânsito urbano ou rodoviário pode sofrer variações conforme a velocidade média, a temperatura ambiente, o relevo e o modo de condução do motorista, além de a energia puxada da tomada ser ligeiramente superior àquela que fica armazenada nas células. Os dados técnicos e comerciais da linha vendida no Brasil reúnem os seguintes números:
- Preço público sugerido da versão avaliada (GS): R$ 119.990.
- Capacidade da bateria na versão GS: 38 kWh nos dados comerciais (ou 38,88 kWh de capacidade nominal nas fichas técnicas detalhadas da versão).
- Autonomia homologada pelo ciclo do Inmetro para a versão GS: até 280 quilômetros com uma carga completa.
- Opção de entrada no mercado nacional: versão GL, equipada com bateria menor de 30,08 kWh.
Bandeira verde da ANEEL em outubro de 2026 e vigência das tarifas
O valor de R$ 0,14 por quilômetro rodado no levantamento reflete um período sem cobranças adicionais de geração de energia na conta de luz. Em 25 de setembro de 2026, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), autarquia federal que regula o setor elétrico, anunciou o acionamento da bandeira tarifária verde para todo o mês de outubro de 2026. A decisão encerrou uma sequência de cinco meses consecutivos sob bandeira amarela, modalidade que aplicava uma taxa extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A mudança ocorreu após o aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste, que estabilizou o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas.
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A tarifa base de R$ 0,78938 por kWh da Enel São Paulo foi aprovada pela ANEEL em 30 de junho de 2026, por meio da Resolução Homologatória (REH) nº 3.596/2026. Os valores entraram em vigor em 4 de julho de 2026 e permanecem válidos para os consumidores residenciais da distribuidora até o término do ciclo tarifário atual, em 3 de julho de 2027.
