Super Mario Galaxy ganha port nativo para Android sem emulador

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Super Mario Galaxy - Reprodução Foto: Super Mario Galaxy - Reprodução

O jogo Super Mario Galaxy ganhou na quarta-feira (14) um port nativo e não oficial para celulares Android com arquitetura ARM64, batizado de Galaxy-Android e publicado gratuitamente no GitHub pelo desenvolvedor Mohammed Huzaifa, do grupo OpenPort Labs. A adaptação permite rodar o título lançado originalmente para o console Nintendo Wii diretamente no sistema operacional móvel a 1080p e 60 quadros por segundo (fps), sem a necessidade de usar emuladores tradicionais.

Construído com auxílio de inteligência artificial, o software adapta o código do jogo para o hardware dos smartphones modernos. “Este projeto visa trazer um port nativo de Android de Super Mario Galaxy para dispositivos ARM64, construindo sobre o trabalho do projeto de descompilação Petari e do GalaxyQuest”, afirmou Mohammed Huzaifa, desenvolvedor responsável pelo Galaxy-Android no OpenPort Labs, em tradução livre.

Como funciona a instalação do Galaxy-Android e a economia de 2 GB

Por se tratar de uma iniciativa independente, o aplicativo disponibilizado no repositório OpenPort-Labs/Galaxy-Android não inclui nenhum arquivo proprietário da Nintendo. Para fazer a instalação e jogar no celular, o usuário precisa fornecer a sua própria imagem de disco (ROM), extraída legalmente de uma cópia original do jogo de Nintendo Wii.

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Durante a etapa de configuração inicial no aparelho, o instalador do Galaxy-Android oferece ao jogador a opção de ignorar e excluir as cenas cinematográficas da campanha, conhecidas como cutscenes. Ao marcar essa alternativa antes de concluir a transferência dos dados, o usuário economiza aproximadamente 2 GB de espaço de armazenamento interno no smartphone.

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Especificações técnicas e recursos do port de Super Mario Galaxy

Diferentemente dos emuladores convencionais, que exigem alto poder de processamento para simular o funcionamento completo do console original da Nintendo, o port executa os comandos diretamente nos componentes do dispositivo móvel. Os parâmetros técnicos e as funções integradas até as versões v0.0.1c e v0.0.1cx do Galaxy-Android incluem os seguintes recursos:

  • Resolução de renderização: 1080p por padrão, com seletor para opções em 480p, 720p e 1080p.
  • Taxa de quadros: limite padrão configurado em 60 quadros por segundo (fps).
  • Interfaces gráficas (APIs): operação via OpenGL ES 3.2 e suporte experimental ao motor Vulkan 1.0, acompanhados de cache persistente de shaders.
  • Sistema de som e imagem: áudio nativo via AAudio, suporte para proporção de tela ultrawide (Hor+) e carregamento de pacotes de texturas customizadas.
  • Comandos e acessórios: controles na tela sensível ao toque com rastreamento do cursor Star Pointer pelo giroscópio do aparelho, além de compatibilidade com controles físicos via Bluetooth e cabo USB.
  • Gerenciamento de progresso: ferramenta integrada para importação e exportação de arquivos de salvamento.

Desempenho do Galaxy-Android em celulares intermediários e portáteis

Os primeiros testes práticos com o port demonstraram jogabilidade fluida mesmo fora da categoria de aparelhos topo de linha. Avaliações conduzidas pelo jornalista Hadlee Simons em dois equipamentos distintos confirmaram o bom desempenho tanto no console portátil ANBERNIC RG 55G1, que utiliza o processador Snapdragon G1 Gen 2, quanto no smartphone intermediário Redmi Note 17 Pro Max, equipado com o chip Snapdragon 6 Gen 5.

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O próprio desenvolvedor Mohammed Huzaifa também divulgou demonstrações de funcionamento estável em um hardware mais modesto. Nos testes publicados pelo criador do projeto, o jogo manteve a fluidez em um dispositivo equipado com processador MediaTek Dimensity 920, placa gráfica (GPU) ARM Mali-G68 e 6 GB de memória RAM do tipo LPDDR4X.

Atualizações no dia 15 de outubro de 2026 corrigem Mario invisível

Apesar da taxa de quadros estável, a primeira versão pública (v0.0.1), liberada no GitHub e na rede social Reddit na quarta-feira (14), apresentou falhas gráficas severas e travamentos em parte dos aparelhos testados. “Um grande bug que vi em dois dispositivos é que Mario e os personagens não jogáveis estão completamente ausentes. Essa é uma omissão gigante, mas este port tem menos de 24 horas de existência no momento em que escrevo”, declarou o jornalista Hadlee Simons, em tradução livre.

Para resolver os problemas mais graves de compatibilidade, Mohammed Huzaifa publicou em 15 de outubro de 2026 duas atualizações consecutivas para o aplicativo, identificadas como versões v0.0.1c e v0.0.1cx. Os pacotes corrigiram o erro de geração de shaders (instruções gráficas que definem a aparência de superfícies e luzes) que deixava o protagonista Mario e os demais personagens (NPCs) invisíveis em aparelhos com placas gráficas das linhas Mali e Adreno, além de eliminarem as falhas que impediam a inicialização do jogo em celulares equipados com o processador Snapdragon 8 Gen 2 (GPU Adreno 740).

Descompilação do código do Nintendo Wii abriu caminho para o projeto

A criação do Galaxy-Android só foi possível graças aos avanços recentes da comunidade de programação sobre o título lançado originalmente em 2007 para o Nintendo Wii. No final de setembro de 2026, cerca de duas semanas antes da estreia da versão móvel, o projeto colaborativo Petari concluiu a reconstrução de 100% do código-fonte original, tornando Super Mario Galaxy o primeiro jogo de toda a biblioteca do Wii a ser integralmente descompilado, o que também viabilizou o projeto GalaxyQuest e versões nativas feitas por fãs para computadores, como o AstroCore e outra recompilação desenvolvida sem uso de inteligência artificial.

Para concentrar esforços na adaptação do jogo de plataforma da Nintendo e nas correções de estabilidade do novo aplicativo, Mohammed Huzaifa alterou o cronograma de seus outros trabalhos no OpenPort Labs. O programador anunciou uma pausa temporária no desenvolvimento do seu port nativo do jogo de tiro Call of Duty: Modern Warfare 2, lançado originalmente em 2009, que também está sendo adaptado para o sistema Android.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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