O município de Barueri (SP) registrou o aluguel residencial mais caro do Brasil em setembro de 2026, segundo dados do Índice FipeZAP divulgados na quarta-feira (14). O preço médio na cidade da Região Metropolitana de São Paulo atingiu R$ 71,96 por metro quadrado ao mês, enquanto a capital paulista ficou na segunda posição geral e liderou entre as capitais brasileiras, com valor médio de R$ 65,78 por metro quadrado.
Elaborado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX, o levantamento monitora 36 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais, e apontou um preço médio nacional de R$ 54,77 por metro quadrado em setembro de 2026. No mesmo mês, os valores de locação residencial avançaram 0,52%, resultado que representa o sexto mês consecutivo de desaceleração mensal no ritmo de alta.
As 10 cidades mais caras para aluguel no Índice FipeZAP de setembro
A atualização divulgada em 14 de outubro de 2026 mostra mudanças na metade da tabela em comparação aos meses anteriores, com o avanço do Rio de Janeiro para a quinta colocação geral e a entrada de Vitória na nona posição. As cinco primeiras colocações entre as capitais são ocupadas por São Paulo, Recife, Belém, Rio de Janeiro e Florianópolis.
- 1º lugar — Barueri (SP): R$ 71,96/m² (1º lugar geral no Brasil)
- 2º lugar — São Paulo (SP): R$ 65,78/m² (1º lugar entre as capitais)
- 3º lugar — Recife (PE): R$ 64,39/m² (2º lugar entre as capitais)
- 4º lugar — Belém (PA): R$ 62,25/m² (3º lugar entre as capitais)
- 5º lugar — Rio de Janeiro (RJ): R$ 61,86/m² (4º lugar entre as capitais)
- 6º lugar — Florianópolis (SC): R$ 61,81/m² (5º lugar entre as capitais)
- 7º lugar — Santos (SP): R$ 60,39/m²
- 8º lugar — São Luís (MA): R$ 57,99/m²
- 9º lugar — Vitória (ES): R$ 57,06/m²
- 10º lugar — Maceió (AL): R$ 56,63/m²
Variação do aluguel residencial em 2026 supera o IPCA e o IGP-M
Apesar da perda de ritmo na variação mensal de setembro de 2026 — que veio após altas de 1,04% em abril, 0,85% em maio, 0,81% em junho, 0,70% em julho e 0,55% em agosto —, os contratos de locação seguem subindo acima dos principais indicadores econômicos do país. De janeiro a setembro de 2026, o aluguel residencial acumulou valorização de 7,11% no Brasil, índice que representa quase o dobro da inflação oficial medida pelo IPCA (3,95%) no mesmo intervalo.
“A desaceleração não significa uma queda generalizada dos preços”, afirmou Mariangela Silva, economista do Grupo OLX. No acumulado de 12 meses encerrados em setembro de 2026, o Índice FipeZAP de Locação Residencial registrou alta de 9,13%, superando novamente o IPCA (4,58%), o IGP-M (3,34%) e a valorização média dos imóveis colocados à venda no período (5,51%). Entre as 36 cidades pesquisadas, Niterói (RJ) liderou a alta acumulada no ano até setembro, com avanço de 17,07% e média de R$ 42,70 por metro quadrado, enquanto Fortaleza (CE) teve o maior aumento acumulado em 12 meses entre as capitais, com +16,59%.
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Por que o aluguel de imóveis de um dormitório é o mais caro no FipeZAP?
A divisão por tamanho de imóvel nos dados de setembro de 2026 mostra que os apartamentos de um dormitório têm o maior preço médio anunciado nas cidades monitoradas, chegando a R$ 72,68 por metro quadrado. Essa categoria também entregou o maior retorno médio estimado de locação para proprietários e investidores — indicador conhecido no mercado imobiliário como rental yield —, atingindo 6,74% ao ano, acima da média nacional de 6,13% ao ano. As unidades com dois dormitórios registraram preço médio de R$ 51,41 por metro quadrado, e os imóveis de três dormitórios ficaram em R$ 47,22 por metro quadrado.
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Em análise divulgada anteriormente sobre os dados de julho de 2026, a economista do Grupo OLX, Mariangela Silva, detalhou o comportamento de preços nas unidades menores: “A valorização mais acentuada em imóveis menores é explicada pelo ‘prêmio da compactação’. De modo geral, imóveis compactos localizados em áreas urbanas valorizadas e com boa infraestrutura têm um custo final mais acessível, atraindo uma demanda maior. Soma-se a isso a mudança social, com mais lares unipessoais, o que impulsiona o aumento de preços dessa tipologia — ainda que a intensidade dessa dinâmica varie de acordo com o perfil e particularidades de cada cidade”, declarou.
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Bairros do Rio e de São Paulo passam de R$ 100 por metro quadrado
Nos resumos municipais de setembro de 2026, regiões específicas de capitais da Região Sudeste apresentaram valores que dobram a média nacional de R$ 54,77 por metro quadrado. No Rio de Janeiro, os bairros do Leblon e de Ipanema atingiram médias de R$ 124,7 por metro quadrado e R$ 118,1 por metro quadrado, respectivamente. Em São Paulo, o bairro de Pinheiros alcançou a marca de R$ 100,1 por metro quadrado.
A leitura de setembro atualiza o cenário registrado no levantamento de julho de 2026, quando a alta acumulada no ano era de 5,97% nos sete primeiros meses e de 9,28% em 12 meses, passando em agosto para uma média nacional de R$ 54,47 por metro quadrado (com Barueri a R$ 71,92/m² e São Paulo a R$ 65,36/m²). Na base de julho de 2026, Florianópolis ocupava a quinta posição geral (R$ 60,84/m²) à frente do Rio de Janeiro (R$ 60,80/m²), e Campinas fechava a lista das dez cidades mais caras (R$ 55,52/m²), enquanto os recortes por bairros naquele mês apontavam em São Paulo valores de R$ 99/m² em Pinheiros, R$ 94/m² no Itaim Bibi, R$ 84/m² em Moema e R$ 82/m² nos Jardins e no Paraíso; no Recife, Pina tinha média de R$ 76/m² e Parnamirim de R$ 68/m²; em Belém, Jurunas registrava R$ 73/m² e Batista Campos R$ 69/m²; e em Florianópolis os mais caros eram Agronômica (R$ 66/m²), Centro (R$ 63/m²) e Trindade (R$ 63/m²).

